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Nem Temer compareceu

Sessão morna na volta do recesso parlamentar. Plenário vazio. Nem o presidente Michel Temer apareceu, mandou o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, representá-lo e o deputado Giacobo (PR-PR) leu seu discurso. A sessão foi comandada pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira, com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmen Lúcia. Nas conversas paralelas, o assunto do momento, a Reforma da Previdência. Assunto que diz respeito a todos os brasileiros. Por isso, sua participação é muito importante. É a favor? É contra? Diga aqui qual é sua opinião. Não deixe também de votar no nosso aplicativo (https://goo.gl/txUSUw). A democracia direta é um dos caminhos para termos um Brasil melhor e mais justo.

 

UFC com temperatura máxima

Semana que vem recomeçam os trabalhos na Câmara dos Deputados. E já visualizo o clima em plenário. O Rodrigo Maia, presidente da Casa, tem dito que vai manter o calendário anunciado no ano passado para a Reforma da Previdência, então, teremos o início da discussão a partir de segunda-feira (dia 5) e votação no dia 19, logo após o Carnaval. Vai ser um UFC parlamentar, com muito bate boca e temperatura máxima, não tenho dúvidas disso, já prevejo sessões madrugada adentro. O relator da proposta, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), anda anunciando que apresentará um novo texto, garantindo, entretanto, que não vai alterar as regras do benefício de prestação continuada – voltado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda – e sem modificar substancialmente o tempo de contribuição para aposentadorias pelo Regime Geral de Previdência. Aguardemos. Nesse recesso parlamentar, entretanto, mesmo com agenda cheia e percorrendo o maior número de cidades para divulgar as propostas do Podemos e apresentar o nosso pré-candidato à Presidência da República, senador Alvaro Dias, encontrei brechas para me reunir com vários especialistas na área e ouvir prós e contras sobre a Reforma. Quero saber tudo direitinho e passar para vcs. Aliás, o nosso Podemos vai acompanhar a decisão da votação da população, que está em andamento em nosso aplicativo, disponível na Apple Store e Google Play. Você já votou? Baixe o aplicativo, vote sobre a Reforma da Previdência e também sobre o Foro Privilegiado, sua participação é muito importante para todos nós.

É hora de se envolver

Vou revelar uma coisa para vocês: é uma crise de consciência. Sou favorável à Reforma da Previdência, acho, entretanto, que o governo está errando muito, divulgando que está trocando votos por cargos. Desse modo, quem é a favor da Reforma e não tem o rabo preso fica propenso a votar contra, para não ficar com sua imagem associada esse balcão inescrupuloso de negócios.

Do meu ponto de vista, a Reforma da Previdência é essencial para a sobrevivência do País. Claro que o populismo barato e as pessoas pensarem só em eleição inviabilizam isso. Eu, muitas vezes, abro mão do que eu penso para acompanhar o que a sociedade pensa. E se a sociedade na hora não ficar contente com meu voto, porque fui contrário à opinião dela, então, que participe mais da próxima vez. Participe, vote exerça seu direito de decidir, chame amigos para votarem também. Se estamos devolvendo esse poder a vocês, mais do que nunca é hora de se envolver.

 

 

 

Você decide o nosso voto

Estou muito feliz! Vamos inovar diante de tudo o que está por aí. A bancada federal do Podemos fechou questão sobre a Reforma da Previdência. Quem vai decidir o voto de nossos parlamentares será o povo. A votação digital será feita por meio de aplicativo do Podemos, que deve ser baixado no Google Play e na Apple Store. O resultado da votação popular definirá o voto dos parlamentares do Podemos. Estamos devolvendo ao povo o seu direito sagrado de participar diretamente das principais pautas do País. Para quem quiser mais detalhes, entre no site do Podemos (http://podemos.org.br/). É muito importante que o cidadão participe, opine, decida com a gente essa votação da Reforma da Previdência.

 

 

Obstrução da base aliada

O assunto da semana é a Reforma da Previdência, com o texto-base aprovado pela Comissão Especial por 23 a 14, mas os destaques (para mudar alguns itens) ficaram para a próxima semana. O governo vem fazendo um trabalho acirrado para ter os votos necessários para a aprovação, mas não está fácil. O Planalto tem adotado postura de dama de ferro para sair-se vitorioso. Acredito que vocês acompanharam, pelo site da Câmara ou pela TV Câmara, a votação na comissão, que começou na manhã de quarta-feira e se estendeu até a madrugada do dia seguinte, como tem sido praxe por aqui quando está em pauta um tema polêmico.

No meio da discussão e votação do relatório do deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), tinha uma emenda para incluir os agentes penitenciários na mesma regra destinada à aposentadoria dos policiais, com 55 anos de idade mínima. Havia um acordo para isso, mas um partido da base aliada do governo deu pra trás e o presidente da comissão suspendeu a votação para renegociar. Visualizem mentalmente a cena: aquela sala lotada, com titulares e suplentes do colegiado, assessores e credenciados, tudo parado para que a presidência renegociasse o acordo com um aliado que ‘desacordou’.

Diante de fato inusitado, a deputada Jandira Feghali (PCdoB) saiu-se com essa: “É, nós estamos aqui numa obstrução da base governista, e não da oposição”. Não teve como segurar o riso. Você olha aquela bagunça, todo mundo brigando e falando ao mesmo tempo, aquela confusão, uma hora da madrugada, dá vontade de rir. Meu Deus, um caos, as pessoas perdem a noção, perdem a estribeira… é terrível!

 

 

Quase me dei mal!

