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A 200 km por hora!

correriaTerminado o pequeno período de férias, já entrei de cabeça no trabalho. Milhares de pedidos de agenda e, por onde passo, ouço ‘você me abandonou’, inclusive da minha mãe e do meu pai, não pensem que é só a base e o eleitor, não. Se ainda estivesse trancada em casa, no bem bom, tudo ok ouvir isso, mas quando o retorno se dá já num ritmo de 200 km/h…  Não estou dando conta de tantos compromissos (rs). Fora isso, estamos aproveitando este início de ano para tocar as reuniões de planejamento e reposicionamento partidário. Tem muita coisa pra fazer, desde a chapa para 2018 e as ações de democracia direta. Como vocês sabem, o nosso partido passa a ter essa bandeira, conjuntamente com transparência e participação popular, ou seja, o povo vai decidir com a gente as principais questões em votação no Congresso, porque juntos podemos construir um novo Brasil.

Um novo conceito na política

podemos-lancamento-oficial-10dezembroDois anos debruçados em livros, em pesquisas, ouvindo muita gente, argumentando outro tanto. Debatendo muito. Nas últimas semanas, então, foram noites e noites sem dormir, sentados em torno de uma mesa, com muitas doses de café pra manter os olhos abertos, alinhando cada item, cada tópico, cada ação. O projeto está pronto! Com atualização do nome do partido, do conceito e do programa político. Ufa, foi tenso, cansativo, mas muito satisfatório. O resultado desse esforço e do empenho de universitários, advogados, cientistas políticos, publicitários, políticos, filiados e simpatizantes desse movimento e tantos outros colaboradores é o novo caminho para a democracia brasileira, onde o povo é o protagonista. O PTN muda de nome, passa a ser Podemos, um partido movimento que, por meio de ações práticas, abre o leque de participação do cidadão nas decisões deste país, hoje limitado a opinar apenas nos pleitos eleitorais, de 2 em 2 anos. O Podemos é a resposta à sociedade que vive em um mundo conectado, mas com uma política estagnada que não a escuta. No Podemos, por exemplo, a população terá voz ativa, orientando a nossa bancada federal como votar nas principais questões em discussão no Parlamento. Segunda-feira, em Brasília, realizamos a nossa pré-convenção, com a participação de nossos deputados federais e estaduais de todo o Brasil, prefeitos eleitos, presidente estaduais do PTN e delegados regionais. No próximo dia 10, no Centro de Convenções Anhembi, em São Paulo, a partir das 14h, faremos o lançamento oficial do Podemos, movimento político calcado em democracia direta, transparência e participação e que vai dividir as decisões com a população, num coletivo de construção de um novo país. Estão todos convidados para o lançamento do Podemos, conhecer essa proposta inovadora e participar desse momento histórico para a política nacional. Juntos Podemos Mudar o Brasil!

Por um Brasil melhor!

brasilSemana passada, não tivemos sessões na Câmara, mas não pensem que por não haver trabalhos em Brasília não estivemos trabalhando. Em São Paulo, nossa base eleitoral, a agenda de compromissos esteve bem carregada, com muitas reuniões, principalmente, definindo a pauta da Convenção Nacional do partido, que vai acontecer no próximo mês. Como vocês já sabem, tenho compartilhado bastante isso aqui, estamos fazendo muitos estudos e pesquisas sobre a insatisfação popular em relação à representatividade política, que nos leva a repensar como partido político e como cidadãos. Na nossa convenção, faremos a apresentação de um novo sistema político para o país. Sei que seremos criticados, haverá quem buscará pelo em ovo para tentar desmerecer essa nossa iniciativa, mas estou bem otimista. Estamos preparados para fazer um trabalho muito intenso nas redes sociais, trazendo os jovens e a sociedade não só para serem ouvidos, mas para decidirem conosco as principais questões do Brasil. Será algo bem inovador, e, por ser inovador, sabemos que sofreremos resistência, principalmente daqueles que se limitam apenas a protestar, em vez de somar nessa empreitada de redemocratizar a democracia. Estaremos criando canais de comunicação para que o cidadão possa governar com a gente, assumindo seu papel de participante atuante deste país. O Brasil precisa do esforço de cada um de nós para substituirmos esse sistema político estático e estagnado, onde uma minoria decide pela maioria, por um sistema dinâmico, próspero, evolutivo e progressivo. Só uma democracia em evolução, construída coletivamente, resultará na Nação que tanto queremos. É assim que faremos, com muita gente opinando, se posicionando, se manifestando, numa coletividade em torno de um bem maior para todos nós: o reconhecimento que o Brasil pode mais. Juntos, Podemos ter um Brasil melhor!

