nov 8, 2015 - câmara dos deputados    8 Comments

Reconstrução política

Tenho aproveitado esse período em que o ritmo das atividades de plenário diminuiu, já que os trabalhos não avançam até de madrugada, para fazer discussões filosóficas sobre política, debatendo muito com meu grupo e trazendo gente de fora. Não podemos continuar fazendo a mesmice. Tenho um projeto para o nosso partido, sou vice-presidente nacional do PTN, e queria muito reposicioná-lo com algo diferente, com postura diferente, que fale com a população. Então, estou aproveitando esse tempo para discutir a política no Brasil, para que possamos usar o nosso instrumento hoje, que queiram ou não são os partidos, para mudar as atitudes. Muitas vezes avançamos a madrugada lá em casa, com alguns deputados discutindo isso, e é bem interessante a unanimidade sobre o distanciamento do povo sobre o que é bom para ele e a realidade desta Casa. As pessoas costumam dizer que deputado não trabalha, e a minha vontade é trazer todo mundo para cá, passar uma semana comigo, para ver de perto o nosso trabalho, conhecer os bastidores. Não é um distanciamento proposital, é natural isso quando não se vive o dia a dia, não se sabe como a coisa funciona, como é o processo de muitas vezes abrir mão de algo, ceder, para aprovar um projeto, por exemplo. Esse desconhecimento faz com que o povo defenda uma proposta sem saber que é ruim para ele. E quando a classe política identifica isso e vota contra, justamente para proteger a população, é maciçamente criticada. Para a gente tentar resgatar a credibilidade é muito difícil, porque o brasileiro é avesso a mudanças por desconhecimento desse universo, mas precisamos fazer essa discussão. Se vocês puderem participar, quiserem participar disso, dessa reconstrução, opinem sobre o que poderíamos fazer de diferente para o Brasil, não é só criticar, mas de que forma efetivamente contribuir com um projeto inovador, um projeto para o futuro, por meio da política, porque é ela que governa.

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8 Comentário

  • Acredito que vc deva se aproximar do povo de uma forma que o alcance… faça um reality show… contrate alguém e filme todos os seus dias na camara… faça uma edição semanal e post no face… tome cuidado para não cair na tentação de divulgar seu partido, ou fazer campanha de qualquer coisa… simplesmente deixe um profissional fazer um filme de seu trabalho real… com os erros, acertos, sofrimentos e alegrias. O povão vai adorar e sem querer se educar.

  • Pelos seus propósitos, dá para sentir que tem boas ideias e ótimas intenções.
    Essa de chamar as pessoas a participarem de seus projetos, faz toda a diferença.
    Talvez seja uma pedra preciosa aí, que um pouco mais lapidada, vai ser uma joia de muito valor para o mundo politico.
    Vendo algumas entrevistas e palestras proferida pela senhora, não tenho nenhuma duvida, que terá muito futuro na politica.
    Quem sabe o próximo passo, não seria a saída da câmara em direção ao senado!
    Pela maneira como está conduzindo sua carreira politica, com muito profissionalismo e dinamismo, é perfeitamente viável essa mudança.
    É merecedora, os fatos estão aí.
    Meu saudoso sempre falava; contra fatos não há argumentos.
    Vai em frente, deputada.
    Você é um fio de esperança aí na câmara, tenho plenas convicções disso.

  • Prezada Deputada

    1)os deputados não cumprem nem o que prometeram em campanha

    2) não adianta um novo projeto de fachada se as pessoas não forem coerentes com o que dizem

    o pais precisa muito mais de pessoas sérias a um lindo projeto de fachada.

    Dave Fernandes

  • Leis mais pesadas para quem contribui para a desgraça do meio ambiente.
    Nosso estado tem sofrido com as irresponsabilidades dos empresários de mineração, se não bastassem a atividade mineraria que é predatória, agora mais esse descaso nos monitoramentos das barragens de rejeitos.
    Nosso país tem que acordar para o nosso planeta, leis pesadas nos que brincam de zelar pelo meio ambiente.
    O mundo todo, devem estar estarrecidos com esses rompimentos das barragens de rejeitos em Mariana.
    Negligencia, deveria ter leis pesadas nos responsáveis, não basta só indenizar as vitimas, tem que punir os responsáveis.

  • Cara deputada,

    permita-me dar uma opinião como fiel leitor, atualmente a sociedade realmente vê com descrença os agentes públicos, sejam servidores de carreira ou eletivos (como os deputados), com raríssimas exceções, não só pelo distanciamento, seja geográfico ou de comunicação, das decições tomadas.
    Uma das ferramentas mais produtivas além da transparência que deve ser ainda maior e o rigor na apuração de infrações dos agentes públicos deve ser a comunicação e interação.
    Infelizmente se confunde o social com o populismo, Escritórios Políticos que somente funcionam na época de eleição são excelentes oportunidades para acompanhamento e busca de informações sobre as necessidade MACROS da população, e não ser centros de distribuição de cesta básica
    Quando escutada, a população deve ter uma resposta e na sua linguagem, de maneira clara e objetiva.

