ago 31, 2015 - câmara dos deputados    3 Comments

É triste, mas é verdade

Nesta semana que passou, como vocês sabem, levei meus bebês para Brasília, porque eu estava sentindo muita falta deles. Já as sessões terminaram relativamente cedo e estou estranhei o encerramento dos trabalhos em plenário às 10 da noite. Sabe, eu tenho achado o presidente da Casa, Eduardo Cunha, meio desanimado. Isso é ruim, porque não dá aquele ânimo na Câmara, né, acostumados que estávamos em ficar no plenário até a 1 hora da madrugada. Votamos dois projetos importantes, que foi o infanticídio e a PEC dos Cartórios. E eu preciso revelar uma coisa para vocês, porque este blog prega a transparência. Lembram lá no início do mandato que eu critiquei os deputados porque não liam os projetos, liam apenas o resuminho? Pois é, a proposta dos cartórios eu votei lendo o resuminho. A quantidade de projetos que tem nesta Casa, realmente, fica difícil ler tudo. Imaginem, na CCJC teve mais de 40 projetos, Ciência e Tecnologia, mais 30, mais as articulações que têm de fazer para os seus projetos, além de comissão especial, relatoria. Realmente, não deu tempo de ler o camalhaço todo da PEC. É triste, mas é verdade. O projeto foi colocado na última hora. Cheguei no plenário na hora da votação, perguntei o que estava sendo votado, os colegas me passaram um briefing, obviamente discuti o tema rapidamente com a assessoria e dei meu voto no que entendia ser pertinente, mas, admito, realmente é difícil ler tudo ao mesmo tempo, até porque a sessão costuma acontecer no mesmo horário em que as comissões estão em andamento. Têm vezes que as reuniões nas comissões têm de ser interrompidas porque começou a votação em plenário. Aí, você sai correndo. Aliás, corre o tempo todo para estar presente em todos os lugares. É loucura! Então, dou a mão à palmatória e me redimo do comentário feito meses atrás, porque não dá tempo mesmo de ler todas as propostas que entram em discussão ao mesmo tempo.

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3 Comentário

  • Humm… será, cara deputada e xará, que impor essa verdadeira enxurrada de projetos e atividades à Câmara já não faz parte do sistema? Será que já não é assim justamente para levar o legislador e a legisladora à superficialidade? Ou até para fazer passarem os “jabutis”? Sei que se aumentarmos o número de parlamentares, haverá mais gente para analisar cada projeto mas haverá também mais gente elaborando projetos, tanto dos bons quanto dos estapafúrdios… O que talvez a senhora possa fazer é dar o exemplo, por exemplo aprofundando a leitura do que lhe compete analisar e questionando o voto de seus pares naquilo que eles obviamente se mostrarem fracos, que tal? Não seria bom que nossos legisladores – bem como o pessoal da Justiça e do Executivo também – levasse a administração pública tão a sério que nunca mais ninguém no nosso país fizesse a crítica lugar-comum (mas que me dói profundamente em minha cidadania quando ouço) de que “político nenhum presta”? Num ponto – desculpe – discordo frontalmente da senhora: não é porque as coisas são como são que precisam – e menos ainda devem – continuar sendo do mesmo jeito. Queremos todos nós, brasileiros, que nossos “bebês” herdem um país melhor ou pior do que o que temos? E a sra. sabe: como o tempo não para de ir prá frente, se as coisas ficam como estão, elas estão mesmo é andando prá trás, é isso? E afinal, será que precisa mesmo de Eduardo Cunha ou qualquer outro parlamentar presidindo a Câmara para fazer os parlamentares trabalharem? Quem elege um parlamentar não é o presidente da Câmara, e é pensando no eleitor que o parlamentar deve encontrar estímulo. Eduardo Cunha é presidente da Câmara mas apenas temporariamente. O povo – nós, inclusive a senhora – não…

    Tomara que a senhora tome as minhas palavras com toda boa-fé que sinto ao escrevê-las. Mas caso fique alguma dúvida, bem… meu email não está público mas o administrador do site poderia recuperá-lo.

    Um abraço e votos, votos de sucesso no projeto de construir um país melhor a todos nós.

  • Nesta hora entra a importância de ter bons assessores, gente de sua confiança que lhe faça um verdadeiro resumo do que é o projeto e os seus pontos críticos, e não apenas o “resuminho” que pode não conter o que realmente interessa.

  • Tem uma história muito engraçada e até bobinha, mas cabe uma grande reflexão; dizem que estava pegando fogo em uma floresta, os grandes animais da floresta, leões, tigres, ursos, elefantes, girafas, onças, lobos, todos perplexos, assistiam ao fogo se alastrar por toda a extensão da mata.
    Nisso que chega um pássaro pequeno, beija-Flor e começa a jogar algumas gotinhas, por toda a extensão da floresta, óbvio, tentando apagar o fogo.
    Fez isso com muita frequência e por várias horas, vendo que as gotinhas não resolviam nada, um dos animais que assistiam a floresta em chamas, disse ao Beija-Flor; não está vendo que o que está fazendo não vai adiantar nada, está fazendo um esforço desnecessário, o fogo só aumenta pela mata.
    Então o Beija-Flor disse para todos os animais; “pelo menos estou fazendo a minha parte e vocês o que fazem ai parados”.
    Pode até não resolver, mas se cada um fizer a sua parte, isso que é o mais importante.

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