De segunda à segunda

E há quem diga que deputado não trabalha, ou que trabalha só três dias por semana. Preconceito ou desconhecimento? As pessoas julgam sem saber. No Congresso, a jornada começa cedinho e só termina altas horas da noite. Têm reuniões a todo instante e sessões sem hora pra acabar às terças, quartas e quintas-feiras. Nos outros dias, o ritmo não diminui, não, porque é preciso trabalhar em sua base eleitoral, no seu Estado de origem. Neste último fim de semana, voltei pra casa na quinta à noite e meus filhos já estavam dormindo. Passei sábado e domingo inteiros nas comunidades de São Paulo, debaixo de chuva, entregando flores às moradoras pelo Dia Internacional da Mulher e tomando conhecimento das necessidades de infraestrutura dessas localidades. Sexta, sem respiro, foi reunião atrás de reunião. Tenho mais de 100 pedidos de agenda. O mesmo se repetiu na segunda-feira. Ainda à noite, participei de sessão solene na Freguesia do Ó e em seguida fui receber uma homenagem no Rotary. No dia seguinte, no primeiro voo, embarquei pra Brasília. Cheguei em casa com meus filhos dormindo e fui embora, com eles dormindo. Se isso não é trabalhar, o que é trabalhar, então?

Condicionamento físico 100%

Terça-feira supercorrida. Cheguei em Brasília e fui direto para a reunião da comissão especial da Reforma Política. Depois de horas debatendo os temas da Reforma, sai em disparada para a reunião de líderes de partidos, representando o Bacelar, nosso líder do PTN. Sem tempo pro café da manhã e almoço, mais correria, para chegar a tempo a outras reuniões agendadas e às sessões em plenário, com votação nominal. Apesar da correria, o dia terminou vitorioso. É que foi aprovado um projeto de lei muito bom, de autoria da Luiza Erundina, que garante a presença de mulheres nas mesas diretoras das Câmaras, Assembleias e Senado. Agora temos nosso espaço assegurado na composição das mesas diretoras de todas as Casas Legislativas. Fiquei muito feliz por mais essa batalha vencida. E sabe o que é melhor? Essa correria tem me feito um bem danado. Meu condicionamento físico está 100%. Se os médicos recomendam dar 10 mil passos por dia, tenho superado, e muito, essa marca. E de salto alto!!!

Aprovado projeto de lei que garante a presença de mulheres nas mesas diretoras legislativas

Aprovado projeto que garante a presença de mulheres nas mesas diretoras legislativas

Marmita no plenário

Meu café da manhã e almoço juntos, às 19 horas

Café da manhã e almoço juntos, às 19 horas: agora estou feliz, fim da fome

Depois daquele dia conturbado, com uma reunião atrás da outra, consegui agora, 7 da noite, tomar meu café da manhã e meu almoço juntos. Como eu tinha pedido para o pessoal do meu gabinete pegar uma marmita no início da tarde, mas eu não consegui parar lá, a comida ficou na geladeira. Agora pedi para trazer a comida, requentada, no plenário. E voltei a sorrir, porque meu estômago estava grudado nas costas, sem alimentação desde a noite de ontem. Comi meu peixinho com arroz faltando cinco minutos para a votação nominal do requerimento para retirada de pauta da valorização do salário mínimo. A sessão continua, com discussão bem calorosa, mas agora dá para aguentar até a hora do jantar, lá pelas 3 da madrugada!!! (rs)

Crescendo a cada dia

Que coisa boa! Consegui a titularidade da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e a suplência na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).  As 23 comissões permanentes da Casa têm a finalidade de discutir e votar as propostas de leis, emitindo opinião técnica antes de o assunto ser levado a plenário, ou, em alguns casos, aprovando ou rejeitando sem a necessidade de passar pela Câmara. O legal é que os outros três deputados federais do PTN também estão em comissões igualmente importantes. O Bacelar (BA) é titular na CCJ e suplente na de Educação; a Christiane Yared (PR) conseguiu a titularidade na Seguridade Social e Família e suplência na comissão de Finanças e Tributação; e o Delegado Moreira (MG) é titular na de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e suplente em Minas e Energia. Estou muito feliz com o nosso PTN. A cada dia a gente vem conquistando mais e mais espaço no Congresso, fruto de uma jornada diária exaustiva, é verdade, mas prazerosa, porque o trabalho é feito com afinco e muita dedicação.

