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Filho não disfarça

Meus compromissos em Natal (RN) terminaram no sábado. Aproveitei pra esticar até o domingo e ficar integralmente com os meus filhos, e com o marido também (rs). A minha sorte é que o clima firmou (havia chovido nos dias anteriores) e fomos aproveitar a piscina do hotel. Mas olhem a cara do Felipinho, bravo porque fiquei os outros dias bastante tempo longe dele. Tadinho! Eu entendo essa carinha, porque as crianças sofrem demais com nossas longas ausências e tempo apertado para estar sempre ao lado delas. Ser político é uma missão que exige muito da gente, e a família é a mais prejudicada.

Recesso? Que recesso?

E terminou o recesso de parlamentar. Ao contrário do que muitos pensam por aí, recesso não é férias, não. É período de muito trabalho! Aproveitei para colocar minha agenda em dia. Tinham muitos pedidos de reuniões e eu não estava dando conta de atender, até porque se passa metade da semana em Brasília. Também estive à frente dos eventos nacionais do nosso Podemos. Como estamos com a pré-candidatura do senador Alvaro Dias à Presidência da República, estivemos no Rio Grande do Norte e no Maranhão, apresentando o nosso projeto e o nosso presidenciável ao povo da região Norte. E, lógico, levei meus filhos a tiracolo, porque seria angustiante a saudade deles nessa maratona de compromissos.

O que foi que ele viu?

Quando da votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da admissibilidade da denúncia contra o presidente da República, a gente tem um grupo de jovens na Câmara, que viralizou essa foto do deputado Newtinho (Newton Cardoso Jr) que saiu nos jornais. Olha a cara dele! O que será que ele viu no celular? (hehehehe)

Mesmo com medo de avião…

Pra quem tem medo de avião, peguei cinco voos numa semana. Como teve o enterro do Celso Giglio, uma grande liderança em Osasco, num único dia fiz Brasília-São Paulo, São Paulo-Brasília e depois Brasília-Ilhéus. Giglio foi prefeito e deputado estadual, com importantes atuações tanto em Osasco quanto na Assembleia Legislativa. Fiz questão de fazer um pronunciamento em sua homenagem na Câmara dos Deputados.

 

Voto por convicção

Tivemos um dia nesta semana que passou que, realmente, foi muito cansativo, porque tudo aconteceu ao mesmo tempo. Começou com a reunião da Comissão da Reforma Política, na qual eu tinha de estar presente, por ser grande defensora de algumas situações, principalmente em defesa do pluripartidarismo. Ao mesmo tempo, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o deputado de nosso partido havia se manifestado favorável à não admissibilidade do processo contra Temer, indo contra o posicionamento do PODEMOS. Teve toda uma movimentação para que ele saísse da comissão e eu pudesse entrar e declarar o real voto do partido. Fomos o único partido que fez isso, outros trocaram seus membros, mas para votar a favor do presidente. Nós fizemos justamente o contrário.

Gente, fazer essa articulação não é fácil. Os líderes sofrem aqui demais, mas, felizmente, conseguimos maioria para posicionar a bancada. Vejo outros partidos fechando questão, aliás, apanhei muito na época do impeachment da Dilma Rousseff por não adotar essa postura. Eu respeito muito aqueles que são contra a denúncia a Michel Temer por convicção. Tem quem vota porque a denúncia não é consistente, ou porque acha que pode gerar mais instabilidade no país. Eu super apoio essas pessoas, mas desaprovo quem recebeu algo em troca. Isso é péssimo. Uma coisa que deixo muito claro em nosso partido é que os nossos deputados tenham suas convicções e que sejam julgados por seus atos. Eu sempre procuro o convencimento, e não a imposição. E tenho conseguido. Defendo a democracia na sua essência e, felizmente, isso tem dado muito certo.

Espelho da sociedade

O que mais me frustra é que, ouvindo colegas de Parlamento, eles falam muitas verdades. “Renata, não importa o que você vota aqui ou fala aqui. O eleitor quer saber o que você faz lá na base dele. É a intermediação para conseguir uma cadeira de rodas, é o asfalto…” É triste isso, mas é verdade, gente. A mudança do Brasil depende da mudança de cada cidadão. Esse Congresso representa muito o que é a nossa sociedade. Me desculpem a franqueza, mas o eleitor, não todos, quer saber o que político pode dar para ele. Por que têm deputados trocando voto por emenda parlamentar ou cargo no governo? Porque eles sabem que o eleitorado não está preocupado como votam aqui. Na reta final, o que vai importar é o que eles entregaram na base, se conseguiram asfaltar a rua, se chegou não sei o que na UBS. Essa é a verdade! Então, eles terem cargos no governo é importante para que possam viabilizar o que os eleitores esperam deles. Infelizmente, acreditem se quiser, mas é a política no Brasil.

