ago 25, 2017 - câmara dos deputados    No Comments

Reforma Política (4)

Na Comissão Infraconstitucional (que define as regras que não constam no texto das duas propostas de emenda à Constituição que tramitam na Casa da Reforma Política), PT, PMDB e PSDB fizeram um acordão. Essa comissão trata de vários temas, mas um deles é como o Fundo Partidário será distribuído. Então, esses três partidos organizaram uma distribuição, na qual eles ganhariam a maioria dos recursos e privilegiaram também os partidos sem representação no Congresso. Isso foi colocado no relatório do Vicente Cândido (PT), certos que essa proposta iria passar. É muito difícil numa comissão derrubar o voto do relator, até por uma questão de cortesia política geralmente se aprova  o relatório e depois se destaca o que tem discordância e se vota à parte. No entanto, como não teriam destaques suficientes, comecei a tumultuar, fui falar com o PP, PR, PSB , enfim, com todos os demais partidos. Independentemente de ser contra ou a favor do Fundo, não poderia, se fosse aprovado, ser uma distribuição que beneficiasse esses três partidos da Casa (que estão sendo rejeitados pela população) e os sem representação no Congresso. Não fazia sentido isso! Então, passei a construir os votos pra barrar esse acordão que estava no texto do relator. Mas, na hora que iria começar a votação na comissão, chegou o aviso do início da ordem do dia no plenário. Ai que raiva! Com o início da ordem do dia no plenário – que regimentalmente impede votações em comissões –, a reunião foi suspensa e, por enquanto, não tem previsão para ser retomada. Enfim, não passou nada, exceto a cláusula de desempenho, que eu acho que será a única coisa que vai sobreviver nessa Reforma Política.

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