Emoção e satisfação

Muito feliz pela aprovação da Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência. A proposta garante o acesso das pessoas com deficiência às diversas esferas da vida social, seja por meio de políticas públicas ou iniciativas empresariais. Ouvir o pronunciamento da minha ilustre amiga Mara Gabrilli e vê-la ser aplaudida de pé por todos os deputados foi um dos momentos de forte emoção e satisfação que presenciei nesta Casa. A aprovação do Estatuto da Pessoa com Deficiência significa grande avanço para o País. Aos poucos, a gente vem conquistando importantes vitórias nas causas sociais.

Voo parlamentar

Hahahaha! Estou no avião, voltando para São Paulo, no último voo do dia, e só têm deputados aqui. Brincando, eu disse que se quiserem acabar com a bancada paulista bastaria derrubar este avião. Um deputado entrou na brincadeira e falou para todos: “Este voo chama-se sonho dos suplentes”. Hahahaha, muito bom!

Consegui!!!

Hoje, estou muito, muito feliz. Consegui coletar as 171 assinaturas, e até mais, para cada uma das emendas que quero propor na reforma política. Para apresentar emenda para ser discutida, é preciso coletar essas assinaturas. E como o tema é muito controvertido e eu sou minoria, por estar num partido pequeno, era muito difícil essa coleta. Mas eu consegui, com muita persuasão, convencer um a um e coletar as assinaturas. Devo ter abordado todos os 512 deputados e consegui. Agora vamos ao debate, porque democracia é isso, a gente poder debater. #felizdemais

Conversei com todos os deputados e aqui esta o resultado: issão cumprida

Devo ter abordado todos os deputados e aqui está o resultado: missão cumprida

Bateria arriada

Acompanhada de meu pai, José de Abreu, fui à Vice-Presidência da República, falar com o Michel Temer sobre reforma política. Na saída, um imprevisto: arriou a bateria do carro do meu chefe de gabinete, Bruno. Eu estava atrasada para a sessão. Ia ter votação nominal. Eu tinha de chegar logo. Não tive dúvida, parei o primeiro carro que passou pela rua e pedi carona. E lá fomos nós de carona para o Congresso. Ainda bem que ainda encontramos pessoas solidárias em nosso caminho.

O dia que Ulysses venceu Nereu

Foi para votação um projeto de lei para que a BR 282, em Santa Catarina, mudasse de nome, para Rodovia Presidente Nereu Ramos. Estava uma votação tranquila. Todos votando sim, até que um deputado falou: “Gente, a BR 282 chama-se Rodovia Ulysses Guimarães. Quem é Nereu Ramos perto de Ulysses Guimarães?” Ai, os parlamentares ficaram afoitos e passaram a votar não. Lógico que o PL não passou. Foram 274 votos contra, 141 a favor e 5 abstenções. A BR continua sendo Rodovia Ulysses Guimarães. O Espiridião Amin, autor do projeto, ficou louco com a derrota.

Em defesa do próprio umbigo

Estava refletindo e vi que o objetivo dos grandes partidos, que são a maioria, é acabar com os pequenos e isso, agora, está mais acirrado, porque houve uma grande renovação no Congresso, por causa dos pequenos partidos. Eu brigo pela reforma política imparcial, e não existe. Eles podem ser competentes, mas não imparciais. Brigam apenas pelo próprio umbigo. Fico triste com isso, porque não reflete a opinião do povo.

A questão do tempo de TV numa eleição majoritária, por exemplo. Eu defendo que tem de ser igual para todos os partidos. Isso daria reais possibilidades de um cidadão comum, que tenha legenda num partido pequeno, de chegar a ser prefeito, governador e, por que não, presidente. Quando se pergunta ao povo, ele quer isso. Ai, você vem aqui e ouve ‘Renata, não sonha, isso jamais vai passar aqui’. Isso é triste, porque esses representantes deveriam representar a vontade do povo, mas eles defendem o que é melhor para eles. Isso está errado numa reforma política. Então, o povo deveria se mobilizar, deveria ir para rua brigar por isso, brigar por essas regras democráticas, que garantiriam uma renovação política de verdade. Isso me entristece um pouco aqui.

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