Tagged with " rodrigo maia"

Semana extenuante

Tensa, tensa, muito tensa essa semana que passou no Congresso. Aqui, o bicho pegou. Para vocês terem uma ideia, chegamos a ter uma sessão extraordinária na madrugada, logo após o término da sessão ordinária em plenário, que terminou por volta da meia-noite. Tudo isso para contar prazo porque o governo queria tentar votar logo a abertura ou não do processo contra Michel Temer antes do recesso parlamentar. Qual medo do governo? Quanto mais demorar para votar a questão mais o governo vai sangrando. Por isso, o Rodrigo Maia realizou essa sessão na madrugada. E, embora muito se tenha falado em teoria da conspiração, que o Rodrigo Maia estaria conspirando, digo que, se esteve fazendo isso, o fez de forma muito discreta, porque ele esteve puxando sessão, fazendo seu trabalho. Fosse outro, para assumir a presidência da República, já teria detonado o governo há muito tempo.

Presidente de comissão

presidente pec reforma politica

Ontem, foi reunião atrás de reunião. Eu costumo misturar muito essa questão de presidente do partido com o mandato, sou muito demandada pela articulação e pela bancada, mas estou começando a delegar mais para facilitar um pouco a minha vida. A boa notícia é que teve a instalação da comissão especial sobre PEC 282 da Reforma Política, que vai tratar da cláusula de barreira e fim de coligação, e fui escolhida presidente. Teve um acordo para que isso acontecesse.

Na verdade, contando os bastidores pra vocês, tinha uma comissão montada para discutir projetos de natureza infraconstitucional relativos à Reforma Política (aqui cabe uma explicação: o sistema político demanda dois tipos de mudanças prioritárias. Uma constitucional, que precisa do apoio de 3/5 dos parlamentares, ou 308 votos. E uma outra, a infraconstitucional, pela qual as mudanças pretendidas podem ser aprovadas por maioria simples, por exigirem um quórum menor), mas, temendo uma armação que viesse a prejudicar os pequenos partidos, me lancei candidata a presidente dela. Comecei a ligar para os integrantes da comissão, pedindo o voto deles, foi quando o presidente Rodrigo Maia me telefonou: “Você quer ser presidente dessa comissão infraconstitucional ou da comissão da PEC 282, que vai tratar de cláusula de desempenho?” Foi quando fiz o acordo para presidir a da PEC.

Obviamente, os grandes partidos, quando souberam que eu iria cuidar desse tema, tentaram de todos os jeitos me derrubar da presidência, mas o Rodrigo Maia peitou todo mundo e manteve o acordo. Não é novidade pra ninguém o meu posicionamento contra a cláusula. O receio deles era que eu pudesse usar o cargo para tumultuar os trabalhos, mas o intuito aqui é usar desse poder pra propor um acordo que tenha a palavra dos grandes partidos, mas também das minorias. Isso é o que eu sempre prego na política e na sociedade: democracia, sempre democracia, que só se enriquece quando gera questionamentos, debates e discussões.

Uma questão de cultura

reforma-politica11Cá entre nós, essa reforma política está uma bagunça. São três comissões trabalhando simultaneamente. Inclusive com textos que divergem. Cheguei a estar com o presidente Rodrigo Maia para falar sobre isso, dizer que precisamos centralizar e organizar tudo isso, senão não vai dar certo.

Continuo dizendo que nunca vai ter uma reforma política construída por esta Casa. Precisamos fazer uma Constituinte à parte. Ouvir o debate dos deputados nos bastidores chega a ser hilário, pra não dizer triste. Dias atrás chegaram a propor o seguinte: aprova o Distritão, aí só lança 70 candidatos e bota os 70 eleitos. Olha o absurdo. Pra cada sistema eleitoral, alguém inventa uma situação hipotética para não ter renovação política. Penso que os problemas do país não são por causa do sistema eleitoral, são por causa das pessoas, sempre disse isso, é uma questão de cultura, de educação, de ética. Se a gente quer, realmente, uma reforma política de fato não vai ser por essa Casa. Estou sendo bem sincera. Política é o espelho da sociedade. Nas várias vezes em que promovi o debate sobre reforma política nas bases não houve consenso. Se não tem consenso fora, obviamente não haverá consenso dentro.

maio 25, 2017 - câmara dos deputados    2 Comentário

Incerteza no ar

Nem bem pus os pés em Brasília e senti o clima pesado e tenso que dominará toda a semana política na Capital brasileira. Posso afirmar que a incerteza paira no ar. A sensação é de navegação em alto mar sem direção, a base está perdida, todo mundo sem saber direito o que vai acontecer. Mas já se fala muito nos bastidores em eleição indireta, com forte inclinação para o Rodrigo Maia.

Ontem, Brasília pegou fogo! De um lado, manifestantes contra o governo; do outro, as Forças Armadas, para conter atos de violência e vandalismo. Desde a semana passada, quando vazaram os áudios entre Michel Temer e o empresário Joesley Batista, a crise governamental aumentou e o presidente tem sido alvo de protestos e pedidos de renúncia. Hoje, aparentemente, a capital federal amanheceu dentro da normalidade. Com a ordem restabelecida, as Forças Armadas deixaram o esquema de prontidão e retornaram às suas bases.

