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Contrariou a Executiva

A semana foi dose. Foram dias sem parar um minuto e, sem tempo até pra falar com o marido, entrei em crise no meu relacionamento (rs). Foram dias muito corridos. Estava muito envolvida em nosso projeto majoritário, percorrendo vários Estados com nosso pré-candidato a presidente da República, senador Alvaro Dias. Quem conhece política sabe que é o líder do partido na Câmara quem cuida da bancada. Quando a gente voltou dessa maratona de compromissos pelo Norte do país, reunimos a bancada num café da manhã. E qual a nossa surpresa? O líder já tinha levado muitos deputados nossos a votarem a favor do presidente, contrariando a recomendação da nossa Executiva de se posicionar contra Temer. Resultado: uma crise muito grande na liderança e o partido dividido. Isso acontece muito em todos os partidos também. Após-votação, a bancada voltou a se reunir e entendeu por bem trocar o líder. E ponto final!

Emenda Lula é absurda

Depois de uma semana muito tensa, fiquei feliz de ter recesso no Congresso. Precisava muito de uma pausa, estava bastante cansada. Peguei minha família e fomos para a cidade onde nasceu meu marido, Gabriel, pra descansar um pouquinho. Nesse meio tempo, tomei conhecimento do relatório do Vicente Cândido, relator da Comissão Infraconstitucional da Reforma Política. Não consegui acompanhar a leitura do documento porque estava justamente na sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), votando sobre o processo contra o Michel Temer, mas tomei o cuidado de pedir obstrução caso houvesse a votação do texto naquele dia, para dar tempo de eu chegar. Então, quando cheguei no Nordeste fiquei sabendo da Emenda Lula. Na mesma hora, telefonei para minha assessoria pra informar que meu voto nessa votação vai ser em separado. Eu já ia mesmo apresentar voto em separado por causa de algumas outras questões. Vai ser um jogo difícil, vou ser muito retaliada, porque votar em separado gera muitas inimizades. Mas não importa, a gente tem é que ter posição firmada. De fato, a Emenda Lula, que impede que candidatos sejam presos até oito meses antes das eleições, é um absurdo. Agora, será que essa posição é somente do relator ou outros partidos também estão envolvidos? Porque, cá entre nós, tem muita gente com problema.

Voto por convicção

Tivemos um dia nesta semana que passou que, realmente, foi muito cansativo, porque tudo aconteceu ao mesmo tempo. Começou com a reunião da Comissão da Reforma Política, na qual eu tinha de estar presente, por ser grande defensora de algumas situações, principalmente em defesa do pluripartidarismo. Ao mesmo tempo, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o deputado de nosso partido havia se manifestado favorável à não admissibilidade do processo contra Temer, indo contra o posicionamento do PODEMOS. Teve toda uma movimentação para que ele saísse da comissão e eu pudesse entrar e declarar o real voto do partido. Fomos o único partido que fez isso, outros trocaram seus membros, mas para votar a favor do presidente. Nós fizemos justamente o contrário.

Gente, fazer essa articulação não é fácil. Os líderes sofrem aqui demais, mas, felizmente, conseguimos maioria para posicionar a bancada. Vejo outros partidos fechando questão, aliás, apanhei muito na época do impeachment da Dilma Rousseff por não adotar essa postura. Eu respeito muito aqueles que são contra a denúncia a Michel Temer por convicção. Tem quem vota porque a denúncia não é consistente, ou porque acha que pode gerar mais instabilidade no país. Eu super apoio essas pessoas, mas desaprovo quem recebeu algo em troca. Isso é péssimo. Uma coisa que deixo muito claro em nosso partido é que os nossos deputados tenham suas convicções e que sejam julgados por seus atos. Eu sempre procuro o convencimento, e não a imposição. E tenho conseguido. Defendo a democracia na sua essência e, felizmente, isso tem dado muito certo.

Seu voto, minha decisão

Defensora da democracia direta, lancei uma ferramenta no site do PODEMOS (https://goo.gl/E9MPEv) onde as pessoas vão decidir o meu voto em plenário, no dia 2 de agosto, sobre o processo contra o presidente Michel Temer. Tenho certeza que quanto mais pessoas participarem desse momento ímpar na política nacional, mais motivaremos outros deputados que façam o mesmo, deixando que o povo decida com a gente os principais assuntos do Brasil.

Independência sempre!

Negociações obscuras ocorreram desde que começou na Casa a tramitação da denúncia contra o presidente Michel Temer por crime de corrupção passiva. Eu sou muito contra isso. Acho que a gente tem que ter uma posição, não trocar por alguma coisa. Eu condeno muito essa política! Eu sempre falo: nós não somos oposição, até porque muitas coisas boas o governo propôs e vai propor. Nós temos de ter independência. Pautas que entendermos serem boas para o país merecem ser apoiadas. Acho que tudo o que se refere a denúncias, impeachment ou outras questões igualmente polêmicas deveriam ser decididas pela população. É o momento de retornar ao povo o seu direito de decidir os rumos do país. Considero inadmissível representantes eleitos fecharem os ouvidos aos eleitores para negociar a questão por troca de emenda parlamentar ou cargo.

