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Feriado nas comunidades

Feriado prolongado! Folga? Nada disso, amanhã é 12 de outubro, Dia das Crianças. E estaremos nas comunidades levando brinquedos e diversão para a criançada. Eu tenho um trabalho social muito intenso, me dedico a ele desde a infância, quando meus pais, Cristina e José de Abreu, fundaram o CTN (Centro de Tradições Nordestinas), que, além da preservação dos costumes do povo do Nordeste, promove ações sociais nos núcleos habitacionais de São Paulo, dando assistência aos pais e aos filhos. A garotada recebe reforço escolar, atividade esportiva e alimentação no próprio CTN, por meio do nosso projeto Vila Social CTN (foto). Amo essa atividade, que envolve grupo de voluntários, todos mobilizados a dar o melhor de si para amenizar as adversidades da vida de seus semelhantes. Vocês não imaginam o quanto é revigorante esse contato com a garotada, essa troca de energia. O único porém é ficar distante de meus filhos. Vou tentar concentrar agenda num só dia para ficar com eles nos outros.

 

Nada bom, nada bem!

Semana passada foi muito difícil para mim. Peguei uma gripe daquelas, meu pai, Zé de Abreu, foi para o hospital e teve de ser submetido a cirurgia de emergência, bancada parlamentar em conflito, articulações pendentes e a Reforma Política rolando sob enorme pressão. Não estava nada bom e eu não estava nada bem. Minha vontade era largar tudo, e acabei fazendo um pouco isso. Não atendi quase ninguém, deixei meu celular com a assessoria e regressei de Brasília direto para a missa, rezar. Acho que estava distante da minha espiritualidade, muita coisa dando errado. Cancelei minhas agendas do final de semana para ficar com meu pai no hospital e com minha família. Dificilmente tenho crises de estresse, mas desta vez, veio com tudo, e a equipe inteira teve de aguentar meu super mau humor (rs).

Pressão de todos os lados

Como escrevi no post anterior, haverá recesso parlamentar sim, até porque os deputados estão esgotados física e mentalmente. Gente, vocês não têm ideia de como a pressão é muito grande no Congresso. Meu pai, José de Abreu, que foi deputado federal há 12 anos, infartou dentro da Câmara, por causa das pressões. Não é fácil, é algo muito desgastante e estressante. Chega esta época do ano, a gente não aguenta mais. É pressão de todos os lados. É a base política quer que você esteja presente, é o eleitor que reclama sua presença no bairro ou na comunidade, são pedidos de tudo quanto é tipo, ainda mais nesta crise econômica que o Brasil atravessa. É pressão do governo, da oposição. Agora, com a aprovação da janela de transferência de partido, é o medo de perder deputado, é o esforço para captar deputado. Cada dia é uma agonia nesta Casa. É emenda que não sai, aí você tem de brigar no Planalto, porque as cidades estão pedindo recursos, pois contam com essa ajuda financeira, esperam por ela. É esgotante mesmo!

PTN, 70 anos de história

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Sessão solene na Câmara Federal em homenagem ao aniversário do PTN

Super feliz com a sessão solene em homenagem aos 70 anos do nosso PTN, um partido presente nos momentos mais marcantes da história política deste País (veja post do dia 5 de outubro). Foi realizada quinta-feira, antes da sessão extraordinária em plenário. Estiveram presentes vários presidentes municipais e estaduais do partido, vereadores, deputados estaduais e muitos parlamentares da Casa. Sabe, tenho a honra de comandar esse partido ao lado do homem que mais amo na vida, meu pai, José de Abreu, que, aliás, tem a mesma idade do PTN. Uma pessoa que acredita que com trabalho e dedicação se constrói um país. Ele é o presidente nacional do PTN e o faz com muita competência e afinco. Desde que assumiu o cargo, em 2004, tem conduzido o partido com eficiência, fazendo com que nossa família petenista cresça a cada dia. Tenho muito orgulho do nosso PTN, um partido de história limpa, sem nada que manche sua imagem e conduta. Ao final da solenidade, reforcei o convite para aqueles insatisfeitos em seus partidos virem para o PTN, porque estamos de braços abertos para recebê-los. Quem quiser ver a nossa sessão solene, ela está disponível em vídeo no http://renataabreuoficial.com.br/videos/

Sonhos realizados no CTN

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Meu pai é o idealizador do CTN, a casa dos nordestinos na Capital de SP

Quinta-feira retornei mais cedo de Brasília para estar no CTN no Dia do Nordestino. Muitos de vocês sabem que o Centro de Tradições Nordestinas é uma ONG que há 23 anos dedica-se à valorização da cultura do Nordeste e faz um trabalho social muito forte junto aos núcleos carentes de São Paulo. Foi fundado pelo meu pai, José de Abreu, grande defensor da comunidade nordestina na Capital. E como era o Dia do Nordestino, minha irmã, Christiane, e eu fizemos uma homenagem ao nosso pai, mandando confeccionar um busto dele no CTN. Também inauguramos a Vila do Forró, um espaço temático que faz lembrar o Pelourinho, em Salvador. A solenidade foi emocionante demais, prestigiada por muita gente e que recebeu grande destaque dos meios de comunicação. O CTN é uma entidade de utilidade pública que se tornou ao longo desses anos de existência o principal polo de integração e convivência da comunidade nordestina na Capital paulista. Nesse complexo cultural, com música e comidas típicas, o povo do Nordeste mata um pouco da saudade da sua terra natal tão querida. Eu fiquei radiante e realizada com a concretização desses dois sonhos de muito tempo, a construção da Vila do Forró e a homenagem ao meu pai, esse paulistano de nascimento, mas nordestino de alma e de coração.

