Ruim de baliza? Eu?

O Lauro, meu motorista amado, fica cuidando do meu filho Rafinha, 5 anos, enquanto eu toco minhas reuniões pelo Interior de São Paulo. Resolvi, então, dar uma folga de volante pra ele e eu peguei na direção. Só porque estacionei o carro tortinho, com um pneu em cima da calçada, minha equipe passou o dia me zoando. Pô, gente, fazia tempo que eu não dirigia (snif, snif).

Mais um flagrante

Peguei o Lauro, meu motorista, jogando sinuca!!! Tudo bem, é preciso mesmo relaxar um pouco, não é fácil esse nosso ritmo. Mas bem que ele poderia ser menos ruim, não acertou uma bola na caçapa!!! Ainda bem que ao volante ele é um baita piloto.

Empenhadíssimo

Esse é meu filho!!! Acho que foi picado pelo mosquitinho da política. Está empenhadíssimo! Ele mesmo pega meus encartes de prestação de contas, aborda as pessoas, entrega o material e diz “vota na mamãe, hein?”. Lindinho esse meu Rafinha!

Nude atrás do carro

E o meu querido Fadel até que tentou se esconder, mas eu flagrei. Como a correria é grande, mal dá tempo de a gente se ajeitar um pouco do amassado de horas na estrada. Numa das paradas, ele foi atrás do carro e trocou de camisa. Mas eu vi, fotografei e registro aqui. Hahahaha

Casaco de pelos

Como todos já sabem, estou percorrendo o Interior de São Paulo, cumprindo intensa agenda de reuniões políticas. E também sabem que trouxe meu filhinho, Rafinha, comigo. Fadel, o nosso pré-candidato a deputado estadual que nos acompanha nessa maratona pela região onde mora, comentou que tem um gatinho. Foi a deixa pro Rafinha arregalar os olhos de felicidade. Ele adora gato e faz tempo que me pede um (já tenho dois cachorros). O Fadel, então, levou meu menino à sua casa. Os dois demoraram uma eternidade pra voltar. Quando regressaram, o Rafinha estava com um sorriso de orelha a orelha e o Fadel cheio de pelos no casaco e com uma escova pra tentar dar um jeito na roupa (kkkk).

Fair play!

Sabem qual é a minha maior preocupação nestas eleições? É o nível dos debates, das discussões, dos bate-bocas. Não me preocupo apenas em relação aos candidatos, mas entre os eleitores, entre os cidadãos. Se olhar atentamente os comentários em sites de notícias ou nas redes sociais, qualquer reportagem sobre Fulano ou Sicrano ou sobre partido X, Y ou Z vem acompanhada de uma enxurrada de impropérios, desaforos, ataques pesados, carregados de ódio e até de ameaças. Amigos se ofendem mutuamente em defesa deste ou daquele candidato, subindo a temperatura a níveis tão intoleráveis que, não raramente, rompem a amizade (talvez nem sejam tão amigos assim) e partem para a inimizade. Um explosivo barril de baixaria. Cada um tem a sua opinião, tem a sua preferência eleitoral, e democracia é a arte de dialogar respeitosamente com quem pensa ao contrário. O mesmo se aplica aos candidatos, que eles mantenham a disputa no campo das propostas e dos projetos. Já vivemos num mundo tão intolerante e raivoso, façamos, então, destas eleições uma disputa fair play.

Analisem os candidatos

Oi, amigos, as eleições estão aí. Podemos dizer que o assunto está na boca de todo mundo. Amanhã já teremos o primeiro debate na TV (22h, na Band), uma ótima oportunidade para saber o que cada presidenciável defende. É importante a partir de agora prestar muito atenção na movimentação dos candidatos, o que dizem, o que propõem, seu passado, seu presente. É o futuro do Brasil em jogo, e todos nós sabemos que o país precisa se reerguer, sair do fundo do poço e recuperar sua pujança, devolvendo ao povo a alegria, a segurança e a confiança que algo será feito para a retomada do crescimento socioeconômico, com a recuperação do emprego e da renda dos brasileiros. É neste período que o eleitor precisa mostrar sua maturidade e escolher o melhor projeto de governança e de governabilidade. E o melhor projeto é, e sempre será, aquele que inclui o povo no palco das discussões. Se não for assim, continuaremos a retroceder como Nação. Não queremos isso, né?

Meu cabo eleitoral preferido!