Clima deve incendiar

Hoje, o clima em Brasília deve começar a ficar muito quente, pra contrastar com o inverno e com a temperatura morna das semanas anteriores. Logo mais está prevista a apresentação do parecer do deputado Sergio Zveiter (foto), relator da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da denúncia contra o presidente de República. Como todos sabem, Michel Temer foi acusado formalmente pela Procuradoria Geral da República por crime de corrupção passiva, com base nas delações de executivos da empresa JBS. Então, por causa dessas denúncias, o Congresso anda meio parado. Não tivemos uma pauta quente em votação no plenário. Mesmo a Reforma Política, com comissões instaladas e trabalho em andamento, eu, como presidente do colegiado que analisa cláusula de barreira e fim das coligações, sinto um clima estranho, meio bagunçado. Quem vivenciou a gestão Eduardo Cunha, com atividades intensas desde o primeiro dia da atual legislatura, madrugadas e madrugadas de discussões e votações em plenário, estranha-se muito esse atual ritmo moroso na Câmara. Enfim, vamos ver o que nos reservam os próximos dias.

maio 25, 2017 - câmara dos deputados    2 Comentário

Incerteza no ar

Nem bem pus os pés em Brasília e senti o clima pesado e tenso que dominará toda a semana política na Capital brasileira. Posso afirmar que a incerteza paira no ar. A sensação é de navegação em alto mar sem direção, a base está perdida, todo mundo sem saber direito o que vai acontecer. Mas já se fala muito nos bastidores em eleição indireta, com forte inclinação para o Rodrigo Maia.

Ontem, Brasília pegou fogo! De um lado, manifestantes contra o governo; do outro, as Forças Armadas, para conter atos de violência e vandalismo. Desde a semana passada, quando vazaram os áudios entre Michel Temer e o empresário Joesley Batista, a crise governamental aumentou e o presidente tem sido alvo de protestos e pedidos de renúncia. Hoje, aparentemente, a capital federal amanheceu dentro da normalidade. Com a ordem restabelecida, as Forças Armadas deixaram o esquema de prontidão e retornaram às suas bases.

Forças Armadas deixam os prédios públicos e retornam à base

Forças Armadas deixam os prédios públicos e retornam às suas bases

 

 

 

maio 20, 2017 - câmara dos deputados    2 Comentário

Resetando a política

“Que caos, estamos caminhando pro fundo do poço.” Comentários nessa linha têm sido ouvidos pelos quatro cantos do Brasil nos últimos dias, por causa da divulgação de áudio das conversas gravadas entre dono da JBS e o presidente Michel Temer e do empresário com o senador Aécio Neves. Mas não, gente, eu não vejo assim.  Acho até que o Brasil tinha de passar por essa chacoalhada geral.  Sim, é um triste e histórico momento na política nacional, mas que eu considero muito importante. E sabe porquê? Se voltarmos a uma década mais ou menos, o que víamos? Uma geração inerte e afastada da política, que odiava se envolver com política e repudiava quem quisesse falar sobre o assunto em roda de amigos, num bate-papo informal no bar, na escola, onde quer que fosse.

Hoje, a política domina as conversas da nossa juventude. Todo mundo antenado no que anda acontecendo. O Brasil está sendo passado a limpo. As grandes lideranças que se perpetuaram no poder estão caindo ou vão cair. Novos líderes surgirão.

Estamos vivendo uma revolução, talvez muita gente nem perceba isso, porque todos estão perplexos por tudo o que está acontecendo, mas já estamos vivendo essa revolução na prática. Vivendo o desabrochar de uma nova geração. Não existem grandes revoluções sem rupturas. As rupturas são necessárias para um novo amanhã, um novo momento político, com um novo perfil de políticos, uma nova mentalidade, uma nova forma de participação, uma nova forma de chegar ao poder, num sistema democrático mais inclusivo e coletivo, trazendo a população dentro, pra fazer parte disso tudo.

Talvez  tudo o que está acontecendo hoje no País seja muito positivo. Eu prefiro pensar assim, acreditar, de forma otimista e esperançosa, que novos e bons tempos estão chegando. Estamos resetando a política!

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Que legislatura! Isso dá um livro

jbs el clarinIndependentemente de o áudio das denúncias da JBS ter sido divulgado com cortes ou não, se implica ou não o presidente da República, muita gente dentro e fora do Congresso está falando sobre a questão da governabilidade, e que vai ser difícil sustentar o governo. O mesmo ocorreu com Dilma. A situação dela naquele momento do impeachment era de ingovernabilidade irreversível. Hoje, nós temos, de fato, um problema. Está tudo parado! Bolsa de Valores em queda, dólar subindo, muita gente preocupada com o poder e poucos preocupados com o Brasil. Se Temer cair, teremos eleição indireta para a escolha do novo presidente. Isso está na Constituição, mas não há lei regulamentando. Loucura! A única eleição indireta que tivemos foi na época dos militares. Nem a consultoria da Casa sabe como conduzir o processo para a escolha indireta do presidente.

Gente, que legislatura histórica! Eu, que nunca fui vereadora, nem deputada estadual e estou em meu primeiro mandato como deputada federal, já votei um impeachment de presidente da República, talvez possa a vir a votar o segundo impedimento, votei no processo de cassação do mandato de um parlamentar, votei para três presidentes da Câmara, votei reformas e mais reformas. House of Cards, aquela série de TV americana, é fichinha perto da nossa política. Isso dá um livro. Eu vou publicar esse livro!

 

Muita média, pouco resultado

Participei do café da manhã com o presidente Michel Temer e demais parlamentares da base aliada do governo para discutir a Reforma da Previdência, pauta que tem gerado enorme polêmica não só no Congresso como também na sociedade. Temer disse que o País vive um “problema sério” e que a classe política precisa “resistir”, referindo-se às delações na Lava Jato. E, veja só que interessante: o salão estava lotado, quórum alto, mas, terminado o encontro, você ouve muita gente dizendo “Se não tirar policial, eu não voto”, “Se não tirar professor, eu não voto”, “Se não mudar isso, não voto”. É muito quórum pra fazer média, mas pouco resultado efetivo. Essa Reforma da Previdência não vai ser algo fácil de ser aprovado na Câmara Federal.

temer cafe

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