jun 10, 2015 - câmara dos deputados    5 Comments

Votos com pesos iguais

Participei terça-feira à noite de um debate ao vivo na TV Câmara, foi muito interessante. Um dos temas abordados foi voto obrigatório ou facultativo, que ainda será votado na Reforma Política. Gostei muito do comentário feito pelo cientista político Leonardo Barreto, também presente ao debate. “O cara (eleitor) consciente estuda o candidato, passa um mês analisando suas propostas e bandeiras e decide votar nele. Ai, na hora de votar, vê um outro eleitor pegando um santinho na rua e, fala para si mesmo, pô o meu voto, que eu demorei vários dias para definir, vale o mesmo que esse.” Tem razão o Leonardo, mesmo peso para dois comportamentos completamente diferentes. Isso exige reflexão!

Gostei miotp de particicpar do programa Expressão Nacional, na TV Câmara

Gostei muito de participar do programa Expressão Nacional, na TV Câmara

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5 Comentário

  • Falando em peso do voto, já parou para pensar que os 20 e tantos milhões de eleitores paulistas elegem os mesmos 3 senadores que os alguns milhares de eleitores roraimenses, por exemplo?

    Esse absurdo ninguém lembra na hora de votar reforma política…

  • Olá. E qual foi seu voto? Explique. Por favor. Obrigado.

    • Oi, Carlos. Votei pela continuidade do voto obrigatório. Acho que o voto facultativo é excelente num País onde a consciência política dos cidadãos são mais efetivas, mas no Brasil precisamos evoluir um pouco mais neste aspecto. Além disso, me preocupo, pois talvez quem mais iria exercer este direito fosse quem mais precisasse dele nos seus interesses individuais e imediatistas, o que geraria, praticamente, um voto de cabresto no nosso País. Até que ponto nossa classe instruída e mais consciente mostraria sua indignação com a política por meio do voto? Muitos sim, mas muitos ou votariam nulo ou simplesmente não participariam do processo. Tudo isto são suposições, mas foram o que me induziram nesta linha. bjaooo

  • Mas este paradoxo é cultural.
    Quem pesquisa, investiga acompanha é por que está interessado pela melhora regional, mas o que escolhe pelo folhetinho na rua na maioria das vezes nem sempre. Tudo está tão banalizado que o mais fácil é escolher qualquer um disponível nas vias e calçadas das zonas eleitorais. “Todo progresso acontece fora da zona de conforto” palavras de Michael John Bobak.
    Brasileiro quer sombra e água fresca (ficar na zona de conforto).

  • Gosto muito do seu blog. Eu votaria em você se fosse no meu estado! Quer dizer, ouço tanto falar que o modelo de voto atual você nunca está escolhendo a pessoa que você está votando mas, enfim. Sinto falta de uma pessoa como você no senado. Continue o ótimo trabalho. Força. Abs

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