Renovação pegou

Estou mergulhada na campanha eleitoral à Prefeitura de Osasco, que tem o nosso candidato Rogério Lins liderando o segundo turno. E, felizmente, essa onda de renovação política pegou nestas eleições municipais. Exemplo disso foi a vitória de João Dória, no primeiro turno, para prefeito de São Paulo. É impressionante o número de caras novas eleitas em todas as cidades, tanto nas prefeituras quanto nas câmaras dos vereadores. Em Osasco, o Rogério é um exemplo disso. Ele tem 38 anos, vereador por dois mandatos, foi o candidato mais votado na cidade para deputado federal e, agora, está lutando contra tudo e contra todos. O povo de lá também está cansado dos mesmos de sempre e demonstra que vai dar oportunidade para político novo. O Rogério tem grande chance de ganhar. Muita gente não acreditava na candidatura dele, e isso tem sido o mais gostoso desta campanha. A minha campanha para a deputada foi assim e a do Rogério está sendo igual. Até o primeiro turno, todas as pesquisas o colocavam em terceiro lugar, mas no dia da votação ele saltou pra primeiro. É muito boa essa renovação política, com muitos jovens eleitos prefeitos e vereadores. Isso é fundamental, porque eles vão atrair a juventude para dentro da política. Afinal, são os jovens que vão comandar esse País em breve, certo?

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João Dória e Rogério Lins fazem parte da renovação política

Explodindo de felicidade

Nossa, amigos, preciso dividir com vocês a minha alegria com o resultado das eleições municipais. Estou explodindo de felicidade porque o meu PTN fez bonito, muito bonito mesmo em todo o Brasil. Não foi fácil, todos trabalharam muito, se empenharam dia e noite para levar nossas propostas diretamente ao eleitor. E o resultado foi maravilhoso. Vocês sabem qual o partido que mais cresceu das eleições municipais de 2012 para agora? O PTN. Um salto de 150%, de 12 prefeituras que conquistamos há 4 anos para 30 prefeitos agora, totalizando 667.627 votos. E podemos subir ainda mais. Elegemos também 763 vereadores no Brasil, com total de 2.189.445 votos. Para um partido que ingressou em 2015 na Câmara dos Deputados com quatro parlamentares e, um ano depois, já tinha 13, o resultado destas eleições municipais comprovam que estamos no caminho certo, com nossa política transparente, participativa e em defesa da democracia direta. Só em São Paulo elegemos dois prefeitos, Igor Soares (com 66,39% dos votos válidos) em Itapevi e Professor Juliano Brito Bertolini (62,03% dos votos válidos), em Dracena. Vencemos também o primeiro turno em Osasco, com o Rogério Lins, vereador por dois mandatos, e estamos bem perto de conquistar a Prefeitura desta cidade, que é a maior da região Oeste da Grande São Paulo, com 700 mil habitantes e tem o 9º PIB do País. Vamos ainda disputar o segundo turno em Duque de Caxias (RJ), com o Dica. Também elegemos o Dr. Milton Ferreira (com 20.739 votos) vereador em São Paulo. Fizemos vereadores também em BH, Manaus, RJ, Salvador, Goiânia, Curitiba, Fortaleza, Manaus e Natal.

Fantástico! Números que me dão a certeza que o nosso projeto conquista a cada dia mais e mais adeptos, que aprovam a nossa maneira de fazer política, com o avanço da democracia e dividindo as principais questões do Brasil com a população, devolvendo a ela o seu direito de participar e opinar.

