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Você decide o nosso voto

Estou muito feliz! Vamos inovar diante de tudo o que está por aí. A bancada federal do Podemos fechou questão sobre a Reforma da Previdência. Quem vai decidir o voto de nossos parlamentares será o povo. A votação digital será feita por meio de aplicativo do Podemos, que deve ser baixado no Google Play e na Apple Store. O resultado da votação popular definirá o voto dos parlamentares do Podemos. Estamos devolvendo ao povo o seu direito sagrado de participar diretamente das principais pautas do País. Para quem quiser mais detalhes, entre no site do Podemos (http://podemos.org.br/). É muito importante que o cidadão participe, opine, decida com a gente essa votação da Reforma da Previdência.

 

 

Obstrução da base aliada

O assunto da semana é a Reforma da Previdência, com o texto-base aprovado pela Comissão Especial por 23 a 14, mas os destaques (para mudar alguns itens) ficaram para a próxima semana. O governo vem fazendo um trabalho acirrado para ter os votos necessários para a aprovação, mas não está fácil. O Planalto tem adotado postura de dama de ferro para sair-se vitorioso. Acredito que vocês acompanharam, pelo site da Câmara ou pela TV Câmara, a votação na comissão, que começou na manhã de quarta-feira e se estendeu até a madrugada do dia seguinte, como tem sido praxe por aqui quando está em pauta um tema polêmico.

No meio da discussão e votação do relatório do deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), tinha uma emenda para incluir os agentes penitenciários na mesma regra destinada à aposentadoria dos policiais, com 55 anos de idade mínima. Havia um acordo para isso, mas um partido da base aliada do governo deu pra trás e o presidente da comissão suspendeu a votação para renegociar. Visualizem mentalmente a cena: aquela sala lotada, com titulares e suplentes do colegiado, assessores e credenciados, tudo parado para que a presidência renegociasse o acordo com um aliado que ‘desacordou’.

Diante de fato inusitado, a deputada Jandira Feghali (PCdoB) saiu-se com essa: “É, nós estamos aqui numa obstrução da base governista, e não da oposição”. Não teve como segurar o riso. Você olha aquela bagunça, todo mundo brigando e falando ao mesmo tempo, aquela confusão, uma hora da madrugada, dá vontade de rir. Meu Deus, um caos, as pessoas perdem a noção, perdem a estribeira… é terrível!

 

 

Quase me dei mal!

E se o ambiente já estava pegando fogo, a votação da Reforma da Previdência na Comissão Especial transformou-se num pandemônio, com a invasão de agentes penitenciários (assista o vídeo), contrariados com a retirada deles das regras de aposentadoria especial dos policiais, que têm 55 anos de idade mínima. Eles chegaram aos gritos e partindo pra cima dos parlamentares, agredindo verbalmente quem estivesse pela frente. Foram confrontados pelos policiais legislativos e, nisso, voou bala de borracha e bomba de gás lacrimogêneo pra tudo quanto é lado. Foi um corre corre danado em busca de proteção. Eu não fiquei parada, dando mole, também corri e fui me esconder no mesmo lugar onde estavam o presidente da comissão, gasCarlos Marun (PMDB-MS), o relator Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) e o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). ‘Lascou!’, pensei, escolhi o pior lugar, vai cair uma bomba aqui (medo). E eu nem faço parte dessa comissão (o Alexandre Baldy, líder da nossa bancada, é o nosso representante), estava lá assistindo a votação. Felizmente, nenhuma bomba veio em nossa direção, mas só deu pra respirar um pouco melhor com um lenço no rosto. Como arde esse gás, que horror!

A Reforma da Previdência

previdenciaMuitas pessoas têm perguntado a minha opinião sobre a Reforma da Previdência. Eu tomo muito cuidado ao me posicionar porque o texto ainda não está finalizado. Se eu falar que sou contra, serei uma inconsequente, primeiro porque, como disse, não tem texto definido, a proposta ainda está sendo discutida na comissão especialmente designada para analisá-la. Há muitos ajustes a serem feitos, como por exemplo as regras para o trabalhador rural, professores e policiais. E têm muitas mentiras também sendo divulgadas, como a exigência de 49 anos de contribuição para se aposentar. É difícil imaginar um policial, que tem a missão de nos proteger, na ativa com 65 anos! Agora, independentemente do texto final do projeto, duvido que alguém, em sã consciência, sabendo que o Brasil precisa ajustar suas contas, discorde que necessitamos adequar a Previdência aos tempos atuais, com pessoas vivendo mais e tendo menos filhos, ou seja, uma população cada vez mais idosa e mais aposentada. Então, temos de esperar a finalização do texto para nos posicionar a favor ou contra às regras propostas. As reformas estruturais são importantes para o País, e os ajustes a estes equívocos devem e estão sendo feitos.

 

 

Muita média, pouco resultado

Participei do café da manhã com o presidente Michel Temer e demais parlamentares da base aliada do governo para discutir a Reforma da Previdência, pauta que tem gerado enorme polêmica não só no Congresso como também na sociedade. Temer disse que o País vive um “problema sério” e que a classe política precisa “resistir”, referindo-se às delações na Lava Jato. E, veja só que interessante: o salão estava lotado, quórum alto, mas, terminado o encontro, você ouve muita gente dizendo “Se não tirar policial, eu não voto”, “Se não tirar professor, eu não voto”, “Se não mudar isso, não voto”. É muito quórum pra fazer média, mas pouco resultado efetivo. Essa Reforma da Previdência não vai ser algo fácil de ser aprovado na Câmara Federal.

