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Poder é coletivo e com o povo

Estava lendo uma notícia sobre o desembarque do PSDB do governo federal e me chamou a atenção a declaração do ministro Eliseu Padilha, que defende projeto único de poder para 2018. Oi? Como assim, poder único? E o projeto de Nação, nada? Infelizmente, nossa política perdeu sua essência! Ainda bem que nem todos olham para o próprio umbigo. Se o Podemos pensasse assim, hoje estaríamos bonitos na foto, com mais de 30 deputados, querendo crescer mais só por causa do fundo partidário e, com bancada volumosa, negociando ministérios. Não, nós não somos assim. O Podemos tem proposta para o Brasil, se apresenta como alternativa e se recusa a fazer joguinhos em troca de regalias ou cargos. Já mostramos isso, somos transparentes e muito claros em nossos posicionamentos. Semanas atrás dispensamos deputados por apoiarem outros candidatos que não o nosso somente por interesses pessoais. O Podemos é coletivo e age em consonância com o desejo do povo, que refuta negociatas e, consequentemente, não quer mais do mesmo.

 

Medo da janela de transferência

Na PEC 282, passou um texto que ninguém percebeu. Eu mesma só vi isso depois, mas não tinha mais destaques a ressalvar, não dava para fazer mais nada, regimentalmente falando. Trata-se de um artigo que regulamenta as causas de fidelidade partidária e as que permitem a saída da legenda sem perder o mandato. Nós temos uma janela de transferência, que ocorre seis meses antes de cada eleição. Pois bem, esse texto da PEC, que passou sem ninguém se tocar, quer restringir as causas para a mudança de partidosem perder o mandato, a ponto de acabar com todas as janelas de transferência possíveis, inclusive a que está em vigor atualmente. Na reunião de lideres, PSD e PP defenderam que tivesse apenas uma única janela com portabilidade (quem muda de partido leva fundo e tempo de TV). Só que o PSDB não quer, porque entende que o cenário não está bom para ele e pode perder muitos parlamentares. Nessa reunião o Baleia Rossi, líder do PMDB, partido do presidente da República, manifestou-se contra a janela de transferência. Agora, cá entre nós, se o partido do presidente da República está com medo da janela com portabilidade, tendo na mão a caneta da máquina governamental, então eu sou kamikaze geral. Kkkkkk

O nosso partido não tem nada para oferecer, a não ser um programa consistente que a gente desenhou, uma pesquisa e um sonho de um projeto que se difere dos demais. É isso! Os deputados que vieram para o Podemos não têm cargo, não têm ministério, não têm dinheiro, não têm nada, eles vieram por causa da nossa união, a maioria de primeiro mandato, por gostarem da gente e de como trabalhamos. Somos o partido que mais cresceu no Congresso. Elegemos quatro deputados, perdemos dois na janela e hoje somos 18 deputados federais e três senadores. Meu trabalho é corpo a corpo, é de convencimento, é mostrar para o deputado que ele precisa estar num projeto limpo, transparente, de participação popular e democracia direta no mais amplo sentido da palavra democracia. Tenho conseguido com trabalho atrair mais e mais filiados, não com negociação escusas ou barganhas. Agora, é surpreendente ver um partido que está na Presidência da República temer a janela de transferência. Inconsistência total!

Balcão de negócios (1)

E sobre a votação em si, muito saiu na imprensa que deputados da base do governo estavam em plenário de caderninho em punho anotando a troca de voto pela liberação de recursos por meio de emendas ou por cargos. Isso é verdade, viu, estava um balcão de negócios na Câmara. Ridículo! O que me irrita muito é a oposição (leia PT) criticar essa postura do governo. Quando do impeachment da Dilma, eles fizeram a mesma coisa. É muita hipocrisia. Eu sou muito contra esse negócio de oposição a tudo. A gente tem de parar com essa briga de Direita x Esquerda, PT x PSDB x PMDB. Isso é péssimo para o País. É preciso ter coerência.

Têm muitas coisas que o governo propõe que eu concordo. Não se pode ser oposição ao Brasil. Essa inconsistência me irrita muito na política. Têm coisas que o governo vai propor, que são boas pro Brasil, a gente tem mais é que apoiar. Vejam a incoerência do PT: hoje, porque é oposição, é contra as mesmas coisas que apoiava quando era governo.

