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Podemos no Pará

Fui para o Pará, no lançamento do Podemos, mas mal fiz o check-in no hotel e recebi a notícia que meu pai estava passando mal. Embarquei de madrugada para São Paulo e não pude participar da solenidade do partido, que soube ter sido um sucesso. Estamos viajando o Brasil ao lado do senador Alvaro Dias e dos demais deputados federais da bancada, levando o nosso projeto do Podemos e a pré-candidatura do nosso senador à Presidência da República. A receptividade tem sido estupenda e isso me deixa muito otimista.

Volta em ritmo alucinado

E, encerrado o recesso, já estamos em Brasília, onde a semana promete ser bastante intensa e tensa. Ontem, das 6h até as 20h, fiquei fechada no gabinete escrevendo meu voto em separado da Reforma Política. É aquele sobre a Emenda Lula (ver post do dia 18 de julho), mas tem uma série de outras coisinhas que também não concordo, então, foi um dia muito cansativo, de muito estudo, para embasar bem o meu voto na comissão. Depois, fui à casa da deputada Jozi Araújo (Podemos-AP) pra conversamos sobre campanha presidencial, estratégias e planejamento, enfim, muita coisa pra cuidar. Afe, é muita coisa! E olha que estamos apenas na primeira semana do segundo semestre, que promete fortes emoções.

Recesso? Que recesso?

E terminou o recesso de parlamentar. Ao contrário do que muitos pensam por aí, recesso não é férias, não. É período de muito trabalho! Aproveitei para colocar minha agenda em dia. Tinham muitos pedidos de reuniões e eu não estava dando conta de atender, até porque se passa metade da semana em Brasília. Também estive à frente dos eventos nacionais do nosso Podemos. Como estamos com a pré-candidatura do senador Alvaro Dias à Presidência da República, estivemos no Rio Grande do Norte e no Maranhão, apresentando o nosso projeto e o nosso presidenciável ao povo da região Norte. E, lógico, levei meus filhos a tiracolo, porque seria angustiante a saudade deles nessa maratona de compromissos.

Voto por convicção

Tivemos um dia nesta semana que passou que, realmente, foi muito cansativo, porque tudo aconteceu ao mesmo tempo. Começou com a reunião da Comissão da Reforma Política, na qual eu tinha de estar presente, por ser grande defensora de algumas situações, principalmente em defesa do pluripartidarismo. Ao mesmo tempo, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o deputado de nosso partido havia se manifestado favorável à não admissibilidade do processo contra Temer, indo contra o posicionamento do PODEMOS. Teve toda uma movimentação para que ele saísse da comissão e eu pudesse entrar e declarar o real voto do partido. Fomos o único partido que fez isso, outros trocaram seus membros, mas para votar a favor do presidente. Nós fizemos justamente o contrário.

Gente, fazer essa articulação não é fácil. Os líderes sofrem aqui demais, mas, felizmente, conseguimos maioria para posicionar a bancada. Vejo outros partidos fechando questão, aliás, apanhei muito na época do impeachment da Dilma Rousseff por não adotar essa postura. Eu respeito muito aqueles que são contra a denúncia a Michel Temer por convicção. Tem quem vota porque a denúncia não é consistente, ou porque acha que pode gerar mais instabilidade no país. Eu super apoio essas pessoas, mas desaprovo quem recebeu algo em troca. Isso é péssimo. Uma coisa que deixo muito claro em nosso partido é que os nossos deputados tenham suas convicções e que sejam julgados por seus atos. Eu sempre procuro o convencimento, e não a imposição. E tenho conseguido. Defendo a democracia na sua essência e, felizmente, isso tem dado muito certo.

Seu voto, minha decisão

Defensora da democracia direta, lancei uma ferramenta no site do PODEMOS (https://goo.gl/E9MPEv) onde as pessoas vão decidir o meu voto em plenário, no dia 2 de agosto, sobre o processo contra o presidente Michel Temer. Tenho certeza que quanto mais pessoas participarem desse momento ímpar na política nacional, mais motivaremos outros deputados que façam o mesmo, deixando que o povo decida com a gente os principais assuntos do Brasil.

Espelho da sociedade

O que mais me frustra é que, ouvindo colegas de Parlamento, eles falam muitas verdades. “Renata, não importa o que você vota aqui ou fala aqui. O eleitor quer saber o que você faz lá na base dele. É a intermediação para conseguir uma cadeira de rodas, é o asfalto…” É triste isso, mas é verdade, gente. A mudança do Brasil depende da mudança de cada cidadão. Esse Congresso representa muito o que é a nossa sociedade. Me desculpem a franqueza, mas o eleitor, não todos, quer saber o que político pode dar para ele. Por que têm deputados trocando voto por emenda parlamentar ou cargo no governo? Porque eles sabem que o eleitorado não está preocupado como votam aqui. Na reta final, o que vai importar é o que eles entregaram na base, se conseguiram asfaltar a rua, se chegou não sei o que na UBS. Essa é a verdade! Então, eles terem cargos no governo é importante para que possam viabilizar o que os eleitores esperam deles. Infelizmente, acreditem se quiser, mas é a política no Brasil.