Quando vou debater com um deputado, eu vou na ideologia, vou justamente na defesa de que a população tem o direito de ser ouvida. Mas, quando ouço os argumentos e conhecendo campanha eleitoral como eu conheço, a gente sabe que os parlamentares têm certa razão. Isso é frustrante demais! Nós temos um problema cultural sério. Temos um problema de comportamento social, e o governo também faz parte disso. Uma das propostas do meu partido, o PODEMOS, a qual eu defendo muito, é a democracia direta. Por que? Se a população tivesse o poder de decidir os rumos do país, de decidir o voto junto com seus deputados, obviamente, esse tipo de situação não haveria mais, pois não haveria barganha nos bastidores.

A democracia direta é grande conquista para o Brasil. As pessoas poderem, por meio da tecnologia atual, decidir o país que quer. E não estou sendo radical não, sei que temos um sistema representativo, mas é preciso mais práticas, mais ações de democracia direta, mais participação direta do povo nas principais questões do país.

Congresso reflete a sociedade; a mudança depende do cidadão

Independência sempre!

Negociações obscuras ocorreram desde que começou na Casa a tramitação da denúncia contra o presidente Michel Temer por crime de corrupção passiva. Eu sou muito contra isso. Acho que a gente tem que ter uma posição, não trocar por alguma coisa. Eu condeno muito essa política! Eu sempre falo: nós não somos oposição, até porque muitas coisas boas o governo propôs e vai propor. Nós temos de ter independência. Pautas que entendermos serem boas para o país merecem ser apoiadas. Acho que tudo o que se refere a denúncias, impeachment ou outras questões igualmente polêmicas deveriam ser decididas pela população. É o momento de retornar ao povo o seu direito de decidir os rumos do país. Considero inadmissível representantes eleitos fecharem os ouvidos aos eleitores para negociar a questão por troca de emenda parlamentar ou cargo.

Semana extenuante

Tensa, tensa, muito tensa essa semana que passou no Congresso. Aqui, o bicho pegou. Para vocês terem uma ideia, chegamos a ter uma sessão extraordinária na madrugada, logo após o término da sessão ordinária em plenário, que terminou por volta da meia-noite. Tudo isso para contar prazo porque o governo queria tentar votar logo a abertura ou não do processo contra Michel Temer antes do recesso parlamentar. Qual medo do governo? Quanto mais demorar para votar a questão mais o governo vai sangrando. Por isso, o Rodrigo Maia realizou essa sessão na madrugada. E, embora muito se tenha falado em teoria da conspiração, que o Rodrigo Maia estaria conspirando, digo que, se esteve fazendo isso, o fez de forma muito discreta, porque ele esteve puxando sessão, fazendo seu trabalho. Fosse outro, para assumir a presidência da República, já teria detonado o governo há muito tempo.

Surpresa pro maridão

Por essa ele não esperava. Voltei mais cedo de Brasília a fim de surpreender meu marido, Gabriel Melo, que fez aniversário na quarta-feira. Ele andava chateado, afinal, a maioria das datas importantes pra gente, por força do trabalho parlamentar, tenho passado à distância dele, como Dia dos Namorados, aniversário de namoro e outros dias muito significativos pra nós. Vou falar uma coisa pra vocês: ser mulher de político deve ser bem difícil, mas ser marido de política deve ser bem mais complicado. Então, ao regressar mais cedo pra São Paulo deixei meu Gabriel extremamente surpreendido e muito feliz, a ponto de dizer que foi o seu melhor aniversário. Saímos para comer um fondue, só nós dois, sem política na conversa (rs). Momentos raros que temos sempre que valorizar, muito e muito e muito.

O bisavô Sarney

No Maranhão, encontramos o ex-presidente e ex-senador José Sarney, personalidade amada e odiada pelos quatro cantos do país. Ele estava contando sobre seu dia a dia e sobre a família. Disse que acabam de nascer mais quatro bisnetos. E que quando as pessoas pregam o fim dos Sarney, ele simplesmente responde: “Com tanto bisneto nascendo, vai ser bem difícil o clã sumir”. (hahahaha)

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