Consegui!!!

Hoje, estou muito, muito feliz. Consegui coletar as 171 assinaturas, e até mais, para cada uma das emendas que quero propor na reforma política. Para apresentar emenda para ser discutida, é preciso coletar essas assinaturas. E como o tema é muito controvertido e eu sou minoria, por estar num partido pequeno, era muito difícil essa coleta. Mas eu consegui, com muita persuasão, convencer um a um e coletar as assinaturas. Devo ter abordado todos os 512 deputados e consegui. Agora vamos ao debate, porque democracia é isso, a gente poder debater. #felizdemais

Conversei com todos os deputados e aqui esta o resultado: issão cumprida

Devo ter abordado todos os deputados e aqui está o resultado: missão cumprida

Bateria arriada

Acompanhada de meu pai, José de Abreu, fui à Vice-Presidência da República, falar com o Michel Temer sobre reforma política. Na saída, um imprevisto: arriou a bateria do carro do meu chefe de gabinete, Bruno. Eu estava atrasada para a sessão. Ia ter votação nominal. Eu tinha de chegar logo. Não tive dúvida, parei o primeiro carro que passou pela rua e pedi carona. E lá fomos nós de carona para o Congresso. Ainda bem que ainda encontramos pessoas solidárias em nosso caminho.

O dia que Ulysses venceu Nereu

Foi para votação um projeto de lei para que a BR 282, em Santa Catarina, mudasse de nome, para Rodovia Presidente Nereu Ramos. Estava uma votação tranquila. Todos votando sim, até que um deputado falou: “Gente, a BR 282 chama-se Rodovia Ulysses Guimarães. Quem é Nereu Ramos perto de Ulysses Guimarães?” Ai, os parlamentares ficaram afoitos e passaram a votar não. Lógico que o PL não passou. Foram 274 votos contra, 141 a favor e 5 abstenções. A BR continua sendo Rodovia Ulysses Guimarães. O Espiridião Amin, autor do projeto, ficou louco com a derrota.

Em defesa do próprio umbigo

Estava refletindo e vi que o objetivo dos grandes partidos, que são a maioria, é acabar com os pequenos e isso, agora, está mais acirrado, porque houve uma grande renovação no Congresso, por causa dos pequenos partidos. Eu brigo pela reforma política imparcial, e não existe. Eles podem ser competentes, mas não imparciais. Brigam apenas pelo próprio umbigo. Fico triste com isso, porque não reflete a opinião do povo.

A questão do tempo de TV numa eleição majoritária, por exemplo. Eu defendo que tem de ser igual para todos os partidos. Isso daria reais possibilidades de um cidadão comum, que tenha legenda num partido pequeno, de chegar a ser prefeito, governador e, por que não, presidente. Quando se pergunta ao povo, ele quer isso. Ai, você vem aqui e ouve ‘Renata, não sonha, isso jamais vai passar aqui’. Isso é triste, porque esses representantes deveriam representar a vontade do povo, mas eles defendem o que é melhor para eles. Isso está errado numa reforma política. Então, o povo deveria se mobilizar, deveria ir para rua brigar por isso, brigar por essas regras democráticas, que garantiriam uma renovação política de verdade. Isso me entristece um pouco aqui.

Almoço maravilhoso

 Almoço na casa da deputada Tia Eron

Foi muito legal o almoço da bancada feminina da Câmara dos Deputados. Somos 51 mulheres deputadas federais na atual legislatura e vamos lutar para que esse número cresça cada vez mais no cenário político do Brasil. Eu reforço que é muito importante a gente defender a cota para mulheres, não por questão de feminismo ou puramente de cotas, mas porque melhoraria muito a qualidade da nossa política se a gente tivesse mais mulheres no Congresso. A mulher é mais idealista. Não importa se o partido é da base ou da oposição, ela vota no que acredita. Ah, o almoço foi na casa da Tia Eron, deputada da Bahia, que nos serviu um peixinho com camarão. Deliciosíssimo!

