Santinho esconde candidata

Em Piracaia, cidade do Interior de SP, encontro o meu vereador Moufid, de Bragança Paulista, que estava com a revista de prestação de contas de meu mandato. Numa foto do material, sobre minha visita ao hospital da cidade para o qual destinei recurso federal, notei que tinha um santinho colado. Perguntei do que se tratava. “É que nessa foto aparece uma moça que o prefeito lançou como candidata a deputada estadual, eu tinha de cobrir ela nesse seu material, né?” O vereador colou o santinho meu de uma maneira que parece até marcador de página. É cada uma que essa gente inventa, viu! kkkkk

Pra chegar no eleitorado

Vale qualquer meio de transporte. Já conduzi trator, pilotei moto e pedalei numa magrela amarelinha. Claro que foi só pra tirar fotos e relaxar um pouco dessa exaustiva maratona de SSS (sola, saliva e suor). É bom registrar e perpetuar esses momentos descontraídos da campanha.

O vale tudo eleitoral

Cada candidato faz um tipo de corpo a corpo para ganhar voto. O nosso Mario Covas, que concorre ao Senado, ‘apela’ até pra estátua. Eu fui falar com um emu (parente da ema e do avestruz) que, arisco, só permitiu o papo por trás das grades. Ainda bem que a conversa com o dono da ave foi bem mais amigável. Kkkkkk

Devorando tudo

Campanha eleitoral é um difícil teste de resistência. Não é resistência física não, é resistência às tentações do estômago vazio. Como as atividades começam cedinho e não têm hora pra acabar, vamos pulando refeições pra dar tempo de fazer tudo, só que chega uma hora que o fantasma da fome ataca de uma tal maneira que acabamos devorando tudo que aparece pela frente (rs). É caldo de cana, pastel, linguiça, cachorro quente e até marmitinha de baião de dois devorada no carro mesmo. Enquanto a gente batalha por votos, trava uma luta diária com a balança. Difícil, viu!!!!

Vale tudo, até carrapicho

Em busca de voto, você faz reunião em qualquer canto e lugar. Já conversei com eleitores numa noite de luar em praça pública ou no rush, com o trânsito parado e falando pela janela do carro. Hoje, o papo foi debaixo de uma frondosa árvore centenária, em frente à Câmara dos Vereadores de Agudos. Inspirador? É, apesar do apoio dos carrapichos, que ficaram grudados na minha calça (rs). Agora sério, eu amo conversar com as pessoas e, quando o local nos inspira, o difícil é encerrar o papo!

 

 

Eleitora ‘burocrática’!

Ah, não poderia deixar de registrar. Estava eu e o candidato a deputado estadual Dr. Raul na cidade de Ubirajara, interior de SP, quando batemos em uma casa, pra conversar e pedir voto. Saiu uma mulher de meia idade e, no bate-papo, ela revelou que para federal iria votar no Tiririca.  Por que a senhora vai votar no Tiririca?, perguntei. “Porque eu sou burocrática”, disse a eleitora. Oi????? Como????? Diante dessa resposta, melhor nem questionar, entender ou corrigir (hahahaha). E Raul e eu continuamos nossa caminhada. Gargalhando!

Juntos e Misturados (2)

O companheirismo na campanha tem sido tão intenso que até mesmo quem nos acompanha diz que vota em todo mundo. Em Boituva, nossa caminhada contou com o apoio dos vereadores Nelson da Farmácia e Bombeiro Martins e do presidente de honra do Podemos municipal, Fagu. Nem imagino quem eles apoiam de fato, mas se perguntasse ali para um dos três candidatos a deputado estadual, cada qual responderia que era ele. Minha assessora Michele ficou intrigada e foi cutucar o Bombeiro Martins: “Fulano me disse que você vai votar nele, mas Sicrano falou a mesma coisa. Afinal, quem você está apoiando?” Pra não cair em saia justa, Martins saiu-se com essa: “Eu apoio todo mundo. Se você for candidata, eu apoio você também”(rs)

Juntos e misturados (1)

Campanha com companheirismo. Essa é a melhor definição do nosso corpo a corpo com o eleitorado. Candidatos que disputam a mesma vaga lado a lado comigo nas caminhadas, sem estresse, sem animosidade, sem adversidades. Pelo menos com a gente tem sido uma campanha bem fraternal, de muito respeito, um ajudando o outro, um apoiando o outro. Quem nos viu pelo comércio de Boituva pôde constatar isso. Lá estive com o Bruno Ganem (Indaiatuba), Guto (Carapicuíba) e Fausto Peres (Sorocaba), todos candidatos a deputado estadual. O Guto, aliás, trouxe até um mini trio, e o locutor dele anunciava o nome de todos os pleiteantes à Assembleia Legislativa, sem distinção. No começo, eles até se revezavam, entrando apenas um comigo em cada estabelecimento. Mas o clima de união estava tão bom que acabamos fazendo tudo ‘juntos e misturados’. No fim, todo mundo estava pedindo voto para todo mundo. Foi muito legal!

Trocado por outra

Estávamos a caminho de uma agenda eleitoral com o Dermeval, que é presidente nacional do Partido Cidadania e que veio representando a deputada estadual Damaris Moura. Ela não pode vir, teve de viajar, pois soube que a mãe adoeceu. Falávamos, óbvio, sobre as eleições e com Lula liderando as pesquisas. Ai, o Demerval saiu-se com essa: “Como será que os outros candidatos se sentem quando chegam em casa. Devem pensar ‘estou trabalhando tanto, o que será que estou fazendo de errado para que um cara preso esteja na minha frente?’”. A conclusão veio do Lauro, o nosso motorista: “Perder uma eleição para o Lula, que está preso, é o mesmo que perder a esposa para uma mulher”.

 

Com a boca na botija

Campanha eleitoral exige muito do candidato. E também da equipe que o acompanha nas atividades. Ritmo intenso, que tem hora pra começar, mas não tem hora pra terminar. Dias atrás aconteceu um fato hilário. Pra não atrasar os compromissos do dia, engolimos alguma coisa no café da manhã e combinamos de almoçar todos juntos (12 pessoas) às 16h, depois de uma reunião com moradores e lideranças de um bairro. Só não combinamos com o estômago. Imagina a dona Fome, às 15h, quando viu que na agenda constava falar com funcionários e fregueses de 3 restaurantes???? Até que resistimos bravamente nos dois primeiros, mas no terceiro… Era uma churrascaria. Entrei eu e três integrantes da equipe de apoio, e era para não demorar muito lá. Mas, quando o Júnior, da equipe, viu sair da churrasqueira uma travessa de linguiça, cortadinha, aquele cheirinho delicioso (hummm) entorpecendo o ambiente, soltou um elogio em voz alta – “a melhor linguiça da região” -, e ele e eu ganhamos um pedacinho cada um. E não deu mais pra resistir, pegamos um pratinho e fomos os quatro forrar o estômago. Danou-se! Flagrados pelo coordenador geral da equipe, Douglas Figueredo, que entrou no recinto para saber porquê estávamos demorando. Lembra quando a mãe da gente vinha dar um pito por algo que aprontamos? Pois é, assim estava o Douglas.  “Eu não acredito que vocês fizeram isso conosco”, falou bravo, de braços cruzados e cara de poucos amigos. Lógico que caímos na gargalhada com a cena. Por fim, de um jeito ou de outro, todos, varados de fome, deram suas beliscadinhas para tapear o estômago até encerrarmos os compromissos daquele dia até irmos, finalmente, almoçar quase ao anoitecer.

 

 

 

 

 

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