maio 7, 2015 - câmara dos deputados    5 Comments

Cara de interrogação

Depois de toda uma terça-feira bem cansativa, de reuniões e agendas, de comissões simultâneas e de reuniões de líderes, a gente chega para a votação em plenário e é surpreendido com um fato. Antes, deixo eu contar um detalhe da reunião de líderes. Estava a maior discussão sobre a MP do seguro desemprego, que é uma das medidas do pacote de ajuste fiscal do governo. Dentro dos partidos não havia consenso. Na reunião, os líderes diziam que iriam reunir suas bancadas para entender a proposta, aí o presidente Eduardo Cunha falou: “Já que as bancadas estão se digladiando, divirtam-se agora, porque a gente vai pautar (colocar em votação no plenário) o seguro desemprego, sim”. Kkkkkkkkk. Bom, enfim, no plenário, o tema entrou em votação. Foram horas de discussão, situação, oposição, todo mundo discutindo e tal. Do nada, os líderes foram à mesa, reuniram-se com o Eduardo Cunha e ele, simplesmente, encerrou a sessão e deu início a uma outra, para votar a PEC da Bengala, que aumenta a idade da aposentadoria dos ministros do Supremo. Fechou uma sessão e abriu outra, assim, num estalar de dedos. Do nada! O plenário ficou sem entender. Teve até um deputado que questionou: “E aí, está votando A, encerra a sessão e começa a votar B? ”. Os líderes devem ter feito um acordo, mas não comunicaram ninguém. Ficou tudo muito confuso, todo mundo com cara de interrogação. Entrou a votação da PEC da Bengala, que terminou com a aprovação da aposentadoria compulsória aos 75 anos para ministros do STF.  A proposta foi aprovada com 333 votos favoráveis, 144 contrários e 10 abstenções.

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5 Comentário

  • Concordo com o voto da Deputada!
    O Brasil, os empresários, tem que acabar de excluir pessoas maduras, com idade “fora dos padrões” profissionais, que tem experiencia de vida, profissional, necessidade de trabalhar, taxando-os de velhos!
    Ver um ministro como Ayres Brito ter que OBRIGATORIAMENTE deixar a bancada do STF por idade é jogar no lixo, um cabedal de conhecimento e experiencia, por demais valiosos.

  • Concordo com o seu voto,, mas é mais imoral as aposentadorias de ex parlamentares , ex governadores , pensões para esposas , filhas solteiras de políticos e etc. Além dos 101 mil “cargos de confiança” e os 39 ministérios. Isso precisa acabar! Infelizmente o poder legislativo trabalha em causa própria! Só nos resta esperar! Que algun milagre aconteça!

  • Deputada!

    Claro! Se tivermos que cortar gastos que seja dos trabalhadores!!!! Nos pagamos pra ter seguro desemprego! Nos quem mantemos o país com todos os impostos! Tanta coisa para cortar, tanta licitação pra investigar, tanta lei que poderia criar para nos beneficiar mas o governo só cria lei , e de forma rápida, pra arrecadar! !!!!!! Não estou dizendo que é certo trabalhar seis meses e ganhar 4 de seguro, mas vá cortar gastos em outros setores e não do trabalhador, como por.por.exemplo, os 39 ministérios, já que a senhora gosta de citar os estados unidos, lá são 56 estados ( mais que o dobro do brasil) e apenas 14 ministérios. Outro exemplo absurdo eh os deputados do RJ ganharem Bônus por serem líderes do partido deles, e sendo que eles são líderes deles mesmos já que cada partido elegeu só um candidato! Piada!!!!

  • Como você votou Renata? acho (preciso q confirme evidentemente) que era a favor desta PEC.

    Alias, na minha opinião, não deveria haver “aposentadoria compulsória” por idade e sim por tempo de exercício funcional, como existe na Suprema Corte americana.

    Ajudaria bastante inclusive com relação a previdencia (essa sim a “mãe” mais perdulária do Estado Brasileiro)

    Um abraço

    Marcelo

    • Prezado, Marcelo, a deputada votou, sim, a favor da PEC da Bengala

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