temer cafe

Cenas deprimentes

Foi uma terça-feira agitada na Câmara. Diria até que foi bem tensa. Policiais civis, rodoviários e federais ocuparam a frente do Congresso para protestar contra a Reforma da Previdência. Começaram de forma pacífica, com palavras de ordem e cartazes, mas depois uma parte dos manifestantes invadiu a chapelaria, quebrando as vidraças e avançado contra os seguranças legislativos, que tiveram de usar gás lacrimogêneo para conter os invasores. Cenas deprimentes! Felizmente, ninguém se feriu. Alguns manifestantes chegaram a ser detidos. E o protesto terminou com muitos cacos de vidros no chão e prejuízo ao patrimônio público. Manifestações são legítimas, desde que ocorram de forma pacifica e proporcionem o diálogo. Desse jeito não é protesto, é vandalismo!

vandalismo

O problema é mais embaixo

reforma-politica11Nossa bancada se reuniu para discutir Reforma Política, da Previdência e Trabalhista e termos uma posição sobre isso. Eu integro a Comissão da Reforma Política, e o interessante é que você não pode se pautar pelo debate que se tem dentro da comissão. Nela, se tem uma direção mais partidária e uma visão mais ideológica. Já na bancada, a discussão é outra. Na bancada, por exemplo, têm muitos que defendem o voto distritão, no qual se elegem os mais votados no Estado, ou seja, assume-se que o eleitor vota em candidato, e não em partido. Os mais votados entram, simples assim, descomplicado. Sistema que o Michel Temer e o Eduardo Cunha defendiam. Na Comissão Especial, entretanto, se você falar em distritão, o povo te trucida (kkkk). Alegam que vai acabar com os partidos políticos, isso e aquilo, então, é bem diferente você debater sistema eleitoral dentro da comissão e debater com os parlamentares que estão fora dessa comissão. Às vezes, deputados da comissão falam pra mim que a opção de lista fechada está crescendo, mas eu não acho que será aprovada na Câmara, posso estar errada, até porque é mais fácil que votação por maioria simples, mas eu não vejo nos demais deputados esse sentimento de querer ficar na mão dos partidos. E muito menos da população, que já começa a se manifestar contra a votação em lista. Aí tem ainda o debate de cláusula de barreira e de fim de coligações, que querem aprovar como se isso fosse resolver o problema da crise de representatividade política no Brasil. Eu sempre falo: se nós temos um problema estrutural, não será a mudança do sistema eleitoral que vai resolver isso. O problema é muito mais embaixo.

 

Caçando assinaturas

reforma da previdenciaComo o assunto do momento é a discussão da Reforma da Previdência, um monte de deputados resolveu apresentar emendas ao projeto. Como se trata de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional), para apresentar uma emenda é preciso colher pelo menos 171 assinaturas parlamentares. Então, foram dias tumultuados, funcionários de gabinetes invadiram o plenário e congestionaram os corredores atrás da assinatura dos deputados. Não se conseguia dar um passo sem ser abordado por um deles. Como sou muito a favor do debate, assinei, sim, toda as emendas da PEC da Previdência para que se discuta todas elas. Ao invés de tumultuar os trabalhos pegando assinaturas, porque não fazer um acordo, colocando todas as emendas para votar, uma a uma? Simples assim, muito mais fácil, muito mais democrático, não acham?

Reforma da Previdência

previdenciaTema que tem mexido muito na Câmara é a Reforma da Previdência. Muito agito e muitas emendas na comissão designada para esmiuçar a proposta do governo. Acho importante deixar bem claro às pessoas que o projeto original está sendo analisado por essa comissão. Aqui, na Casa, são centenas de projetos que a gente vota por dia tanto nas comissões permanentes e temporárias quanto no plenário. Eu estou como titular da Comissão Especial da Reforma Trabalhista, então, quem tiver proposta pode mandar pra mim, ok? Bem, voltando à Previdência, como a proposta do governo, provavelmente, vai ser muito modificada na comissão especialmente designada para analisá-la, vou deixar para ler minunciosamente quando sair o relatório final, embora venha avaliando as emendas que já estão sendo propostas. Sobre o meu posicionamento, eu sou a favor de uma reforma, talvez não nos termos que constam no projeto original, mas temos de lutar por uma Previdência pensando no futuro. É bom ressaltar que o que andam dizendo por aí é bem diferente do que está no texto, como, por exemplo, a questão dos 49 anos de contribuição. A forma como comentam parece que o trabalhador só poderá se aposentar ao atingir 49 anos de contribuição, e não é isso, não, ele pode requerer aposentadoria após contribuir por 20 anos. A questão, no caso, é que o benefício será proporcional a esse tempo, enquanto que com 49 anos receberá o teto máximo da aposentadoria. Hoje, o teto previdenciário é R$ 5.531,31.

 

 

Sensação boa

reforma brasilEstou com uma sensação muito boa, de estar participando diretamente das mudanças no País, das reformas estruturais, quer seja para debater alguns pontos, quer seja para defender outros, enfim, pensar o Brasil. Sabe, isso me deixa muito feliz. Sei que algumas decisões minhas poderão vir a ser questionadas, poderão ser consideradas impopulares, mas, asseguro a vocês que vou sempre prezar pelo futuro da Nação. Acho as reformas Trabalhistas, da Previdência e Política muito importantes. Claro que têm alguns absurdos que precisam ser combatidos, mas, no todo, as reformas são essenciais. E participar desse momento me deixa feliz mesmo. É preciso coragem para mudar o que está desatualizado. Vou lutar para que, de fato, o futuro dos nossos filhos fique melhor. E, podem ter certeza, jamais se permitirá tirar direitos adquiridos, isso jamais mesmo!

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