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A disputa por espaço

mesa diretoraAté ontem havia apenas Rodrigo Maia e Jovair Arantes oficializados como candidatos à presidência da Câmara dos Deputados. Agora, a disputa conta com Rogério Rosso – que semana passada havia anunciado sua desistência, mas que retorna para tentar forçar o segundo turno -, Júlio Delgado e outros (o registro de candidaturas à presidência pode ser feito até as 23h de amanhã-feira). A votação começa quinta-feira, a partir das 9h. É secreta e só pode ser iniciada se houver quórum de 257 deputados em plenário (metade mais um do total de 513 parlamentares). Cada deputado se dirige à cabine e vota, de uma vez, nos 11 cargos em disputa: presidente, dois vice-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes (clique aqui https://goo.gl/aMORRF para saber a função de cada um). Só para vocês terem uma ideia, o tamanho dos blocos, ou seja, a união dos partidos, é que vai garantir 10 das 11 vagas na mesa diretora. Deixa eu explicar melhor: o presidente da Câmara pode ser de qualquer partido, mas os demais cargos são definidos em reunião de líderes, que acontece amanhã, quando são formados os blocos parlamentares, que, por sua vez, definem os cargos a que têm direito. Assim, o bloco maior pode ficar com a 1ª vice-presidência e a 1ª e 2ª secretaria, por exemplo.

Enfim, uma disputa por espaço, que eu, sinceramente, até hoje não sei pra quê. Eu fujo disso porque suponhamos que pegue a 1ª secretária, as atribuições são praticamente semelhantes às de uma prefeitura. Um trabalho gigantesco. Eu, que ocupo a presidência de um partido, mais o cargo de deputada federal e dou assistência à base eleitoral, não daria conta de desempenhar com esmero o que esse cargo na mesa diretora exige. Quero, isso sim, fazer tramitar minhas coisas, meus projetos, não pegar mais espaço. Muitos brigam por mais espaço, devem ter lá suas razões, mas eu, perfeccionista nata e que me dedico muito para fazer o meu melhor, sou contra ocupar por ocupar.

Nuvens carregadas

nuvensEstamos de volta à Brasília, já agitada por causa da eleição que vai definir a presidência e mais 10 cargos da mesa diretora da Câmara, que acontece na quinta-feira. E como sempre relato neste espaço, o blefe e o diz-que-me-diz dominam o ambiente. Como o voto é secreto, você vê muita gente prometendo votar em A, fechado com B e lado a lado com C. Chega a ser hilário para não dizer deprimente. Você ouve de um concorrente que o partido fechou com ele, mas ao se encontrar com o líder da bancada, tal fato é desmentido. Os candidatos sabem desse jogo de bastidores e também jogam, tanto é que abordam os demais deputados com o seguinte discurso: “Independentemente de seu partido estar fechado com Fulano, vote em mim”. Aqui costuma-se dizer que o mundo político é uma nuvem, a cada vez que você olha o cenário, ele tem uma aparência diferente. E diante disso, fica difícil afirmar se, com esse céu político de nuvens carregadas, teremos sol ou chuva com trovoadas na votação de depois de amanhã.

Divisão proposital? Acho que sim

E o ano legislativo começa em fevereiro já com a eleição do presidente da Câmara. Hoje, basicamente, são três candidatos em disputa pelo cargo: Rodrigo Maia (DEM-RJ), Rogério Rosso (PSD-DF) e Jovair Arantes (PTB-GO). Quem, de fato, está em campanha é o Maia e o Jovair. Eu sou amiga de todos, aliás, me dou bem com todo mundo na Câmara, porque não sou de bate-boca e nem de intriga, mas muito me estranha o comportamento do Rosso, que não tem feito campanha junto aos deputados. Venho avaliando o cenário e não faz sentido a candidatura do deputado do PSD, até porque o Centrão havia decidido ter candidato único para fazer frente ao Maia. E do nada há essa divisão, tornando-se candidatos Jovair e Rosso. Estranho porque num momento em que precisa de união surge essa divisão. Como não tenho visto o Rosso articulando junto aos demais deputados, suspeito que a divisão foi proposital. Acho que a intenção é ter o Jovair como candidato, com o Rosso surgindo para desviar a atenção e atraindo apoiadores que tenham restrição ao Centrão, como PT e PCdoB, entre outros. E, obviamente, com um pacto de união no eventual segundo turno. Enfim, muita gente perguntando quem vamos apoiar, mas, como já disse, gosto muito dos dois, tenho carinho enorme pelo Jovair e pelo Rosso. O caminho a ser adotado nessa votação será definido pela nossa bancada, que se reunirá no final do mês.

