mar 2, 2016 - câmara dos deputados    4 Comments

Votei contra mais armas

armasTodos vocês sabem que eu sou contra armas, contra armar quem não é policial. Já expus anteriormente aqui esse meu ponto de vista. Sei que várias pessoas pensam diferente, respeito as opiniões de todos, mas gosto de divulgar para vocês meu posicionamento, minhas considerações, o meu voto. Sendo assim, ontem, na sessão em plenário que se estendeu até as 23h30, votei contra a proposta do governo que permitia porte de armas de propriedade particular para servidores da carreira de auditoria da Receita Federal, oficiais de Justiça, peritos criminais, auditores fiscais do Trabalho e fiscais federais agropecuários. Segundo o texto, as mudanças, se aprovadas, seriam feitas no Estatuto do Desarmamento, que já concede porte de armas, inclusive fora do serviço, para algumas categorias do funcionalismo público, como guardas municipais e agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A justificativa era que esses servidores, quando em serviço, frequentemente se deparam com atividades criminosas. Até acho que isso ocorre mesmo, mas entendo que em situações desse tipo o servidor tem de pedir escolta policial ou acionar a Polícia, que é a corporação preparada para isso. Além de mim, mais 244 colegas votaram contra o texto. O dispositivo, aliás, estava inserido na MP (Medida Provisória) 693/15, que propunha também várias desonerações tributárias federais concedidas a equipamentos e materiais destinados às Olimpíadas e às Paraolimpíadas de 2016, às distribuidoras de energia elétrica responsáveis pelo suprimento temporário de energia nas áreas dos jogos. Todos esses outros itens foram aprovados e agora a matéria será votada pelo Senado.

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4 Comentário

  • Parabéns.

  • Parabéns, deputada. Também sou contra a liberação de uso de armas para quem quer que seja, exceto para policial. Se for armar qualquer profissional que se sente ameaçado, vai ter de armar todo mundo no Brasil, porque estamos todos vulneráveis. Se esses servidores temem por suas vidas por causa da profissão que exercem, então que troquem de trabalho ou que haja maior interação com a Segurança Pública, para que uma guarnição da PM o proteja durante o trabalho. Fora dele, ele é um cidadão como todos nós, que temos de ter cuidados redobrados tanto em casa quanto nas ruas. Que bom seria se fosse proibido também o comércio de armas e o fechamento dessas fábricas, que, ironicamente, já foram invadidas por bandidos e cargas de revólveres e pistolas levadas.

  • Deputada,

    Eu respeito sua opinião, mas discordo completamente. Pelo menos o argumento que usou é completamente fora da realidade. Esses profissionais exercem profissão de risco. Conheço um perito e ele sofre constantes ameaças.

    Então, já que eles não podem portar uma arma, se isso é restrito a força policial, então deveria criar uma lei para ter um policial exclusivo, dia e noite, para cada profissional que exerce uma profissão de risco.

    Me arrisco a dizer que a senhora não teve a oportunidade de conversar de perto com esses profissionais.

    Foi apenas uma crítica construtiva, admiro muito o trabalho que está fazendo na câmara.

    Um abraço

    • Obrigada, Mazola. Gosto muito de receber críticas construtivas e ouvir todas as opiniões, afinal isto é democracia. Jamais pensaremos todos da mesma forma e cada um tem seu ponto de vista e sua verdade. Eu conversei muito com uma oficial de Justiça aqui e, como disse, concordo que estes profissionais enfrentam sim riscos, mas meu sentimento de armar não me traz segurança de que eles estariam mais protegidos, sabe? De qualquer forma, acho muito válido ouvir todos os argumentos de quem é a favor, pois como sempre digo quem pensa sempre pode mudar de opinião, mas até agora continuo com meu sentimento de que armar não é solução. Continue participando, pois adoro ouvir vocês e todos os argumentos a favor e contra ao meu posicionamento. Parabéns, pois se queremos mudar alguma coisa neste país temos de fazer como vcs e participar da política. Um bjaooo

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