  • Cara Deputada.
    Tenho lido seu blog regularmente e as suas descrições sobre os fatos têm sido feitas com transparência e objetividade. Esta é a linguagem que nós entendemos e sentimos o quão você se envolve em seus trabalhos e portanto em sua representatividade.
    Em relação ao contexto do Partido, há dois conceitos que correm em paralelo e acabam se misturando na maioria dos partidos brasileiros:a visão de Estadista e a visão de Populismo na condução das leis, manifestações e ações. Basta ouvir a Hora do Brasil para ver que quase todas as leis são de aprovação de verbas para projetos locais sem impactos no contexto do “Estado”. A correria de Comissão para Comissão para participar das discussões demostra que nosso sistema político se foca na desfragmentação das propostas e raramente em projetos de ordem estratégicos. Seu conhecimento global lhe permite visualizar com clareza a falta de Estadistas e a abundância de popularismo. Esse direcionamento em paralelo é fundamental para ampliar a base do partido agregando tanto a massa popular como a massa intelectual de analistas políticos, jornalistas, economistas, militares, estudiosos, profissionais liberais entre outros.
    Um abraço.

  • Cara Deputada.

    Temos um gargalo legislativo sobre a pós-graduação no Brasil (Mestrado e Doutorado). Em nosso país, as profissões são regulamentadas a partir dos cursos de graduação. Por exemplo, um dentista precisa ter cursado odontologia para ter seu registro no conselho de odontologia e poder exercer sua profissão. O mesmo para o química, que só terá seu registro ser tiver cursado uma graduação em química, ou o engenheiro que só terá um Crea após concluir uma graduação em engenharia, etc. Nenhum curso de mestrado ou doutorado dá ao profissional o direito de exercer a profissão. Por exemplo, um biólogo (fez curso de graduação em biologia) pode fazer um doutorado em química mas nunca poderá ter o registro de químico porque não tem graduação em química. Então, um biólogo com doutorado em química nunca poderá trabalhar como químico em uma empresa. O mesmo para um químico que faz doutorado em odontologia (por exemplo estudando novos materiais para restaurações) nunca poderá atender como dentista. Infelizmente, no Brasil, para qualquer pessoa começar a fazer um mestrado ou doutorado, é obrigatório que tenha cursado uma graduação antes. Qualquer graduação. O problema é quando um estrangeiro recebe uma bolsa de mestrado ou doutorado do governo brasileiro para fazer mestrado ou doutorado, o que é muito bom. Para que seu diploma de mestrado ou doutorado seja emitido, será necessário antes validar seu diploma de graduação. Mas como a validação do diploma de graduação de um estrangeiro dá a ele o direito de exercer uma profissão regulamentada, é muito difícil que uma graduação feita fora do Brasil tenha todos os requisitos obrigatórios determinados pelos conselhos (de engenharia, quimica, odontologia, medicina, etc) para validar o diploma. Estão ocorrendo casos em que o estudante vem ao Brasil para cursar um mestrado ou doutorado e no fim não consegue seu diploma porque seu curso de graduação não pode ser reconhecido porque seu curso não atende aos requisitos dos conselhos federais.

    O gargalo é que a única coisa que se queria era um doutoramento, que não dará nenhum atribuição profissional, mas para fazer o doutoramento é necessário ter uma graduação. Recentemente, um brasileiro foi premiado com a medalha Fields (o equivalente ao Nobel em matemática). Ele já tinha demonstrado um grande talento para a matemática quando era adolescente e ele foi aceito para fazer seu mestrado, mas ele foi obrigado a fazer uma graduação junto com seu doutorado, apenas para cumprir ter o curso de graduação obrigatório.

    É um tema complicado e muito difícil de ser explicado em poucas linhas. Mas resumindo, como a pósgraduação não altera o requisitos para o exercício da profissão (determinado apenas pelo curso de graduação) não há nada que relacionasse o ingresso ao mestrado ou doutorado com obrigação de ter um curso de graduação. É apenas um requisito burocrático e inútil. Os programas reconhecidos pela CAPES de mestrado e doutorado são bastante exigentes para o ingresso e os processos seletivos bastante disputados. Apenas quem tem mérito e capacidade é selecionado. E o processo de seleção nao tem nada a ver com o curso de graduação.

    O ideal seria excluir a obrigatoriedade do curso de graduação para o ingresso no mestrado ou doutorado.

    Eu teria grande prazer em explicar com mais detalhes o problema, suas implicações para a internacionalização do nosso sistema de pósgraduação e seu impacto sobre a formação de milhares de pessoas.

  • Lei estabelecendo poderes para o TCU auditar contas da Petrobras.

    Lei estabelecendo que o lucro da Petrobras para o governo, seu principal acionista seja integralmente utilizado para a saúde.

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