rosso e jovair

Rogério Rosso e Jovair Arantes são candidatos à presidência da Câmara

Mais um capítulo de House of Cards

Já falei disso no blog, aquele filme House of Cards tem tudo a ver com a nossa política. Aqui, o pessoal joga o tempo todo, e joga xadrez, você tem de estar alerta o tempo todo, tentando descobrir qual a real jogada dos outros. Isso é horrível! Às vezes, a pessoa fala A, mas faz B. É péssimo! O episódio mais recente do nosso House of Cards ocorreu hoje, com a eleição de uma vaga de conselheiro no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que é responsável por processos administrativos referentes aos juízes e à Justiça. O CNJ, comandado pela ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, elabora metas de julgamento para o Poder Judiciário, realiza convênios e analisa reclamações sobre a conduta de magistrados, além de rever processos disciplinares. A eleição deveria ter ocorrido há seis meses, o nosso candidato era o Alex Machado Campos, nosso chefe de gabinete, rapaz de Pernambuco, simples, muito esforçado, que trabalhou muito para ser conselheiro do CNJ, mas na época, quando viram que ele tinha enormes chances de ser o eleito, cancelaram a votação e foram postergando, postergando, até que hoje fomos pegos de surpresa. A pauta do dia era a votação do Projeto de Lei Complementar da Dívida dos Estados, mas o presidente da Câmara abriu os trabalhos e, imediatamente, convocou a eleição do CNJ. Nem preciso dizer o bafafá que houve em plenário. Pior: com a votação em andamento, dezenas de deputados já haviam votado, Rodrigo Maia leu um ofício anunciando a retirada da candidatura do indicado pelo deputado Heráclito Fortes, Felipe Cascaes Sabino. Disse ter recebido só naquele instante a desistência do candidato. A vencedora foi a procuradora da Justiça aposentada Maria Tereza Uille, que seria indicada pelo ministro Gilmar Mendes, segundo amplamente divulgado pela imprensa. Fim do capítulo! Do jeito que as coisas são por aqui, em breve, com certeza, teremos  mais um episódio do nosso tupiniquim House of Cards.

conselheiro-cnj

Novo líder da bancada

alexandre-baldy1Hora de mudar o líder da nossa bancada, o que ocorre semestralmente, porque a liderança é rotativa. Toda vez que temos alguma disputa na bancada é um estresse, porque é um jogo de articulação de grupo, pra pegar maioria, e aí sempre ocorre divisão da bancada. Fizemos a reunião e o deputado Alexandre Baldy, de Goiás, foi eleito o líder do PTN na Câmara.

Votam sem saber o que votam

Tristeza e frustração! Na terça-feira, quando votamos as emendas da Medida Provisória da Reforma do Ensino Médio, apresentei minha proposta de Educação Cidadã, que é meu principal projeto, mas, infelizmente, como revelei a vocês dias atrás sobre minhas suspeitas, os partidos PP, PTB, PSC, PMDB, PEN, PSDB, PR, PSD, PSB, DEM, PRB, Solidariedade, PPS, PHS, Pros, PV e PRP votaram contra. Já coloquei essa proposta duas vezes em plenário, e o interessante é que na primeira, quando o PT era governo, a bancada petista votou contra, agora que é oposição, foi a favor. Só rindo né? É contra ou é favor? Enfim, fiquei triste, não passou por poucos votos. Agora, o que me dá muita raiva é quando o pessoal te encontra e fala: “Pô, Renatinha, cadê seu projeto?”. Tá aqui, você acabou de votar ‘não’. E aí vem a desculpa: “Ah, é que eu votei seguindo a orientação do partido”. A galera não sabe nem o que está votando. Quando subi à tribuna para fazer a defesa do meu projeto, precisei gritar para que me ouvissem. Vocês acham que prestaram atenção? Então, assistam o vídeo.

