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Em ritmo de São João

Semana bem morta no Congresso. O motivo é o São João. Muitos deputados da região, inclusive, já viajaram para seus Estados. As festividades juninas são um evento cultural muito forte no Nordeste e o povo torce o nariz se o seu deputado não estiver nessas festas. O simbolismo é muito grande, para os eleitores nordestinos o São João é como uma atividade parlamentar, o político precisa registrar presença em sua base. Por isso, a Casa estava bem vazia ontem.

Coisas da vida moderna

Como estou sempre viajando por causa de compromissos profissionais, meu marido, Gabriel, é quem acaba cuidando mais dos nossos filhos e da administração da nossa casa. Coisas da vida moderna, com papeis trocados. Aliás, por causa de uma agenda profissional nesta segunda-feira, ele e eu resolvemos comemorar o Dia dos Namorados antecipado. Fomos ontem dar uma volta pelo shopping e entramos numa loja de utilitários. Acabei me encantando por um aparelho de massagear os pés. Eu ando muito e passo muitas horas de pé, então, sofro demais de dores. Falei pro maridão: “Nossa, amor, você viu como tem coisas interessantes nesta loja? Olha aquele massageador!”. E ele respondeu: “Realmente! Você viu aquela panela? Que interessante!”. Coisas da vida moderna mesmo! kkkkkk.

Inversão de papeis: eu amando o massageador; ele, as panelas

Jantar deletado

Minha agenda de compromissos é pública, todos de minha equipe têm acesso, inclusive o meu marido, assim fica sabendo sempre onde estou ou aonde vou. Pois é, na agenda estava marcado no 12 de junho, Dia dos Namorados, jantar com o maridão. Só que surgiu um compromisso, como presidente do Podemos que sou, nesta segunda-feira em Sergipe, e o jantar foi cancelado. E toda vez que uma agenda é cancelada, a equipe recebe um alerta ‘deletar’, aí cada um clica em ‘aceitar’, que significa que está ciente disso. Agora, imaginem como ficou o meu marido ao ter de aceitar o ‘deletar’ jantar no Dia dos Namorados? Triste, mas vida de político é assim, tudo muda a toda hora, a todo momento. Eu prometo recompensá-lo em breve! (kkkkk)

Nosso jantar do Dia dos Namorados ficou pra depois

Nosso jantar do Dia dos Namorados ficou pra depois

Distritão ganha força

distritãoÉ impressionante! Desde que entrei no Congresso, em janeiro de 2015, só se fala em Reforma Política e nada se aprova. É muito desgastante, parece um filme de terror. Agora, a Câmara está caminhando para aprovar o Distritão, sistema pelo qual são eleitos os mais votados de cada Estado ou município. São Paulo, por exemplo, tem 70 cadeiras na Câmara dos Deputados, então, seriam eleitos os 70 candidatos mais votados.

Há muitos críticos a esse sistema, mas ele é o que mais se aproxima aos anseios da população brasileira, que está acostumada a votar em pessoas. Aquele negócio de lista fechada, de votar em partido, o eleitor não aceita isso. Nesse caso, portanto, o Distritão é mais ou menos a cara do eleitor, já que se vota num candidato. Ao mesmo tempo, esse sistema acabaria com o efeito Tiririca, porque não haveria mais quem puxa mais gente. E os partidos que costumam investir nesses candidatos caricatos deixariam de fazê-lo. Enfim, há vários pontos a favor e contra o Distritão, e um deles em questão é o financiamento eleitoral, que está em cheque. Proibiram o financiamento privado e não resta outra alternativa que não o público. Só que no sistema de hoje, com muitos candidatos, o financiamento público é inviável. É por conta disso que o Distritão está se tornando a cada dia realidade na Câmara. O número de favoráveis tem crescido, e o PSDB, até então contra, já está aceitando.

Em cima de tudo que tenho visto dentro e fora do Congresso, de uma forma bem pragmática, acredito que a proposta de lista fechada não passa, o Distritão tem chance, assim como a manutenção do sistema atual, mas com o fim das coligações ocorrendo somente eleição subsequente à 2018.

Uma questão de cultura

reforma-politica11Cá entre nós, essa reforma política está uma bagunça. São três comissões trabalhando simultaneamente. Inclusive com textos que divergem. Cheguei a estar com o presidente Rodrigo Maia para falar sobre isso, dizer que precisamos centralizar e organizar tudo isso, senão não vai dar certo.

