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Números assustadores

reuniao com ministroEsqueci de falar uma coisa para vocês. Semana passada, todos os líderes da Câmara estiveram em uma reunião com o ministro de Cidades, Bruno Araújo. Ele apresentou o raio-x da Pasta que assumiu.  É assustador os números revelados pelo Bruno Araújo. No programa Minha Casa, Minha Vida, este ano, os compromissos empenhados são de R$ 16,18 bilhões, mas o limite do orçamento é de R$ 6,92 bilhões; em Saneamento, os compromissos giram em torno de R$ 17,04 bilhões, só que os recursos assegurados para a área neste 2016 são de R$ 44 milhões. Para vocês terem uma ideia do que estou falando, todos os contratos assinados do Programa Minha Casa, Minha Vida demorarão 40 anos para serem quitados, ou seja, extrapolaram, e muito, o orçamento do Ministério de Cidades. O que eu senti é que ocorreram muitos atos irresponsáveis e agora o governo em exercício pagará um preço muito alto por isso, sendo obrigado a tomar medidas impopulares para sanar esse problema. Não existe orçamento fictício, não se pode assinar nada sem ter recursos assegurados. Infelizmente, isso aconteceu e agora todos estão empenhados para sair desse buraco.

 

 

 

maio 23, 2016 - câmara dos deputados    7 Comentário

Líder de bancada

Gente, apesar da rotina extenuante, dos dias intensos e corridos, da falta de tempo de curtir mais minha família e, principalmente, meus filhos, não posso me queixar destes primeiros 15 meses de mandato como deputada federal. Mesmo estreante na política, exercendo minha primeira missão eletiva, tenho conquistado vitórias que jamais poderia supor que viessem em tão pouco tempo. Dezenove projetos protocolados, três aprovados, relatorias de importantes projetos de lei, titularidade em comissões permanentes e especiais altamente significativas na Câmara, fora o aprendizado contínuo, que já me proporcionam traquejo e segurança para tomar a frente nas articulações de bastidores para que as questões que defendo, como por exemplo a Internet Livre, venham a ser aprovadas na Casa. Sempre falei aqui para vocês que quem mais trabalha no Congresso é quem pouco aparece na TV, porque é nos bastidores que se batalha, convencendo colegas, captando adesões para que uma proposta, que é totalmente favorável à população, seja aprovada. E, por estar sempre nessa batalha, ainda mais agora quando estamos finalizando um movimento para trazer a população para dentro do poder, foi que conseguimos atrair para o nosso partido deputados que compactuam desse plano. Hoje nossa bancada conta com 13 parlamentares. Já poderia me sentir realizada com todas essas conquistas, só que a vida costuma sempre me surpreender. E a mais recente alegria aconteceu na semana passada: fui escolhida para ser líder da bancada. Honrada demais pela escolha, vocês nem imaginam quanto. Uma indicação que só me estimula a prosseguir nesse caminho que abracei lá trás quando, cansada de só reclamar da política, resolvi abraçar essa missão e contribuir para mudar o cenário que atravessamos, com garra, determinação e foco. Para que vocês saibam o que significa ser líder de bancada, ele é parte essencial do processo legislativo. Compete ao escolhido nortear a discussão e a votação de propostas, expressar a opinião do grupo que representa e definir, junto com os demais líderes, a pauta de votações do plenário. Responsabilidade aumentou, né gente? Muito trabalho pela frente, mas estou muito feliz, feliz mesmo.

reuniao da base de apoio

Participando da reunião dos líderes da base de apoio ao governo

 

maio 13, 2016 - câmara dos deputados    3 Comentário

Aprendendo a apanhar

Depois daqueles ataques sofridos pelas redes sociais, quando a admissibilidade do impeachment ainda estava na Comissão Especial e espalharam que eu era contra o impedimento, conversei muito com minha equipe, que falou uma grande verdade. Sou uma pessoa pública e tenho de aprender a apanhar, porque, independentemente da decisão que eu tomar, sempre haverá quem irá discordar. De fato, não existe um projeto de lei que receberá unanimidade popular. Sempre haverá pessoas a favor e pessoas contra. O caminho que eu decidir, vou apanhar de um dos lados. Isso é normal, faz parte, o problema é que as pessoas não estão sabendo respeitar quem pensa diferente delas. E os ataques, muitas vezes, têm sido absurdos, tipo vagabunda, bandida. Gente, precisamos muito repensar nossa forma de agir. Neste blog, tenho tido o cuidado de sempre dar a maior transparência naquilo que penso. A minha preocupação com essa ferramenta é ser a mais clara possível sobre meus atos e minhas posições. Nem sempre vocês irão concordar comigo, e não é esse mesmo o intuito, pelo contrário, este espaço é para registrar o meu ponto de vista e também o ponto de vista de vocês. E eu respeito muito isso. A nossa missão é sempre debater, discutir. Eu gosto muito dessa interação, de receber críticas construtivas, que agregam. Debates inteligentes, com conteúdo, só proporcionam ganhos para todos nós, não é mesmo? Agora, quando a crítica é pessoal, com ofensas e ataques adjetivados, eu não aceito mesmo.