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Vila do Forró é o novo espaço do Centro de Tradições Nordestinas, em SP

 

 

 

Podemos fazer diferente

Amanhã (dia 6) o nosso PTN completa 70 anos. Um partido que, ainda recém-nascido, elegeu cinco deputados federais em São Paulo, um em Goiás e nove deputados estaduais para a Assembleia Paulista em 1950. Que lançou Jânio Quadros ao governo de São Paulo e que foi o primeiro a apostar na candidatura dele à presidência da República. Extinto em 1965, após o golpe militar no Brasil no ano anterior, ressurgiu em 1995, agigantando-se ano após ano. Hoje está presente em todos os estados e em mais de 1.600 cidades, com forte representatividade na Câmara dos Deputados. E usando a máxima de meu pai, José de Abreu, que costuma dizer que “só quem tem um passado de luta pode ter um compromisso com o futuro”, estamos fazendo um movimento para reposicionar o partido, com um jeito novo e diferente de fazer política. Para marcar essa história e o início de um novo futuro, haverá sessão solene na Câmara no próximo dia 15. Estão todos convidados, porque vocês também fazem parte da família PTN. Venham!

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Carinho por meu pai

Nesta semana trouxe meu paizinho, José de Abreu, para Brasília, porque ele está com alguns probleminhas de saúde e estou cuidando dele. Sempre fico muito emocionada e impressionada com o carinho que os parlamentares (principalmente os mais antigos) têm por ele. É muito bonito e emocionante ver isso. Como vocês sabem, meu pai foi deputado federal por dois mandatos, deixou o Congresso há mais de 10 anos, mas continua sendo muito querido nesta Casa.

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Fico muito emocionada com o carinho de todos a meu pai

Coisas boas não são divulgadas

Contratei uma jornalista para escrever um livro sobre o meu pai, José de Abreu, cuja história de vida é muito bonita. Estava lendo alguns capítulos já prontos. Um dos depoimentos é da minha mãe, Cristina de Abreu, e, ao lê-lo, disse “é isso, mesmo”. A gente tem lá no Centro de Tradições Nordestinas, a nossa ONG em São Paulo, um trabalho social muito bonito. Em determinado ano, fizemos uma campanha, chamada SOS Nordeste, arrecadando alimentos para mandar ao povo nordestino. Na época, uma emissora de TV quis falar com a diretora do CTN, que era justamente minha mãe. Mas, quando a equipe de reportagem soube que ela era a esposa do deputado José de Abreu, alegou que não iriam mais entrevistá-la porque não poderiam promover um deputado, ou seja, promover as coisas boas que um político faz a mídia diz que não pode, mas as coisas ruins sempre têm espaço garantido. Por isso,  acho que a mídia também é responsável por desestimular pessoas do bem a ingressarem na política. Por que um político, ou sua família, não pode dar entrevista sobre um trabalho social bonito que realiza? Isso aconteceu comigo também, quando estava à frente do comando do CTN. A imprensa precisa rever seus conceitos, quando passar a divulgar que existem políticos que também fazem coisas boas  iremos, naturalmente, atrair outras pessoas do bem a participar da política. Não é isso que acontece, infelizmente!

Orgulho de ser a sucessora

Na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, eu vi essa foto (abaixo) do presidente de 2000, deputado Santos Filho, e fiquei super feliz ao ler o nome do 2º vice-presidente: meu paizinho, José de Abreu, que foi deputado federal há 12 anos. Ele sempre foi muito atuante no Congresso e só deixou de disputar cargos eletivos por problemas de saúde. Orgulhosa de ser a continuação dessa história. É muito gratificante ser a sucessora do meu pai nesta Casa.
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Missão: Brasil do amanhã

Eu sinto que a minha missão aqui é muito mais do que resolver os problemas do Brasil hoje. É trabalhar o Brasil do amanhã. Eu me preocupo muito com isso. A gente tem uma cultura que precisa mudar. Não são só alguns políticos que são corruptos. A corrupção está presente em todas as classes, categorias, segmentos, profissões. Infelizmente! É um problema cultural do Brasil. E só mudaremos essa cultura se resgatarmos essa juventude que está vindo e pensarmos, realmente, no futuro. Eu vejo meus filhos e quero que eles tenham orgulho deste País. Eu luto por esse País como lutaram meu tio Dorival e meu pai, Zé de Abreu. Quero que os jovens vão às urnas não porque o voto é obrigatório, mas porque são cidadãos. Lutamos tantos anos contra a ditadura militar, pelo direito de votar, de escolher nossos governantes, e agora tem gente que não dá a mínima por esse direito que antigas gerações lutaram tanto (e muitos até morreram) para conquistar. Hoje, vejo algumas pessoas sem terem consciência do que representam os seus votos. Acho que a gente tem uma grande missão pela frente, que começa com Educação, com resgate das nossas crianças e dos nossos jovens. A gente nunca tem de perder esse foco, que é construir o prédio da democracia começando por sua base, na sua raiz. O Brasil de amanhã depende das nossas atitudes hoje! (Meu momento de reflexão nos dias de descanso).

 

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