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Igor Soares venceu a eleição para prefeito em Itapevi

A realidade de perto

Estou em ritmo alucinado de agenda eleitoral. Como teremos dentro de duas semanas as eleições municipais, os deputados federais estão em suas bases estaduais para apoiar seus candidatos a vereador e a prefeito. Seus eleitores pedem essa presença. E eu gosto de estar no corpo a corpo, de estar perto dos meus candidatos, participando da divulgação de suas propostas junto à população. Quem acompanha meu Facebook sabe dos meus deslocamentos de campanha. No fim de semana estive em São José do Rio Preto, passando por Nova Granada e Onda Verde, hoje fui para Palestina, Santa Fé do Sul e por aí vai. É uma cidade atrás da outra. O interessante dessa maratona de compromissos é que a gente vê muita coisa, aprende muita coisa. É muito importante ter essa noção da realidade de cada povo, de cada município. Recentemente, fiz agenda com uma candidata nossa à Câmara de São Paulo, a Samantha Constanza, que defende a causa animal. Fomos no Centro de Zoonoses de Santana, na Capital paulista. Ali, ouvindo as pessoas falarem, tive ‘ene’ ideias de projetos em defesa dos animais. Projetos maravilhosos. Já me deparei com inúmeras outras propostas, para transporte escolar, deficientes físicos e canalização de córregos, este por meio de emenda parlamentar. É tanta coisa que o nosso Brasil precisa, que nossas cidades precisam, que profissionais das mais variadas categorias precisam. E a gente só toma conhecimento disso quando sai do gabinete. Está sendo muito proveitoso estar nessas atividades eleitorais, embora seja bem cansativo, sem tempo pra nada. Agora mesmo vou ficar quatro dias sem ver meus filhos, mas é muito gratificante conhecer o real de nosso Estado, de nossos municípios, de nossa gente. Acho que todo mundo deveria passar por essa experiência, vendo de perto a nossa realidade.

Participando da campanha eleitoral na cidade de Palestina, Interior de SP

A cassação de Cunha

Ontem foi mais um dia para entrar nos anais da história do Congresso. Queira Deus que não venhamos a nos arrepender da decisão tomada. Tinha muitos motivos para me ausentar de Brasília: pai hospitalizado e último dia de substituição de candidatos para as eleições municipais, e, sendo eu presidente do partido, não foi fácil, mas vim para o Congresso, porque, como representante do povo de São Paulo, tinha de estar aqui. Todos já sabem o resultado da sessão, mas tenho de compartilhar com vocês como me sinto. Esse é o objetivo deste blog, ser transparente. Votei pela cassação do Eduardo Cunha. Como defensora da democracia direta, sou a voz dos meus eleitores, do meu povo na Câmara.

Não posso esconder de vocês o clima de funeral por aqui. Foram 450 votos pela cassação, mas, olha, grande parte dessa maioria, no íntimo, não queria isso. Até porque, tirando a oposição, com sangue nos olhos por causa do impeachment de Dilma, os demais deputados não podem negar a grandeza de Cunha à frente da Casa. Ele teve peito para enfrentar questões polêmicas que há anos vinham sendo engavetadas pelos governos do PT, como reforma política, maioridade penal, terceirização. Democracia não é engavetar, mas discutir. Um homem que conhece tim tim por tim tim todo o Regimento Interno da Câmara, não foi à toa que chegou à presidência da Câmara. Em sua gestão, votou-se em quatro meses o que não se votou em 4 anos na última legislatura. Além de dar autonomia ao Legislativo, colocou pra votação projetos de parlamentares, proporcionando visibilidade política aos deputados. Antigamente, só se votavam coisas do Executivo, propostas da Presidência da República. Muitos de vocês podem dizer que eu não poderia fazer essa análise comparativa, já que sou deputada em primeiro mandato, mas acontece que o Congresso sempre esteve presente em minha vida, já que sou de família de políticos, meu pai foi deputado federal por dois mandatos e meu tio Dorival também foi parlamentar, portanto, há décadas acompanho de perto o cotidiano da política nacional e posso, sim, dizer, que Eduardo Cunha foi um dos melhores presidentes da Câmara.