Quando vou debater com um deputado, eu vou na ideologia, vou justamente na defesa de que a população tem o direito de ser ouvida. Mas, quando ouço os argumentos e conhecendo campanha eleitoral como eu conheço, a gente sabe que os parlamentares têm certa razão. Isso é frustrante demais! Nós temos um problema cultural sério. Temos um problema de comportamento social, e o governo também faz parte disso. Uma das propostas do meu partido, o PODEMOS, a qual eu defendo muito, é a democracia direta. Por que? Se a população tivesse o poder de decidir os rumos do país, de decidir o voto junto com seus deputados, obviamente, esse tipo de situação não haveria mais, pois não haveria barganha nos bastidores.

A democracia direta é grande conquista para o Brasil. As pessoas poderem, por meio da tecnologia atual, decidir o país que quer. E não estou sendo radical não, sei que temos um sistema representativo, mas é preciso mais práticas, mais ações de democracia direta, mais participação direta do povo nas principais questões do país.

Congresso reflete a sociedade; a mudança depende do cidadão

Cenas desrespeitosas

A Reforma Trabalhista agora está nas mãos do presidente Michel Temer. O que aconteceu ontem no Senado foi muito triste. A instituição Senado foi desrespeitada e humilhada. Fez-me lembrar das tristes cenas de estádios de futebol ou dos confrontos de manifestantes na rua, com A e B ofendendo-se e agredindo-se mutuamente. Democracia é a arte de dialogar, discutir ideias e propostas, mas o que vimos foi uma bandalheira.

Envergonharam o Brasil. Defendo a Reforma Trabalhista, mas, talvez pelo delicado momento pelo qual atravessa o nosso País, não fosse a época adequada para colocarmos essa e outras reformas em cena. Isso, no entanto, não dá o direito de se desrespeitar e ridicularizar uma instituição. Que mau exemplo foi dado. Volto a insistir: pela delicada situação que atravessamos, não se pode transformar o momento numa guerra de torcidas, numa guerra de poder, de enfrentamento entre esquerda e direita. Isso só aumenta a nossa instabilidade como Nação, a nossa desgovernabilidade. E pior: jogam com o povo, divulgando informações erradas para confundir os brasileiros.

Não vou me alongar muito nessa dicotomia esquerda e direita, até porque não compactuou disso. Meu projeto, assim como do nosso Podemos, é ir em frente. É dividir com o povo decisões, não lados. A Reforma não tira nenhum direito dos trabalhadores! Tira sim a obrigatoriedade da contribuição sindical e, por isso, os sindicatos (que tem um lado político, e não é o lado do povo) estão bravos e transformando o debate em guerra. Respeito os parlamentares que não concordam comigo, respeito o direito de eles falarem sobre isso (não de ocupar uma Casa de Leis e impedir que os trabalhos prossigam), mas ressalto: a Reforma Trabalhista moderniza as relações de trabalho. Muitos brasileiros não trabalham mais sob o regime da CLT. E a proposta aprovada amplia a normatização de várias modalidades que hoje são realidades no Brasil, mas feitas de maneira ilegal e sem qualquer proteção e segurança ao trabalhador.

Senadoras impediram Eunício de Oliveira de ocupar seu lugar na mesa

‘Engole o senador’

Como é difícil abrir mão de hábitos. Senti isso na gravação do vídeo de apresentação do senador Álvaro Dias como o mais novo integrante do nosso Podemos. Sempre me dirigi a ele ou me referi a ele como senador, assim como faço com outras autoridades. É meu costume. Então, tive muita dificuldade em chamá-lo apenas de Álvaro Dias, sem o costumeiro senador. Foram tantas e tantas vezes que foi dita a frase ‘gravando, de novo’ que a orientação de um dos profissionais no estúdio acabou provocando gargalhadas : “Renata, engole o senador”. kkkkkkkk

Bons motivos pra festejar

E terminamos a semana com um jantar em minha casa, reunindo os deputados federais do Podemos e o senador Álvaro Dias, que está vindo para o nosso projeto e que vai ser o nosso candidato a presidente da República. Estávamos justamente comemorando a aprovação no Senado do projeto de autoria dele sobre o fim do foro privilegiado, e que agora teremos uma grande luta na Câmara. Interessante o comportamento da imprensa: noticiou a aprovação da PEC do senador, mas não citou o autor da proposta. Quando é pra criticar, fala o nome, qual partido, a cor do olho, corte de cabelo… Alô, mídia, vamos acordar né?

foro privilegiado senado

 

Independência responsável

Com a chegada de dois senadores, nós, do Podemos, lançamos nota oficial de independência ao governo federal. Só que mal anunciamos isso já começou o falatório de que o partido saiu da base e rompeu com o governo. Não é isso! Gente, independência é independência. Não significa oposição. É importante que fique bem claro, porque sou muito contra ser oposição a tudo. Se o projeto é importante pro País, eu vou votar contra só porque sou oposição? Não, claro que não! Não tem cabimento, acho isso tremenda irresponsabilidade. O que pintar de bom para o País é óbvio que vamos votar a favor. Temos de ter essa postura em qualquer governo. Mesmo sendo um partido considerado pelos outros como sendo da base, a postura independente sempre foi a nossa marca. Nós temos, inclusive, dentro do próprio partido quem é bem oposicionista. Apoiar as coisas boas para o Brasil exige responsabilidade muito grande. E disso não abrimos mão!

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