E se o ambiente já estava pegando fogo, a votação da Reforma da Previdência na Comissão Especial transformou-se num pandemônio, com a invasão de agentes penitenciários (assista o vídeo), contrariados com a retirada deles das regras de aposentadoria especial dos policiais, que têm 55 anos de idade mínima. Eles chegaram aos gritos e partindo pra cima dos parlamentares, agredindo verbalmente quem estivesse pela frente. Foram confrontados pelos policiais legislativos e, nisso, voou bala de borracha e bomba de gás lacrimogêneo pra tudo quanto é lado. Foi um corre corre danado em busca de proteção. Eu não fiquei parada, dando mole, também corri e fui me esconder no mesmo lugar onde estavam o presidente da comissão, gasCarlos Marun (PMDB-MS), o relator Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) e o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). ‘Lascou!’, pensei, escolhi o pior lugar, vai cair uma bomba aqui (medo). E eu nem faço parte dessa comissão (o Alexandre Baldy, líder da nossa bancada, é o nosso representante), estava lá assistindo a votação. Felizmente, nenhuma bomba veio em nossa direção, mas só deu pra respirar um pouco melhor com um lenço no rosto. Como arde esse gás, que horror!

A Reforma da Previdência

previdenciaMuitas pessoas têm perguntado a minha opinião sobre a Reforma da Previdência. Eu tomo muito cuidado ao me posicionar porque o texto ainda não está finalizado. Se eu falar que sou contra, serei uma inconsequente, primeiro porque, como disse, não tem texto definido, a proposta ainda está sendo discutida na comissão especialmente designada para analisá-la. Há muitos ajustes a serem feitos, como por exemplo as regras para o trabalhador rural, professores e policiais. E têm muitas mentiras também sendo divulgadas, como a exigência de 49 anos de contribuição para se aposentar. É difícil imaginar um policial, que tem a missão de nos proteger, na ativa com 65 anos! Agora, independentemente do texto final do projeto, duvido que alguém, em sã consciência, sabendo que o Brasil precisa ajustar suas contas, discorde que necessitamos adequar a Previdência aos tempos atuais, com pessoas vivendo mais e tendo menos filhos, ou seja, uma população cada vez mais idosa e mais aposentada. Então, temos de esperar a finalização do texto para nos posicionar a favor ou contra às regras propostas. As reformas estruturais são importantes para o País, e os ajustes a estes equívocos devem e estão sendo feitos.

 

 

Muita média, pouco resultado

Participei do café da manhã com o presidente Michel Temer e demais parlamentares da base aliada do governo para discutir a Reforma da Previdência, pauta que tem gerado enorme polêmica não só no Congresso como também na sociedade. Temer disse que o País vive um “problema sério” e que a classe política precisa “resistir”, referindo-se às delações na Lava Jato. E, veja só que interessante: o salão estava lotado, quórum alto, mas, terminado o encontro, você ouve muita gente dizendo “Se não tirar policial, eu não voto”, “Se não tirar professor, eu não voto”, “Se não mudar isso, não voto”. É muito quórum pra fazer média, mas pouco resultado efetivo. Essa Reforma da Previdência não vai ser algo fácil de ser aprovado na Câmara Federal.

temer cafe

Cenas deprimentes

Foi uma terça-feira agitada na Câmara. Diria até que foi bem tensa. Policiais civis, rodoviários e federais ocuparam a frente do Congresso para protestar contra a Reforma da Previdência. Começaram de forma pacífica, com palavras de ordem e cartazes, mas depois uma parte dos manifestantes invadiu a chapelaria, quebrando as vidraças e avançado contra os seguranças legislativos, que tiveram de usar gás lacrimogêneo para conter os invasores. Cenas deprimentes! Felizmente, ninguém se feriu. Alguns manifestantes chegaram a ser detidos. E o protesto terminou com muitos cacos de vidros no chão e prejuízo ao patrimônio público. Manifestações são legítimas, desde que ocorram de forma pacifica e proporcionem o diálogo. Desse jeito não é protesto, é vandalismo!

vandalismo

O problema é mais embaixo

reforma-politica11Nossa bancada se reuniu para discutir Reforma Política, da Previdência e Trabalhista e termos uma posição sobre isso. Eu integro a Comissão da Reforma Política, e o interessante é que você não pode se pautar pelo debate que se tem dentro da comissão. Nela, se tem uma direção mais partidária e uma visão mais ideológica. Já na bancada, a discussão é outra. Na bancada, por exemplo, têm muitos que defendem o voto distritão, no qual se elegem os mais votados no Estado, ou seja, assume-se que o eleitor vota em candidato, e não em partido. Os mais votados entram, simples assim, descomplicado. Sistema que o Michel Temer e o Eduardo Cunha defendiam. Na Comissão Especial, entretanto, se você falar em distritão, o povo te trucida (kkkk). Alegam que vai acabar com os partidos políticos, isso e aquilo, então, é bem diferente você debater sistema eleitoral dentro da comissão e debater com os parlamentares que estão fora dessa comissão. Às vezes, deputados da comissão falam pra mim que a opção de lista fechada está crescendo, mas eu não acho que será aprovada na Câmara, posso estar errada, até porque é mais fácil que votação por maioria simples, mas eu não vejo nos demais deputados esse sentimento de querer ficar na mão dos partidos. E muito menos da população, que já começa a se manifestar contra a votação em lista. Aí tem ainda o debate de cláusula de barreira e de fim de coligações, que querem aprovar como se isso fosse resolver o problema da crise de representatividade política no Brasil. Eu sempre falo: se nós temos um problema estrutural, não será a mudança do sistema eleitoral que vai resolver isso. O problema é muito mais embaixo.

 

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