maio 10, 2016 - câmara dos deputados    7 Comentário

Soberania duramente golpeada

A semana começou explosiva em Brasília. E fomos todos nós, parlamentares e população, duramente atingidos por um ato monocrático do deputado Waldir Maranhão, presidente interino da Câmara, que anulou a decisão soberana do plenário da Casa, tomada democraticamente por 367 parlamentares na sessão histórica do dia 17 de abril. Não podemos nos curvar a um capricho, a uma manobra que se opõe ao que o colegiado da Câmara decidiu. Maranhão, em sua decisão individual, sem consultar a mesa diretora e tampouco o plenário, desrespeitou seus colegas. Seguimos a Constituição, seguimos os trâmites determinados pelo STF. Cumprimos com a nossa obrigação de representantes do povo, legitimamente escolhidos pelos eleitores e que assim quiseram que votássemos, a favor da admissibilidade do impeachment. Argumentar que não poderia ter tido orientação de líder e tampouco orientação de bancada é fazer pouco caso da existência dos partidos. Então, pra que servem os partidos, minha gente? Pra que servem os líderes, os blocos parlamentares? Pela argumentação de Waldir Maranhão, é cada um por si. Imaginem uma reunião de líderes, então? Se não pode ter orientação de bancada ou orientação de liderança, passaremos a ter 513 deputados fechados na sala de líderes para deliberar a pauta de votação, a Ordem do Dia em plenário? Como assim, deputado Maranhão? Sinceramente, é pra ficar cada vez mais chocada com o que tem acontecido aqui em Brasília do ponto de vista institucional. Lamento e repudio o ato do presidente interino da Câmara, que, mesmo tendo voltado atrás 12 horas depois de tomar sua decisão, tumultuou o Congresso e afetou bruscamente a economia do Brasil, com a disparada do dólar e a queda na Bolsa de Valores. Infelizmente, isso ocorre num momento em que temos 11 milhões de desempregados e o País está literalmente parado, assistindo agora a essa decisão monocrática, que desrespeitou os 512 deputados, os 81 senadores e, principalmente, uma Nação inteira, a maior vítima dessa crise política que está levando o Brasil cada vez mais para o buraco.

abr 17, 2016 - Sem categoria    2 Comentário

Sim, pelo Brasil!

renata orientacaoAcabo de fazer a orientação de bancada nessa sessão histórica na Câmara. Estava muito emocionada, admito, pela importante e inesquecível  participação neste momento, quando estamos decidindo o futuro do Brasil. E a posição do PTN, que é leal a seu povo, aos brasileiros, não poderia ter sido diferente do clamor desta Nação: SIM ao impeachment!

Virando o placar pra valer

Acabo de participar de uma entrevista coletiva, no salão verde da Câmara, onde anunciamos a aliança entre PTN, PHS, PSL, Pros e PEN. Juntos, somos 30 deputados federais, 26 favoráveis ao impeachment. Até domingo, esse número pode subir ainda mais. Tenho comigo a sensação que esses votos, provavelmente, decidirão o processo na Câmara tão almejado pelo povo brasileiro. Na conversa com os jornalistas, fiz questão de deixar bem claro que nosso grupo representa o povo e a ele deve lealdade. Não buscamos decidir por um Brasil vermelho ou azul, de direita ou de esquerda, do Norte ou do Sul. Nossa missão é maior. Queremos devolver à população o poder e a esperança, e que juntos nós podemos decidir por um Brasil ainda melhor!

