maio 27, 2015 - câmara dos deputados    10 Comments

Excesso de iguais

Fui apresentar um projeto de lei e já tinha um outro igual. Simplesmente, tirei o pé do freio e pensei em ajudar esse outro, já protocolado, a ser aprovado. Ai, alguns colegas disseram que não é assim que funcionam as coisas, que eu deveria protocolar o meu, mesmo tendo outro idêntico, para também ficar com os créditos. Nossa, não faz sentido isso, só entope a Casa de projetos de lei iguais. Eu peguei a relatoria de um projeto de lei e, juro pra vocês, devem ter de oito a dez projetos de lei apensados (anexados) a este. São todos idênticos, sem tirar nem pôr. A pessoa quando vai apresentar um projeto vê que já tem um igual, então, por que apresenta? O certo seria todo mundo se unir para aprovar os que já estão lá. Aliás, deveria ser permitida a coautoria. Se eu quero ser coautora daquele projeto, bastaria me inscrever para isso. Pelo menos evitaríamos o excesso de projetos iguais que só servem para amanhã ficar levantando bandeiras do tipo ‘fui eu que fiz’.  Com a coautoria, desafogaria a Casa para que os (projetos) que já estão lá caminhem. Concordam?

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10 Comentário

  • Concordo. Funciona assim com projetos de engenharia e arquitetura. Muito simples. Parabéns pela sua integridade em não protocolar e apoiar o outro. A maioria das pessoas está preocupada em ganhar o mérito mas esquece do melhor para o país.

  • Com tanta tecnologia, ao receber um projeto deveriam registrá-lo e se outro projeto igual fosse apresentado automaticamente não seria aceito, não considerando como novo projeto. Mas, existe um recurso de apresentação utilizado por outros , também chamado de projetos similares como se fizesse uma emenda. Já tive oportunidade de acompanhar vários projetos repetitivos até mesmo com virgulas e pontos idênticos.

  • Concordo Plenamente Deputada Renata faço de minha palavras as sua, concordo em Numero Gênero e Grau.

  • Sra. Deputada. A ideia de os colegas ao invés de apresentarem projetos iguais se apresentassem como coautores não iria ensejar que os oportunistas de plantão se apresentassem como coautores numa infinidade de projetos, sugando o sangue dos legítimos autores ??

    • Prezado

      seria mais gente trabalhando para evoluir, aprimorar e aprovar os projetos

      ao invés de brigar pela autoria de um “filho” que não produziu nada ainda

  • Concordo Deputada!
    O que se observa é que o acúmulo de proposições a serem apreciadas pela Casa acarreta morosidade no andamento dos processos em geral, coisa que não deveria acontecer, devido a urgência de muitas matérias.
    Onde está a economia processual quando não se aprecia matérias que poderiam ser analisadas em conjunto?
    Realmente a política do “fui eu que fiz” continua imperando e pelo visto “cada um cuidando do seu”.
    Abraço!!

  • Renata Abreu,
    Gostaria de auxilia-la na elaboração de um projeto de lei que obrigasse que todo e qualquer projeto de lei apresentado na câmara fosse elaborado com um idealizador e ao menos mais um colaborador (coautor)

    Tenho muitas idéias que poderia tomar para você…

    Alguns muito mais complicados que este.

    Já sou seu admirador…

    As suas ordens…

  • Deputada Renata Abreu 1919,você esta super certa é melhor ajudar outro amigo com o projeto já encaminhado .

  • Se tratando do funcionamento que se deve levar em consideração para dar prosseguimento ao projeto, essa coautoria seria a solução para o desafogar destes projetos.

    Se todos se unissem e a comunicação fosse baseada não em interesses pessoais (autoria de), muitos projetos saíram da burocrático processo, aliás, agora é conhecido por que tanta coisa em nosso país é burocrático, é reflexo do sistema da Câmara dos Deputados, comissões, plenário, relatoria, 513 deputados e Senado.

    Agora uma pergunta: Qual destes é o mais crítico, ou seja, é o que mais demora/protela?
    Que comecem as apostas….

  • plenamente

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