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Senador vitalício

Nesta semana, a gente está votando a última etapa da Reforma Política. Essa eu preciso compartilhar com vocês: votamos uma emenda, ontem (terça-feira), que era criar o senador vitalício. Vê se pode isso? Foi a primeira vez que vi um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) não receber nenhum voto a favor, todo mundo votou contra. Também, era um absurdo mesmo aprovar um negócio desse!

Maioridade penal: favor ou contra?

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Dentro em breve estaremos votando na Câmara a redução da maioridade penal, dos atuais 18 anos para 16 anos. Gostaria de ouvir vocês. O que pensam sobre isso? Há três propostas em análise no Congresso (Câmara e Senado) para alterar a lei: na CCJ (Comissão de Justiça e Cidadania) da Câmara, a proposta a ser votada é de, independentemente do crime, todos os maiores de 16 anos que cometerem crimes sejam julgados como adultos; a proposta do governador Geraldo Alckmin é que os menores que cometerem crimes hediondos tenham pena máxima elevada dos atuais 3 anos para 8 anos; e a proposta do PSDB, na qual maiores de 16 anos que cometerem crimes hediondos, tráfico de drogas e outros crimes graves sejam julgados como adultos. Estou analisando os pontos favoráveis e os desfavoráveis e depois vou colocar o meu voto aqui, mas gostaria muito de saber a opinião de vocês. A favor ou contra a redução da maioridade penal?

 

Fez, falou… saiu no blog

Preciso contar três coisas engraçadas e que merecem registro neste blog. Tem um deputado que publicou um post em rede social, com foto dele no plenário, e escreveu “o único que veio trabalhar na sexta-feira”. (rs) Sexta-feira não tem votação na Casa, ninguém fica no plenário, no máximo fica no gabinete. Um outro deputado  perguntou quanto custava um post no meu blog para falar bem dele. O blog tá fazendo sucesso, gente! Daqui a pouco os marqueteiros vão querer me matar!!! Conversando com um outro parlamentar, ele falou que tem vontade de fazer tanta coisa na Câmara. “Esses dias tive vontade de ir lá na mesa, dar a mão para o Eduardo Cunha e falar pô, presidente, essas votações nominais que o senhor faz são tão rápidas que eu vou no banheiro e não dá tempo nem de lavar a mão.” Vixe, será? kkkkkkk

Engraçadinho ele, né?

Ontem deveria ter sido votada a questão das cotas femininas no Legislativo (acabou ficando para a próxima semana), e aí um deputado chegou pra mim e, brincando, falou: “Renatinha, vai ser difícil aprovar a cota das mulheres, mas eu tenho a solução”. Lógico que quis saber qual era. “Põe uma aglutinativa (espécie de emenda) acrescentando que sejam mulheres com menos de 30 anos, solteira e bonita. Vai aprovar rapidinho. Você ainda pode aumentar a cota para 50%, que passa fácil”. Engraçadinho ele, né? Hahahaha!

Alegria e angústia

Conheci em Santos uma pré-adolescente, de uns 12 anos, e o sonho dela é ser política. Esse desejo me fez refletir muito, sabe. Eu acho que a nossa sociedade vai começar a mudar a partir dessa geração, que não quer só xingar políticos, mas quer ser político. Meu deu muita esperança isso, me fez enxergar uma luz no fim do túnel. No feriado da semana passada, aproveitei meu primeiro descanso desde que assumi o mandato para refletir muito sobre política. Ninguém tira de mim que precisamos, urgentemente, fazer uma reforma educacional neste País, precisamos formar cidadãos de verdade e a imprensa tem de ter um papel fundamental nisso. Hoje, a mídia quer sempre denegrir a imagem da política, dos políticos, e isso acaba, talvez sem querer, fazendo com que a população, os jovens, enfim, ninguém do bem queira vir para a política. Um círculo vicioso ruim. Se amanhã eu ver que fiz minha parte, aprovei meus projetos, consegui fazer a transformação que achava que poderia contribuir e quiser dar um salto maior –  ir, por exemplo, para o Executivo e fazer um pouco mais -, confesso que tenho muito medo. Num primeiro momento, não iria. Quando você vai, certamente vai ser odiado por parte da população, por mais que faça tudo direitinho. Imagine o psicológico disso. Pensa num político adorado, num prefeito que todo mundo ama, num presidente da República amado? É difícil. Você pode dar o melhor de si, mas o reconhecimento vai ser sempre muito inferior à quantidade de inimigos. Precisa ter muita coragem para enfrentar tudo isso. Mas, sabe, quando as pessoas começarem a falar coisas boas da política e mais pessoas do bem queiram entrar, talvez a gente consiga mudar tudo isso. Essa menina que quer ser política me deixou muito feliz e esperançosa do amanhã. Enfim, quis compartilhar com vocês essa alegria e essa angústia.