Enfim, Cunha foi cassado por uma ‘mentira’ dita na CPI do Petrolão, onde ele compareceu por iniciativa própria, sem ter sido convocado. Ah, mas têm as denúncias que tramitam na Justiça. Isso mesmo, tramitam na Justiça, não há condenação na esfera judicial. Eu, que me formei advogada, aprendi que ‘dúbio, pró réu’, ou seja, enquanto não houver condenação, a pessoa é inocente. Olhem o caso do Celso Russomanno. Imaginem se tivessem cassado o mandato dele: foi condenado em primeira instância judicial por peculato e depois absolvido pelo Supremo. Minha preocupação é justamente essa, condenou-se em plenário uma pessoa que não foi condenada pela Justiça.

Na verdade, todos nós sabemos que Eduardo Cunha não foi cassado pela ‘mentira’ na CPI. Foi pelo conjunto da obra, ele passou de herói a bandido. O pedido de impeachment que acatou estava bem fundamentado juridicamente. Cunha não tinha argumentos para indeferir a ação. Eu, que moro em São Paulo, testemunhei a quase unânime do desejo popular pelo impedimento da presidente Dilma, que passou a denominá-lo de ‘Meu Malvado Favorito’.

Bom, independentemente de minhas dúvidas, que sempre compartilho aqui, eu tenho uma grande bandeira, que é a democracia direta, sou representante do povo e divido com ele minhas decisões. Tenho minha conduta, que é votar de acordo com o que o povo quer, e a maioria era a favor da cassação. Nesse caso, meu voto foi em concordância com a opinião pública, pela cassação. Gosto de expor aqui minha visão, minhas dúvidas, minhas dificuldades. Mas, não quero que ninguém concorde comigo simplesmente por concordar, quero que saibam o que eu penso, isso faz parte da democracia. Não é pensar igual, mas respeitar quem pensa diferente.

Se o Cunha for condenado pela Justiça, que seja preso, que cumpra pena na cadeia, mas, no íntimo, bem íntimo mesmo, torço para que gente não tenha cometido uma injustiça no Parlamento. Às vezes, a gente condena e o tempo nos prova o contrário. Pior do que deixar um bandido solto é deixar um inocente na cadeia. Tomara que não tenhamos cometido uma injustiça. Que Deus nos dê sabedoria para comandarmos da melhor forma possível o dia a dia e o futuro de nosso País!

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Salário de político congelado

A crise é fato, o Brasil tem pressa e todos nós temos de fazer a nossa parte. salario congelado 1Pesquisa realizada pela Ipsos mostra que 88% dos brasileiros acreditam que a melhor maneira de controlar as contas públicas é cortar gastos. O Congresso aprovou nesta semana o texto-base da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017, que prevê um rombo de R$ 139 bilhões. R$ 139 BILHÕES! Isso é penúria econômica e fiscal. Temos de sair dessa situação. A aprovação da PEC do teto para os gastos públicos é importantíssima, mas apenas isso não vai arrumar a nossa casa. Se faz urgência urgentíssima a revisão dos cargos comissionados em todos os poderes, um enxugamento que servirá de exemplo para a população, que sente na pele e na mesa, com menos alimentos, o peso da inflação e do desemprego galopante. Não é hora de reajustes salariais. Aumento sempre é bom, mas é completamente incompatível com o momento no qual atravessa o país. Em tempos de arrocho, todos têm de contribuir, inclusive os parlamentos e os governos. Concordo plenamente com um leitor do meu blog, o Wellington, ao afirmar que ‘se existe corte de gastos da população e dos empresários, todos em Brasília, sem exceção, deveriam observar essa situação que estamos passando’. Assim como ele sugere, proponho o congelamento dos salários e gastos extras dos políticos em mandato até que o Brasil saía da UTI. Somos representantes de nossa gente, temos de estar ao lado dos brasileiros, trabalhadores e empresários, também apertando o nosso cinto. Não se pode submeter apenas um lado ao ‘aperto econômico e fiscal’. Todos, sem exceção, temos de dar a nossa contribuição, num tratamento de choque para evitar um remédio bem mais amargo, duro de engolir, que é a ameaça da CPMF ou outro imposto, para tirar o Brasil do buraco.