Forças Armadas deixam os prédios públicos e retornam à base

Forças Armadas deixam os prédios públicos e retornam às suas bases

 

 

 

Reforma Trabalhista (5)

trabalhista5Foram mais de 10 horas de muita tensão, discussão e polêmicas. No momento em que o relator da Reforma Trabalhista, deputado Rogério Marinho (PSDB/RN), começou a ler o seu parecer para dar início à votação em plenário, diversos parlamentares da oposição subiram à mesa principal, onde fica o presidente da Casa, Rodrigo Maia, em protesto contra o texto. Seguravam placas com a foto de uma carteira de trabalho rasgada e gritavam “Demissão em massa”, “Mataram a CLT”. Maia chegou a ameaçar dar o relatório como lido para que os parlamentares parassem de bloquear a visão de Marinho. A leitura do parecer continuou, mas foi interrompida outras vezes por gritos de “Fora Temer”. Parlamentares da situação reagiram e passaram a gritar “Lula ladrão”. Maia também se irritou com um deputado (foto abaixo) que, vestido de operário de fábrica, discursou no meio do plenário. “Só vai falar em plenário quem estiver vestido como os costumes desta Casa”.

trabalhosta6

 

 

Jornada saudável continua

O presidente Rodrigo Maia vem mantendo neste ano uma jornada saudável nas sessões. Não sei se foi promessa de campanha dele, mas até agora os trabalhos em plenário têm terminado antes das 21 horas. Gente, que delícia! Nossa, ontem consegui até sair com minha equipe para jantar fora do Congresso, o que foi muito raro nos anos anteriores por causa das sessões coruja. Isso é qualidade de vida! As sessões acabam mais cedo, você tem mais horas pra dormir e descansar e o dia seguinte, começando mais cedo, rende muito mais.

renata equipe

Fim das sessões corujas?

Passadas as eleições da mesa diretora, os trabalhos na Câmara recomeçaram com uma novidade. O no escuropresidente Rodrigo Maia tem encerrado as sessões em plenário mais cedo, surpreendendo a muitos, inclusive eu. Rotineiramente, pelo menos nos dois últimos anos, 8 e pouco da noite ainda estavámos nos debates dos assuntos em pauta, mas terça e quarta-feira tudo foi finalizado nesse horário. E todos puderam ir para suas casas mais cedo. Aproveitei, então, e fui para o gabinete, terminar de fazer minhas coisas. Rotineiramente, faço isso após as sessões, para desespero dos funcionários (rs). Ontem, fui a última a sair do prédio. E admito, fiquei com medo! Tudo escuro e portas trancadas, por um momento pensei que ficaria ali até o amanhecer, mas achei uma saída aberta. Tomara que essa novidade continue, porque, sinceramente, é insalubre sessão madrugada adentro. E ainda há quem fale que deputado não trabalha.

Jantar garantido

No final de uma reunião, um deputado falou para irmos à casa do Rodrigo Maia, conversar com ele. Falei que não, queria jantar, porque estava morrendo de fome. “Vamos lá, a gente janta na casa dele”. “Como? Você nem sabe se tem jantar ou não. Como vai chegar na casa dele e querer comer”, argumentei. E o deputado foi rápido na resposta: “Ele é candidato, sempre tem comida”. E, realmente, estava tendo jantar, e todos os dias. Uma galera vai lá comer. Mas quando passar a eleição, nada mais de jantar. (rs)

Xadrez no escuro

E aqui o clima está pegando fogo, pra variar, né? Gente, se vocês soubessem como são feitos os cálculos de proporcionalidade para a formação dos blocos partidários, ninguém acreditaria na matemática que é feita. Ontem, juro pra vocês, fiquei umas 3 horas fazendo simulação na intranet da Casa. A formação do bloco (união de partidos) muda muita coisa aqui. Muda, por exemplo, um pedido de votação nominal, que só com 30 e poucos deputados pode ser feito, muda a quantidade de destaques a que se tem direito, muda o cargo que se tem na mesa diretora, ou seja, são muitas combinações. xadrez no escuroÉ uma partida de xadrez que se joga no escuro, porque, como disse em post anterior, a política é uma nuvem, a cada hora tem uma forma diferente. Até pouco tempo atrás, a eleição do Rodrigo Maia à presidência da Câmara estava consagrada, mas, aí, se lançaram vários concorrentes avulsos, como Rogério Rosso e Júlio Delgado, desmembrando um pouquinho a disputa, o que acabou fortalecendo a candidatura do Jovair Arantes. Isso mostra como a cada minuto há uma coisa nova surgindo. É impressionante como tudo muda rapidamente por aqui.

Mascote querido

gaguimO nosso Carlos Henrique Gaguim (PTN-TO), que foi candidato a presidente na eleição tampão, no meio do ano passado, está agora em campanha para ser suplente na mesa diretora da Câmara. Ele adora sair candidato. Tem bom trânsito na Casa e se dá bem com todo mundo. Conversa tanto com Rodrigo Maia quanto com o Jovair Arantes sobre projetos que a gente quer aprovar e sobre uma série de outras coisas. Ele é o máximo. Gaguim é o nosso mascote querido, que sempre quer ser candidato a qualquer coisa (rs).

Páginas:123»