Amanhã, votação importante

Os trabalhos de hoje na Câmara dos Deputados, com sessões em plenário e reunião de líderes, foram cancelados em razão do falecimento do deputado João Castelo (PSDB-MA). Ele exercia seu quinto mandato na Casa e tinha vasta trajetória na política, tendo sido também governador do Maranhão (79-82), senador (83-91) e prefeito de São Luís (2009-2012). Amanhã, retomamos a rotina. Aliás, um dia muito importante, quando está prevista a votação dos destaques da Reforma de Ensino Médio. Como já anunciei aqui na semana passada, um dos destaques  será a minha proposta de Educação Cidadã, com Política e Direitos Básicos de Cidadania como disciplina obrigatória, que tem 86% (90% das mulheres e 83% dos homens) de aprovação popular. Nesse site que já falei aqui pra vocês (www.votenaweb.com.br), a Educação Cidadã tem 100% de aprovação popular em vários Estados, como Acre, Amapá, Roraima, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Sergipe.  Isso me motiva muito a batalhar pela aprovação, porque como sempre digo o futuro desta Nação depende muito de uma Educação que forme cidadãos com amplo conhecimento de cidadania e capacitados a lutar por um Brasil cada dia melhor.

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Reforma do Ensino Médio

Ontem tivemos a votação da MP (Medida Provisória) 746, que reformula o ensino médio. O aumento da carga horária e a divisão dos temas a serem estudados, com a possibilidade de os alunos optarem por áreas de afinidade, são os principais pontos da proposta enviada pelo Poder Executivo. Com 263 votos favoráveis, 106 contrários e 3 abstenções, foi aprovado o parecer do relator da Comissão Mista que analisou a MP. Na terça-feira serão analisados os destaques, que propõem mudanças ao texto. Por enquanto, são 11 pedidos de modificação, entre os quais se encontra a minha proposta de Educação Cidadã, que é minha principal luta no Congresso. Sou super a favor de diminuir o número de matérias, mas mantendo as que são importantes para a formação do cidadão. Quem acompanha minha trajetória desde a campanha eleitoral sabe que defendo Política e Direitos como disciplina obrigatória, promovendo o desenvolvimento pleno dos cidadãos. votenawebA proposta tem 86% de aprovação no votenaweb.com.br (site apartidário que apresenta, de forma simples, os projetos de lei em tramitação no Congresso). Entendo que nossas escolas precisam dar esse conhecimento aos nossos jovens, para que saibam o que faz cada governante, cada parlamentar e, formados em cidadania, lutem com propriedade por seus direitos e por causas concretas em nosso País. Somente com o desenvolvimento pleno dos cidadãos chegaremos a uma sociedade avançada. Vou lutar para que meu destaque seja aprovado. Não vai ser fácil, a sensação que os partidos me passam é que eles não querem que os brasileiros tenham conhecimento de seus direitos básicos e de como funciona a engrenagem política, mas estou convencida que o futuro do nosso País depende de uma Educação que forme cidadãos que entendam o que leem e com conhecimento de política e cidadania.

 

 

Madrugada é rotina

Tem uma coisa que eu esqueci de falar. Naquela votação sobre abuso de autoridade, do pacote de medidas contra a corrupção, muito se falou, principalmente na imprensa, que os deputados votaram o projeto na calada da noite. É importante esclarecer aqui que todas as votações em plenário praticamente ocorrem durante a madrugada. Já relatei em posts anteriores quantas e quantas vezes viramos a noite, indo quase até o amanhecer, votando matérias na Casa. Isso porque a sessão começa por volta das 19h, e com os debates, discursos e questões de ordem, os trabalhos se estendem madrugada a dentro. Então, nesse caso específico, não ocorreu uma votação às escondidas, na calada da noite, como andam dizendo. Sessão coruja é prática rotineira na Casa.

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Preocupada com o amanhã

O interessante nessas votações é como elas desvirtuaram com o passar dos dias. A polêmica maior, que pautou todas as conversas antes da terça-feira, era a apresentação de uma suposta emenda de anistia do Caixa 2. A população estava brigando por isso. Essa emenda não apareceu. O que apareceu foi uma emenda que já existia, que era a de abuso de autoridade (que eu votei contra, conforme expliquei em post anterior), com bons argumentos, tais como juiz que vende sentença e é penalizado com aposentadoria compulsória e salário integral. Isso é correto? Estamos aprovando um pacote de combate à corrupção, onde qualquer cidadão corrupto vai preso. Então, por que um juiz nessa situação é aposentado com salário garantido? Precisamos corrigir essas distorções. Agora, o que mais me preocupa neste momento é a falta de respeito entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, é nitidamente clara essa guerra, onde mídia e movimentos de rua vêm formando a opinião pública, que se manifesta a favor de um e, até com certa intolerância e agressividade, contra outro. Não sei onde tudo isso vai dar, mas estou bastante preocupada com o amanhã.

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A relação entre Legislativo, Executivo e Judiciário está em conflito