PTN na comissão

Muita gente tem me questionado a posição do PTN na Comissão Especial que analisa o processo de impeachment contra Dilma, porque o nosso representante, Bacelar (BA), aparece como indeciso. A minha posição, todos sabem, sou a favor do impeachment, eu represento a voz do povo. Acontece que a nossa bancada acabou de ser formada, com ingresso de deputados do PMDB, do PSDB, do PSD e do PTB. Muitos estão se conhecendo agora e a gente ainda está discutindo isso. Cada um tem sua opinião sobre impeachment, mas está decidido que o voto do PTN na comissão será de acordo com o grupo.

Rinha de galo

Essa talvez seja a melhor definição do que ocorreu na Câmara dos Deputados assim que o Eduardo Cunha realizou a eleição secreta para formação do colegiado da Comissão Especial que analisará o impeachment. Na semana passada, os líderes partidários haviam entrado em acordo para não permitir candidaturas avulsas. No entanto, na segunda-feira, deputados da oposição e dissidentes do PMDB reivindicaram a possibilidade de lançar chapa avulsa. O objetivo da chapa alternativa era compor um grupo com deputados do PMDB que são críticos ao governo Dilma, já que o então líder da bancada na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), apresentou apenas nomes mais em sintonia com o Palácio do Planalto. Eduardo Cunha aceitou os argumentos dos queixosos e marcou para terça-feira a eleição. Já em plenário, integrantes da base aliada tentaram obstruir, com uso de força física, a votação, o que gerou empurrões, troca de ofensas, cabeçadas e depredações. briga na votacao

O PC do B recorreu ao STF para garantir a votação aberta, mas, enquanto a resposta do Supremo não chegava, aliados do governo ficaram dentro das cabines de votação para impedir que os parlamentares votassem. Duas urnas foram quebradas e três desinstaladas. Nos entreveros, alguns parlamentares perderam a compostura, se ofenderam e chegaram a trocar safanões. O plenário parecia arquibancada em dia de final de campeonato de futebol. Gritos de guerra dos dois lados, Pixuleco, bandeiras tremulando, cartazes pró e contra Dilma, um barulho ensurdecedor. No fim, a chapa alternativa de deputados de oposição e dissidentes da base aliada foi eleita por 272 votos a 199. Horas depois o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin suspendeu o andamento do impeachment na Câmara. Fica tudo parado até o dia 16, quando haverá o julgamento pelo plenário do STF das ações de governistas, que questionam o início do pedido de afastamento da presidente.

O clima está pesado demais por aqui e tudo gira em torno do pedido de impeachment. Tem a discussão sobre ter ou não o recesso parlamentar e agora a carta que o vice-presidente escreveu para ela, mostrando claramente que a relação entre Michel Temer e Dilma Rousseff está estremecida. temer e dilmaTrata-se de uma carta pessoal que, estranha e curiosamente, veio a público. O foco da correspondência é o atual cenário político. O vice-presidente escreve que nos últimos dias a presidente tem insistido em falar na confiança que deposita nele, mas a indicação é a de que ela não confia. No texto, Temer enumera momentos em que se sentiu como ‘decorativo’ e reclama da desconfiança da presidente.

Com toda essa história do impeachment, tudo ficou muito complicado por aqui. Os partidos não têm consenso, salvo PT e PSDB, está uma guerra geral. Os deputados do Nordeste, onde o PT acabou fazendo muita coisa por lá, estão bem divididos. Vamos ver o que vai dar. Eu acho que as ruas, a pressão popular, vão dar a destinação desse processo de impeachment. As ruas vão dizer. Aguardemos!

