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Muito fôlego e concentração

Terça-feira, acordei às 5h30 para pegar o voo para Brasília, mas, quando cheguei ao aeroporto, lembrei de uma agenda não marcada, que era um café da manhã com o governador Geraldo Alckmin. Saí correndo para lá. Foi um encontro muito interessante, com a bancada paulista do Congresso, falando dos projetos importantes para o Estado de São Paulo, do impacto de alguns projetos de lei aprovados no Orçamento do Estado. Foi muito positivo.  Saí de lá também correndo para o aeroporto. Cheguei em Brasília no ápice: quatro comissões simultâneas, no mesmo horário, Reforma Política, CCJ, Ciência e Tecnologia e audiência pública de Ciência e Tecnologia com Seguridade Social. E mais: reunião do colégio de líderes. Para entender: reunião de líderes é onde se define a pauta do que será votado em plenário na semana. Reúnem-se os líderes dos partidos para discutir o que vai ser votado, o que tem consenso ou não tem e como mais ou menos os partidos vão votar. Então, fiz tudo isso ao mesmo tempo e ainda teve sessões tensas à noite. Haja pernas, fôlego e concentração. Ufa!

Votar a favor ou contra?

Essa questão do ajuste fiscal. Quero compartilhar com vocês. Como é difícil, né? Uma das questões mexe com o seguro do trabalhador. Hoje, uma pessoa trabalha seis meses e, se demitida, tem direito a receber o seguro desemprego por quatro meses. O governo propõe um período maior de trabalho para o trabalhador, se demitido, vir a ter direito ao seguro desemprego. A questão é: se você vota a favor do projeto, prejudica os trabalhadores e recebe toda uma carga de pressão popular; se você vota contra… Tudo bem, o governo teve seus problemas de gestão e tal, mas ele precisa reorganizar suas finanças, não tem jeito. Tem de cortar de tudo quanto é lado. Ai, penso: para que lado caminhar? Não adianta só criticar o governo agora, o problema está aí, precisamos resolver a situação. O problema é tentar amenizar a crise o máximo possível. Penso muito nisso, sabe, e estou numa dúvida tremenda. Eu me preocupo. Se a gente não fizer alguns ajustes nas contas, a crise pode piorar ainda mais. Então, ainda não foi votado, temos um tempo para refletir os pros e contras. Era até legal vocês participarem, darem suas opiniões sobre a questão, de como veem isso. Gostaria muito de saber o que vocês acham a respeito do assunto. Qual é a opinião de vocês?

Semana positiva. E de Festa!

Esta semana está sendo muito gostosa. Segunda-feira teve audiência de Reforma Política na Assembleia Legislativa de São Paulo, que a Comissão Especial organizou, e eu pude falar um pouquinho sobre um item que contraria a democracia, que é a cláusula de barreira. Entre outros assuntos, como o fim da reeleição nos Executivo. Já na terça-feira, o dia foi bem corrido. Eu não canso de dizer que é uma reunião de comissão atrás da outra, é Reforma Política, é Supersimples, é  plenário. Muito cansativo, mas não me queixo, não. Estou com muitas visitas em meu apartamento funcional, hospedando a nossa vereadora Cléo Meira, de Ribeirão Pires, meus coordenadores Reginaldo e Thiago, e meu pai, José de Abreu. Esse apartamento está sempre lotado. Eu adoro receber os amigos. Na quarta-feira, meu aniversário, fiz um encontro, happy hour no Bar do Alemão. Fiquei super feliz, 75 deputados presentes. Você faz amigos também aqui, em Brasília. Estava todo mundo animado, teve até o Tiririca animando a festa. Deputados fazendo duetos. Clarice Garotinho, Fausto… todos viraram cantores. Foi muito legal. Acabou às 2 da manhã.  Foi um ótimo momento de descontração, que eu acho muito importante. A gente está acostumada com aquele clima tenso do trabalho, um xingando o outro, batendo boca … E esses momentos são importantes para reatar os laços, construir, efetivamente, amizades. A vida aqui é tão corrida que não sobra tempo para isso. Antes da festa, o clima estava bem quente no plenário, onde deveriam ser votados os destaques de um projeto polêmico, que é sobre terceirização. Com o avanço da hora, sem perder o entusiasmo, pensei em quebrar o gelo com o presidente com um requerimento informal pedindo a convocação uma extraordinária para após o encerramento dos trabalhos. Mas, desta vez, no restaurante em que organizei uma comemoração do meu aniversário, para que a data não passasse em branco. Numa brecha, lá para o final da sessão, fui despachar com ele e foi muito engraçado, porque o presidente riu e disse: “Você não quer que eu coloque isso em votação?”. Eu respondi: “Se você colocar, vai dar votação unânime”. Foi apenas uma brincadeirinha, pra descontrair mesmo, já que o dia já se encaminhava para o encerramento, com a votação adiada para a próxima semana. E deu para curtir meu aniversário. Deu até para dançar um forró com o maridão.

Tirolesa no plenário

Com essas votações nominais, que o Eduardo Cunha (presidente da Câmara) costuma puxar à noite, têm deputados mobilizando-se para criar um mecanismo que ponha fim à correria da votação. Isso porque muita coisa acontece ao mesmo tempo, exigindo que os parlamentares estejam em todos os lugares na mesma hora. Com isso, quando é aberta votação nominal no plenário, a cena é dantesca: deputados correndo, e muito, para chegar a tempo de votar. O presidente abre e fecha muito rápido. Por isso, os deputados, em tom de brincadeira, estão se articulando para instalar uma tirolesa no plenário (hahahaha). Imagina parlamentares chegando no plenário numa tirolesa? Ia ser o máximo! Hilário!