Nem governo, nem oposição

As coisas estão caminhando lentamente em Brasília. Mas vão esquentar na virada do mês, assim que terminar o processo de impeachment de Dilma Rousseff e o governo interino, ao que tudo indica, se tornar, de fato, governo empossado.  Além do pacote anticorrupção (que falei em post anterior), outros assuntos entrarão em pauta. Um deles é a PEC 241, que limita os gastos públicos por 20 anos corrigidos até o limite dado pela inflação do ano anterior. Após a admissibilidade da proposta ter sido aprovada no começo do mês na CCJ, expectativa agora é que a Comissão Especial vote o relatório do deputado Darcísio Perondi na primeira semana de setembro e o assunto entre em votação no plenário na terceira semana de outubro. Acontece que tem gente contestando a PEC, sob o pretexto de que vai retirar dinheiro da Saúde e da Educação. Só que o texto da proposta não diz nada disso. Lá está escrito que ‘não partirá do Poder Executivo a determinação de quais gastos e programas deverão ser contidos no âmbito da elaboração orçamentária. O Executivo está propondo o limite total para cada Poder ou órgão autônomo, cabendo ao Congresso discutir esse limite. Uma vez aprovada a nova regra, caberá à sociedade, através de seus parlamentares, alocar os recursos entre os diversos programas públicos, respeitado o teto de gastos. Vale lembrar que o descontrole fiscal a que chegamos não é problema de um único Poder, Ministério ou partido político. É um problema do país! E todo o país terá que colaborar para solucioná-lo’. Então, como costumo dizer, não podemos ser oposição nem governo. Neste momento crítico no qual se encontra o Brasil, com sério problema de caixa, é obrigação de todo representante do povo ser transparente, passar a informação verdadeira e trabalhar para os brasileiros. Mais do que nunca é a hora de mostrar que ouvimos as ruas e representamos quem nos elege. Penso que a informação tem de ser compartilhada. E nesta hora, precisamos não ser esquerda nem direita, e sim mais Brasil!

ccj pec 241

No começo deste mês, a CCJ aprovou a admissibilidade da PEC 241

 

Disputa desproporcional na TV

Outra coisa que quero compartilhar com vocês é sobre a Reforma Política, tão criticada por muita gente. A Reforma proibiu o financiamento privado da campanha, mas eu tenho achado bom o resultado prático disso, porque, com menos dinheiro, as pessoas vão ter de fazer política diferente. Essas eleições municipais serão as eleições de transição, vai ter muito trabalho, vai ter corpo a corpo intenso, trazendo não apenas um folheto, mas ideias e propostas para discutir diretamente com a população. O lado ruim desse financiamento proibido é que aqueles que já estão com a máquina administrativa na mão saem muito na frente nessa corrida eleitoral. O mesmo acontecerá com a distribuição proporcional de tempo na TV. hoario eleitoralEm São Paulo, por exemplo, enquanto um candidato a prefeito terá 15 ou 18 minutos de televisão, um outro terá apenas 1 ou 2 minutos. Isso é um absurdo, uma desproporcionalidade que muda completamente uma eleição, pois favorece os grandes partidos, com grandes máquinas por trás. Só pra exemplificar, o líder das pesquisas eleitorais tem apenas 2 minutos de TV, enquanto o quarto colocado tem 18, quadro que deve ser reverter assim que começar o horário eleitoral gratuito. É um desequilíbrio eleitoral e econômico muito grande. Isso deveria ser repensado, porque nós somos influenciados pela mídia, influenciados por esse tempo de exposição eleitoral na televisão. No momento em que o Brasil pede mudanças, pede renovação política, se não dermos o mesmo espaço a todos fica difícil ter um sistema político mais democrático, mais transparente e mais participativo.

 

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