Continuo dizendo que nunca vai ter uma reforma política construída por esta Casa. Precisamos fazer uma Constituinte à parte. Ouvir o debate dos deputados nos bastidores chega a ser hilário, pra não dizer triste. Dias atrás chegaram a propor o seguinte: aprova o Distritão, aí só lança 70 candidatos e bota os 70 eleitos. Olha o absurdo. Pra cada sistema eleitoral, alguém inventa uma situação hipotética para não ter renovação política. Penso que os problemas do país não são por causa do sistema eleitoral, são por causa das pessoas, sempre disse isso, é uma questão de cultura, de educação, de ética. Se a gente quer, realmente, uma reforma política de fato não vai ser por essa Casa. Estou sendo bem sincera. Política é o espelho da sociedade. Nas várias vezes em que promovi o debate sobre reforma política nas bases não houve consenso. Se não tem consenso fora, obviamente não haverá consenso dentro.

maio 20, 2017 - câmara dos deputados    2 Comentário

Resetando a política

“Que caos, estamos caminhando pro fundo do poço.” Comentários nessa linha têm sido ouvidos pelos quatro cantos do Brasil nos últimos dias, por causa da divulgação de áudio das conversas gravadas entre dono da JBS e o presidente Michel Temer e do empresário com o senador Aécio Neves. Mas não, gente, eu não vejo assim.  Acho até que o Brasil tinha de passar por essa chacoalhada geral.  Sim, é um triste e histórico momento na política nacional, mas que eu considero muito importante. E sabe porquê? Se voltarmos a uma década mais ou menos, o que víamos? Uma geração inerte e afastada da política, que odiava se envolver com política e repudiava quem quisesse falar sobre o assunto em roda de amigos, num bate-papo informal no bar, na escola, onde quer que fosse.

Hoje, a política domina as conversas da nossa juventude. Todo mundo antenado no que anda acontecendo. O Brasil está sendo passado a limpo. As grandes lideranças que se perpetuaram no poder estão caindo ou vão cair. Novos líderes surgirão.

Estamos vivendo uma revolução, talvez muita gente nem perceba isso, porque todos estão perplexos por tudo o que está acontecendo, mas já estamos vivendo essa revolução na prática. Vivendo o desabrochar de uma nova geração. Não existem grandes revoluções sem rupturas. As rupturas são necessárias para um novo amanhã, um novo momento político, com um novo perfil de políticos, uma nova mentalidade, uma nova forma de participação, uma nova forma de chegar ao poder, num sistema democrático mais inclusivo e coletivo, trazendo a população dentro, pra fazer parte disso tudo.

Talvez  tudo o que está acontecendo hoje no País seja muito positivo. Eu prefiro pensar assim, acreditar, de forma otimista e esperançosa, que novos e bons tempos estão chegando. Estamos resetando a política!

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Futebol relax

Tanto na terça quanto na quarta-feira, em meio à tensão das delações da Odebrecht e de votações importantes na Casa, por algumas horas o futebol atraiu a atenção de deputados, que se postaram na sala do café do plenário para acompanhar pelo telão os jogos Real Madrid x Bayer (na terça) e Barcelona x Juventus (na quarta), válidos pelas quartas-de-final da Liga dos Campeões. Acho que alguns colegas estavam precisando de um relax, não é mesmo? Kkkkkk

deputados futebol

 

 

Muita média, pouco resultado

Participei do café da manhã com o presidente Michel Temer e demais parlamentares da base aliada do governo para discutir a Reforma da Previdência, pauta que tem gerado enorme polêmica não só no Congresso como também na sociedade. Temer disse que o País vive um “problema sério” e que a classe política precisa “resistir”, referindo-se às delações na Lava Jato. E, veja só que interessante: o salão estava lotado, quórum alto, mas, terminado o encontro, você ouve muita gente dizendo “Se não tirar policial, eu não voto”, “Se não tirar professor, eu não voto”, “Se não mudar isso, não voto”. É muito quórum pra fazer média, mas pouco resultado efetivo. Essa Reforma da Previdência não vai ser algo fácil de ser aprovado na Câmara Federal.

temer cafe

Cenas deprimentes

Foi uma terça-feira agitada na Câmara. Diria até que foi bem tensa. Policiais civis, rodoviários e federais ocuparam a frente do Congresso para protestar contra a Reforma da Previdência. Começaram de forma pacífica, com palavras de ordem e cartazes, mas depois uma parte dos manifestantes invadiu a chapelaria, quebrando as vidraças e avançado contra os seguranças legislativos, que tiveram de usar gás lacrimogêneo para conter os invasores. Cenas deprimentes! Felizmente, ninguém se feriu. Alguns manifestantes chegaram a ser detidos. E o protesto terminou com muitos cacos de vidros no chão e prejuízo ao patrimônio público. Manifestações são legítimas, desde que ocorram de forma pacifica e proporcionem o diálogo. Desse jeito não é protesto, é vandalismo!

vandalismo

Semana perdida

plenariovazioUma semana perdida. Foi o que aconteceu na Câmara. Por causa do feriado da Semana Santa, o presidente Rodrigo Maia convocou sessão para segunda-feira (geralmente, os trabalhos em plenário começam na terça-feira) para dar início às votações da agenda semanal. Tinha quórum, muitos deputados dispostos a votarem o projeto que trata do regime de recuperação fiscal dos Estados, e muitos governadores presentes para acompanhar a matéria, mas não conseguimos votar o substitutivo do relator nem os destaques. Na terça-feira, quando surgiu a lista do ministro do STF Edson Fachin, relator da Lava-Jato, abrindo inquérito contra ministros, senadores e deputados, o plenário se esvaziou e os trabalhos foram suspensos. Semana que vem também será curta, pois teremos outro feriado nacional, mas espero que os trabalhos retomem seu ritmo. Afinal, estamos aqui para legislar!

 

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