Plaquinha pronta na mesa

Não canso de rir de uma situação comum no Congresso: eleição para candidato único. O ápice foi na escolha do presidente da Comissão do Supersimples, que é uma comissão especial. Tendo um só candidato concorrendo, a gente precisou votar, em vez de aclamar o indicado. No caso da Supersimples, quando terminou a eleição, a plaquinha dele, de presidente, já estava pronta. E gravada. A dele e a do relator (rsrs). Só rindo mesmo. Terminada a votação, 15 segundos depois a plaquinha já estava ali na mesa.

Nem sabe o que votou

Ah, essa foi demais. Preciso registrar isso. Sabe aquele deputado que votou ‘não’ ao meu projeto de Educação e depois apresentou projeto quase idêntico? Pois bem, o encontrei num dos corredores do Congresso e cobrei a incoerência. “Poxa, vota contra o meu projeto e depois apresenta projeto idêntico”. E ele: “Nós votamos contra o seu projeto? Eu nem vi. Quando foi isso”? Parece piada, mas é sério: algumas pessoas aqui, infelizmente, votam projetos, seguindo a orientação de bancada, mas nem leem o que estão votando. Essa é a única coisa que me deixa muito triste. Elas não sabem a importância daquele botãozinho (que você aperta para registrar o voto no painel eletrônico) na vida de muita gente. Incrível, simplesmente apertam o botão, sem ter conhecimento do que se trata. Isso me deixa triste. De verdade.

Haja fôlego!

São 19 horas. Acabei de sair do plenário, estou cansada, ofegante, mas rindo. É que teve uma votação nominal, o Eduardo Cunha colocou pra votar e em cinco minutos ele já gritou ‘vou encerrar a votação’. Você só vê deputado agitado, correndo de um lado para outro. Eu, mesma, deixei o plenário e estou indo rapidinho para outra reunião. A maratona é intensa. Aqui, realmente, você faz tudo ao mesmo tempo. Chega a dar raiva. Você não consegue se concentrar: está numa comissão, ao mesmo tempo está rolando uma reunião, você bate presença aqui, discute ali, volta pra cá e corre pra acolá. Olha, tem que ter um exercício mental multifuncional, além de preparo físico. Têm vezes que o coração só falta sair pela boca, tão acelerado que fica nesse corre corre doido.

Clima quente, bem quente

O plenário da Câmara acaba de fechar acordo para permitir a votação, ainda na sessão desta noite, do texto-base do projeto que regulamenta a terceirização. Acho que vamos avançar madrugada adentro. Emendas e destaques para supressão de pontos do texto serão apresentadas até a próxima terça-feira. O clima hoje está mais ou menos sereno, mas ontem foi bem quente por aqui, porque estava na pauta o pedido de urgência para esse projeto. Houve manifestação da Fiesp e da CUT, confronto com a polícia e até manifestantes invadindo o Congresso. Teve até gás de pimenta. Foi difícil trabalhar, porque o efeito do gás era bem forte. Doía os olhos, doía a boca, doía tudo.

 

 

Semana de trabalho intenso

Por causa do feriado da Semana Santa, a semana de trabalho em Brasília começou mais cedo e com trabalho em dobro. A sessão de quinta-feira foi antecipada para segunda. Inúmeras reuniões, agendas no gabinete e votações importantes. Eu venho articulando muito, principalmente com os líderes, para aprovar meu Projeto de Lei da Educação. Não é fácil. Se a gente quer que aconteça um projeto de lei no Congresso tem que colocar a proposta debaixo do braço e ir conversar com cada líder de partido, um a um. E as conversas estão fluindo bem. Eu vou conseguir, tenho certeza, e nós teremos Educação Política nas escolas.

Dentre as votações importantes realizadas, uma atraiu muitos manifestantes ao Congresso: a maioridade penal. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), da qual sou suplente, aprovou à admissibilidade da PEC 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Foram 42 votos a favor e 17 contra. No exame da admissibilidade, a CCJ analisa apenas a constitucionalidade, a legalidade e a técnica legislativa da PEC. Agora, a Câmara cria uma comissão especial para examinar o conteúdo da proposta, juntamente com 46 emendas apresentadas nos últimos 22 anos, desde que o projeto original passou a tramitar na Casa.  Terá prazo de 40 sessões para dar seu parecer. Depois, a PEC será votada em Plenário, em dois turnos. E, para ser aprovada, precisará de pelo menos 308 votos (3/5 dos deputados) em cada turno.

 

Vou encerrar a votação

Quando tem votação nominal na Casa, as pessoas que têm interesse no projeto ficam desesperadas em ganhar. E o Eduardo Cunha, presidente da Câmara, é meio terroristinha (rsrs), cria todo um clima. Ele coloca pra votar e, um minuto depois, já começa a anunciar no microfone ‘vou encerrar a votação, vou encerrar a votação’. Ai, todos os líderes que têm interesse na votação começam a articular, pedir voto, fica aquele bafafá no plenário. E ele faz de propósito, sabe, só pra ver a galera correr, se matando, brigando. É muito engraçado porque ele fala ‘vou encerrar votação’ e dá uma risadinha de lado.

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