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Entrevista coletiva no salão verde da Câmara: aliança de cinco partidos

Até o último minuto

Agora é pra valer! O parecer do relator da Comissão Especial, Jovair Arantes, vai ser lido hoje no plenário da Câmara. Para que o processo siga em frente, ou seja, chegue no Senado, que é a Casa que vai votar o impedimento de Dilma, são necessários 2/3 dos votos favoráveis ao encaminhamento. Se isso não ocorrer, a ação é arquivada. Amanhã, o documento do relator será publicado no jornal da Câmara e na sexta-feira começam as sessões. A previsão é que teremos três sessões na sexta, três no sábado e uma no domingo, quando, então, haverá a votação, que vai ser nominal. Ainda não está definido se a chamada será por ordem alfabética ou por região, podendo começar pela Sul ou pela Nordeste. Esses e outros detalhes serão definidos daqui a pouco, na reunião de líderes partidários com o presidente Eduardo Cunha. Muitos estão me questionando o voto do PTN na Comissão Especial. Jamais escondi de vocês que o partido estava dividido. E não só o nosso. Várias legendas encontram-se na mesma situação, mas, ao contrário delas, que na Comissão Especial optaram por anunciar a liberação da bancada, nós preferimos agir da forma mais transparente possível, anunciando o nome de cada deputado que vai votar em plenário a favor do impeachment de Dilma. Eu, como tenho dito há meses, vou votar sim. E até o último minuto antes da votação no domingo não desistirei do trabalho de convencer cada deputado contrário, independentemente de partido,  a fazer o mesmo, embora, como rege a democracia, cada um deve decidir conforme a sua consciência, responsabilizando-se por seus atos. Eu fechei com o povo e não abro mão disso!

House of Cards brasileiro

Juro que começo a entender quando as pessoas me diziam, lá trás, que estava entrando num ninho de cobra. Eu não paro de pensar uma coisa: quem está plantando essas notícias falsas a meu respeito, dizendo que estou indecisa e negociando ministério com o Lula? E com qual intuito faz isso? Eu sou muito transparente, falo o que eu penso. Sei lá, acho que estão se aproveitando da minha ingenuidade para espalhar tantas mentiras e boatos a meu respeito. Realmente, isso aqui é a versão brasileira de House Of Cards, aquela série televisiva que relata a jornada de um político americano, que não mede meios para manter-se no topo da cadeia de poder dos Estados Unidos (aliás, recomendo muito).

house

Piada de mau gosto!

É brincadeira o que está acontecendo. Se já não bastassem as notícias veiculadas em parte da mídia, que eu estava indecisa quanto ao meu voto no processo de impeachment, hoje me deparo com mais uma piada de mau gosto: que me encontrei com o Lula e que ele ofereceu o ministério do Turismo ou dos Esportes para me posicionar a favor do governo. Vergonhoso, viu! Eu não me encontrei com o Lula nem com qualquer integrante do governo. Que mais vão inventar envolvendo meu nome, hein? Incrível isso! Quantas e quantas vezes terei de anunciar que meu voto é a favor do impeachment? De onde eles tiram tamanha criatividade para fantasiar e bolar notícias tão falsas? Eles devem pensar que o povo é bobo, que não sabe somar 2 com 2. Se sou a favor do impeachment, como poderia estar negociando cargo, gente? Nossa, não aguento mais! Parte da mídia deve estar perdendo sua capacidade de informar fatos. Só pode ser isso, porque assunto tem aos montes, não precisa inventar!

falso

Votei contra mais armas

armasTodos vocês sabem que eu sou contra armas, contra armar quem não é policial. Já expus anteriormente aqui esse meu ponto de vista. Sei que várias pessoas pensam diferente, respeito as opiniões de todos, mas gosto de divulgar para vocês meu posicionamento, minhas considerações, o meu voto. Sendo assim, ontem, na sessão em plenário que se estendeu até as 23h30, votei contra a proposta do governo que permitia porte de armas de propriedade particular para servidores da carreira de auditoria da Receita Federal, oficiais de Justiça, peritos criminais, auditores fiscais do Trabalho e fiscais federais agropecuários. Segundo o texto, as mudanças, se aprovadas, seriam feitas no Estatuto do Desarmamento, que já concede porte de armas, inclusive fora do serviço, para algumas categorias do funcionalismo público, como guardas municipais e agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A justificativa era que esses servidores, quando em serviço, frequentemente se deparam com atividades criminosas. Até acho que isso ocorre mesmo, mas entendo que em situações desse tipo o servidor tem de pedir escolta policial ou acionar a Polícia, que é a corporação preparada para isso. Além de mim, mais 244 colegas votaram contra o texto. O dispositivo, aliás, estava inserido na MP (Medida Provisória) 693/15, que propunha também várias desonerações tributárias federais concedidas a equipamentos e materiais destinados às Olimpíadas e às Paraolimpíadas de 2016, às distribuidoras de energia elétrica responsáveis pelo suprimento temporário de energia nas áreas dos jogos. Todos esses outros itens foram aprovados e agora a matéria será votada pelo Senado.

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