Agenda superlotada

O povo não tem ideia o que é ser deputada. Não dá para ficar no gabinete porque não para de chegar gente. Você não consegue fazer nada. Se quiser ler um projeto de lei que vai ser votado, você não consegue, porque não param de chegar pessoas, com projetos dos mais variáveis possíveis. Gente cobrando agenda. Estou com mais de 100 pedidos de agenda e o povo brigando porque não consigo atender. E eu não paro. Tenho terminado algumas agendas às 3h da madrugada. Quem não consegue acha que ‘agora que ela é deputada, não atende’. É humanamente impossível falar com todo mundo que quer falar comigo. Olha, vou te falar, é difícil, viu!

Kit obstrução

É engraçado como as pessoas que são contra a aprovação de um projeto de lei recorrem ao ‘kit obstrução’, que consiste em propor emendas sem propósito algum, a não ser atrasar, atrasar e atrasar a pauta.  Ontem, por exemplo, no projeto ‘Quarentena’ (leia abaixo), quando entrou o item estabelecendo período mínimo de 5 anos de existência para um partido novo se fundir a outro existente, começaram a entrar emendas propondo o prazo de 3 meses, 4 meses, 6 meses, só para dificultar a votação. É assim que as coisas funcionam no Congresso. O que vai ser votado e não tem acordo, quem é da oposição fica travando porque não quer perder. Ai eu me pergunto: em algum momento ele vai perder, não tem jeito, então, por que atrasar? A democracia é justamente isso, saber ganhar, saber perder. Só que aqui quem perde quer atrasar a votação, não quer que vote e fica causando o tempo todo.

 

‘Quarentena’ aos recém-nascidos

A quarta-feira foi muito intensa, muito corrida. Teve atendimento no gabinete, almoço com a bancada feminina, reunião com o bloco junto com o PRB para tratar de temas que iriam ser votados… E teve a votação de projeto muito importante para o País. Agora, com a aprovação em plenário, para se criar um partido político os apoiadores não podem estar filiados a outros partidos. Também fica proibida a fusão e incorporação sem que a nova sigla tenha pelo menos cinco anos de existência. Estou muito feliz com a aprovação deste projeto, que tem sido chamado de ‘quarentena’, porque deixa de molho por cinco anos qualquer partido que venha a surgir de olho em se fundir ou incorporar a outro. Não haverá mais o nascimento de partidos que se fundem já no dia seguinte só para fazer a arregimentação da bancada. Partidos sem ideologia, sem propósito, só para dar força a um já existente para fazer barganha com o governo. Foi um grande passo, uma grande vitória desta Casa.

Permaneça como está

As pessoas acham que às vezes um projeto de lei vai pra ser votado e que os deputados, um a um, votam no painel eletrônico, com urna e tal. Mentira! No Congresso, a votação é simbólica, ou seja, quando um projeto de lei chega para ser pautado na Câmara, ele já está mais ou menos acordado para ser aprovado. O que é errado. Na eleição, o presidente fala o seguinte: “Quem está de acordo com o projeto permaneça do jeito que está”. É assim, não tem votação nominal, salvo quando você pede verificação de quórum (que é uma outra coisa que eu vou explicar depois). O engraçado é que têm vezes em que o presidente da Câmara ­­­­­­fala o costumeiro “quem está de acordo permaneça como está” e todo mundo se levanta. Mesmo assim, ele anuncia “aprovado”. Chega a ser ridículo que as coisas sejam aprovadas sem ter votação nominal.

De molho no PS

Machuquei o braço ao salvar meu filho da porta automática

Machuquei o braço ao salvar meu filho da porta automática

Hoje cheguei empolgadíssima para trabalhar na comissão especial da Reforma Política, mas fiquei com febre, passando mal. Estou com dor no corpo, enjoo, frio, batendo os dentes. Tudo por causa de uma ferida no braço ao salvar meu filho da porta automática no Carnaval. Esses filhos dão um trabalho pra gente (rs). Ah, tive de tomar também vacinas antitétano e antirrábica, porque fui mordida por um cachorro. Medicada e de repouso (nada grave, viu), estou vendo a comissão pela TV direto do PS da Câmara. Enfim, conheci o PS que meu pai tanto frequentou. Poderia ter conhecido o pronto-socorro da Casa de uma maneira menos dolorida, né? kkkkkk.

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