Ah, meus amigos, quem mais sofre em ano eleitoral é meu filho caçula, o Rafinha, 5 anos. Morre de saudade e do colinho desta mãe. Com agendas lotadas, viagens para Brasília, Minas, Curitiba e interior de São Paulo, muitos dias longe de casa, acabei fazendo uma loucura antes de seguir em mais uma viagem rodoviária pelo Estado. Hoje, na porta da escola, derreti ao vê-lo chorando. Não pensei duas vezes, coloquei ele de volta no carro, de uniforme escolar mesmo, e o levei comigo. Serão dois dias de estrada, mas eu ganhei um maravilhoso mini cabo eleitoral. Ele aprendeu a pedir voto direitinho (rsrs). Antes que alguém fale em exploração de trabalho infantil, Rafinha foi muito bem remunerado: ganhou milhões de beijinhos, apertos gostosos e chamegos!!! 😍

Aborto: assunto para o povo decidir

Eu tenho uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), já aprovada pelo relator Fábio Sousa e pronta para entrar na pauta de votação da CCJC (Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania), para que plebiscito e referendo sejam realizados junto com as eleições. Entendo que o povo é quem deve decidir sobre temas de suma importância, como é o caso da descriminalização do aborto. Esse assunto, aliás, volta à discussão no STF (Supremo Tribunal Federal), que inicia nesta sexta-feira (dia 3) audiências públicas para reunir informações técnicas e argumentos antes de a questão ser levada a julgamento. Tramita no STF processo do Psol para que seja permitido em todo o país a realização do aborto até 12ª semana de gravidez, por decisão da gestante e sem a necessidade de nenhum tipo de autorização legal.

Como todos sabem, no Brasil, a lei só permite o aborto quando a gravidez é resultado de um estupro ou quando representa risco de vida para a mãe. Em 2012, o STF passou a autorizar também o aborto de fetos anencéfalos, tipo de má formação no sistema nervoso que impede a vida após o nascimento, com a morte da criança horas após o parto na maioria dos casos. Qualquer outra situação, o aborto é crime e dá cadeia.

Eu, Renata Abreu, mulher, mãe e crente em Deus, sou a favor do aborto apenas nos casos previstos por lei, mas entendo, e defendo, que é a população brasileira quem deve bater o martelo, e isso através de um referendo, que é uma consulta popular sobre uma lei já aprovada. Há muitas opiniões divergentes sobre esse assunto, como também há sobre desarmamento, liberação da maconha e assim por diante. Por isso, é o povo quem deve decidir!

E como muitos alegam que convocar e realizar referendos e plebiscitos acarretam alto investimento à Nação, a minha PEC ( https://goo.gl/MsBF42 )se encaixa direitinho, porque não haveria custo a mais, já que proponho a realização juntamente com as eleições, como ocorrem em vários países, que, além do voto eleitoral, também colocam em votação assuntos que dizem respeito ao dia a dia da sociedade e, portanto, consultam a população.

Injusto desequilíbrio na TV

Oi, amigos, vocês prestaram atenção na imagem ao lado? Ela mostra uma estimativa do tempo de televisão de cada candidato na propaganda eleitoral para presidente da República. Isso sem contar o tempo acrescido pelas coligações. Vocês acham isso justo? É o mesmo que uma corrida de 100 metros rasos e um dos participantes largar 41 metros à frente dos demais competidores. É o maior abuso de poder econômico institucionalizado. Fez-se muito trabalho, muitas reuniões e muitas discussões no Congresso para penalizar o abuso do poder econômico nas eleições, proibindo que se pague propaganda eleitoral, e aí se permite a um partido essa enorme vantagem na TV em prejuízo dos demais. O justo seria zerar o jogo e todo mundo ir para a corrida em condições iguais, mas como isso jamais ocorreria, resolvemos entrar com ação no STF e TSE para mudar essas regras diferenciais que geram o desequilíbrio eleitoral.

O nosso Podemos ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) e uma consulta formal ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a distribuição do tempo de TV no horário eleitoral gratuito não tenha como critério o tamanho das bancadas eleitas em 2014,  e sim o tamanho das bancadas em 28 de agosto de 2017, quando aconteceu a janela partidária (amparada constitucionalmente), com transferência de parlamentares sem risco de perda de mandato para as eleições deste ano. Pedimos, portanto, que haja coerência, que se use o mesmo critério aplicado na divisão do Fundo Eleitoral, que tomou por base a configuração dos partidos no Congresso em agosto do ano passado.

Os dois órgãos ainda não se manifestaram, mas continuamos esperançosos. A regra precisa ser modificada para haver equilíbrio no horário eleitoral gratuito, e a corrida ser exibida na TV sem beneficiar A ou B ou C.

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