 

Missão: Brasil do amanhã

Eu sinto que a minha missão aqui é muito mais do que resolver os problemas do Brasil hoje. É trabalhar o Brasil do amanhã. Eu me preocupo muito com isso. A gente tem uma cultura que precisa mudar. Não são só alguns políticos que são corruptos. A corrupção está presente em todas as classes, categorias, segmentos, profissões. Infelizmente! É um problema cultural do Brasil. E só mudaremos essa cultura se resgatarmos essa juventude que está vindo e pensarmos, realmente, no futuro. Eu vejo meus filhos e quero que eles tenham orgulho deste País. Eu luto por esse País como lutaram meu tio Dorival e meu pai, Zé de Abreu. Quero que os jovens vão às urnas não porque o voto é obrigatório, mas porque são cidadãos. Lutamos tantos anos contra a ditadura militar, pelo direito de votar, de escolher nossos governantes, e agora tem gente que não dá a mínima por esse direito que antigas gerações lutaram tanto (e muitos até morreram) para conquistar. Hoje, vejo algumas pessoas sem terem consciência do que representam os seus votos. Acho que a gente tem uma grande missão pela frente, que começa com Educação, com resgate das nossas crianças e dos nossos jovens. A gente nunca tem de perder esse foco, que é construir o prédio da democracia começando por sua base, na sua raiz. O Brasil de amanhã depende das nossas atitudes hoje! (Meu momento de reflexão nos dias de descanso).

 

Votos com pesos iguais

Participei terça-feira à noite de um debate ao vivo na TV Câmara, foi muito interessante. Um dos temas abordados foi voto obrigatório ou facultativo, que ainda será votado na Reforma Política. Gostei muito do comentário feito pelo cientista político Leonardo Barreto, também presente ao debate. “O cara (eleitor) consciente estuda o candidato, passa um mês analisando suas propostas e bandeiras e decide votar nele. Ai, na hora de votar, vê um outro eleitor pegando um santinho na rua e, fala para si mesmo, pô o meu voto, que eu demorei vários dias para definir, vale o mesmo que esse.” Tem razão o Leonardo, mesmo peso para dois comportamentos completamente diferentes. Isso exige reflexão!

Gostei miotp de particicpar do programa Expressão Nacional, na TV Câmara

Gostei muito de participar do programa Expressão Nacional, na TV Câmara

Eu estava lá, sim

Esta Casa deixa a gente tão maluca que eu entrei terça-feira no plenário e comecei a discutir alguns assuntos com outros parlamentares. Como não teve votação nominal, esqueci de registrar minha presença. Poxa, então, se vocês verem minha falta lá na lista de presença, garanto que eu estava lá sim. Eu vivo fazendo isso. Sou muito esquecida de marcar presença. Preciso urgentemente corrigir isso (rs)

Telecentros nas comunidades

Estive no Ministério de Ciência e Tecnologia para conversar sobre alguns projetos com o secretário de Inclusão Social, Eron Braga Bezerra. Lá, eles têm projetos muito legais e eu quero levar um deles para as comunidades: é o Telecentro. Eu ando muito pelos núcleos habitacionais de São Paulo e, como não há lazer neles, as crianças ficam nas ruas. O Telecentro, nessa nova geração tecnológica, tiraria essa turminha das ruas. Eu achei esse projeto o máximo e vou destinar algumas emendas para sua instalação nas comunidades.

Ah, esqueci de falar uma coisa importante. Participem do meu mandato, mandem ideias de projeto de lei, exponham as dificuldades que enfrentam, que, de repente, a gente pode trabalhá-los aqui. É importante essa participação popular. Eu vou adorar propor projetos de iniciativa de vocês, viu!

Higlander de Brasília

Conversando com o secretário Eron Braga Bezerra, da Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia, ele me disse que não tem medo de nada. Contou que já caiu três vezes de avião, envolveu-se em 13 acidentes de carro, teve cinco malárias e… está vivo. Diante disso, eu não aguentei e, na linha do perco o amigo mas não a piada, falei que vaso ruim não quebra (rs). Fiquei impressionada com a história dele. Um autêntico Higlander.  Ele, que já foi deputado estadual no Amazonas, é uma pessoa maravilhosa, supersimples e com muitas ideias geniais. Foi muito prazerosa a minha visita ao ministério.

O secretário Eron Arruda me mostrou vários projetos interessantes do ministério

O secretário Eron Arruda, que não fuma, nem eu, me presenteou com um charuto cubano e um livro sobre a Amazônia, de sua autoria

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