Educação sofre duro golpe

Foi um dia muito cansativo e frustrante. Assim que pus os pés em Brasília fui direto para o colégio de líderes articular o requerimento de urgência do meu projeto de lei de Educação, para que Educação Política e Direitos do Cidadão seja componente obrigatório nas escolas. A proposta é incluir essa disciplina na Lei de Diretrizes Básicas, que já trata de algumas matérias que ela considera fundamentais para formação do cidadão. Eu acho que conhecer os seus direitos e o que fazem os nossos representantes políticos são essenciais para a formação do cidadão. Educação é minha maior bandeira nesta Casa. Mas, olha, o resultado foi uma enorme frustração. Falei com os líderes, distribui folder explicando direitinho meu projeto, consegui o apoio de todos eles, mas, quando chegou no plenário, os filósofos educadores dos partidos passaram a ‘buzinar’ no ouvido dos líderes e eles foram orientando ‘não’. E vejam isso: PT e PSDB são adversários políticos, o que um vota a favor, o outro é sempre contra, mas, quando se trata de Educação, os dois caminham juntos. Votaram ‘não’ ao meu requerimento, ou seja, unidos na decisão de não educar politicamente o nosso povo. Eu fico revoltada com isso, sabe. Temos de repensar a Educação e que tipo de cidadãos queremos formar neste País. Queremos jovens que passem nas melhores universidades, mas que desconhecem seus direitos e deveres como cidadãos? Que são obrigados a votar, mas que não sabem com exatidão o que faz cada governante? Como podemos cobrar dessas gerações que votem corretamente se não damos a elas o mínimo de conhecimento para isso? Como podemos responsabilizá-las por atos ilícitos se mal sabem seus deveres como cidadão?

No plenário, muitos deputados foram contra o requerimento de urgência alegando que incluir disciplina nas escolas é de competência do Conselho Nacional de Educação. A minha briga é que, enquanto essa matéria não for tratada como componente obrigatório e inclusa na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da Educação, a gente jamais vai ter a garantia que ela será ensinada. Hoje, a LDB já prevê o ensino da realidade social e política do Brasil, mas ninguém tem essa matéria nas escolas, justamente por ser tratada apenas como conteúdo.

É uma luta muito grande. Eu pedi urgência no plenário porque a Comissão de Educação tem muita gente filosofando e, para mim, Educação tem que ser pragmática, as coisas tem de acontecer, não dá pra ficar falando que há muitas matérias nas escolas. Então, cortem as matérias inúteis e colocam as úteis, que formem o cidadão do amanhã. Enfim, agora é continuar lutando por esse projeto, porque acredito que o futuro do Brasil depende de uma juventude mais politizada, mais ciente de seus direitos. Eu fico triste porque situação e oposição só se unem neste País para ir contra um projeto de Educação, o que é uma pena!

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Colégio de líderes aprovou, mas no plenário deputados votaram contra

Queriam nos matar no ninho

A grande verdade da Reforma Política era acabar com os pequenos e médios partidos, que trouxeram caras novas para o Congresso, com mais de 40% de renovação. Isso incomodou quem já estava lá. O PSDB, mais do que nunca, esteve engajado nessa manobra de nocautear as legendas que foram cacifadas nas urnas. Eu preciso falar isso: apoiei o PSDB, mas estou envergonhada com a atitude do partido, decepcionada. Agressões verbais de vários deputados tucanos dirigidas aos pequenos partidos. Acho que, se querem diminuir o número de partidos, deveriam começar tirando todos que têm envolvimento com corrupção ou com qualquer coisa do tipo. Tenho certeza que sobrariam apenas os pequenos. Sabe, foi uma guerra muito grande mesmo. Eles tinham como objetivo criar uma cláusula de desempenho e acabar com as coligações. No nosso bloco de 18 parlamentares, só um é reeleito. Ou seja, a renovação que o Brasil queria deu-se nos pequenos partidos, porque nos grandes, todos nós sabemos, são sempre os mesmos. E é por isso que eles se rebelaram e queriam nos matar no ninho, mas a habilidade de articulação dos pequenos foi fundamental para desmontar essa manobra. Agora, foi uma vergonha ver o PSDB, um partido pelo qual meu pai foi deputado federal, querendo, efetivamente, fazer uma democracia onde só ele governa, querendo calar a voz das minorias, isso não é democracia. Não poderíamos permitir. Eu fiquei muito decepcionada com esse partido, mas, graças a Deus, nós asseguramos a renovação política no Congresso, como o povo quis e fez acontecer nas urnas. O povo venceu! E na próxima eleição não serão 40% de renovação, serão 80%. É assim que se faz uma democracia!

votacao expectativa