Desânimo passageiro

O mundo político às vezes me enoja. Chego até me perguntar porque estou aqui, mas, quando visito as comunidades e vejo a esperança que as pessoas te depositam, quando votei a favor da investigação contra o Temer e as pessoas fizeram questão de dizer que eu as representava, volta a vontade enorme de continuar lutando. Entretanto, tenho de revelar que é um universo bem desgastante. A gente é atacada publicamente, fica longe da família, isso desgasta muito, só que em contrapartida recebe esses estímulos de pessoas do bem para seguir em frente. Aliás, estou bem motivada com o projeto do nosso senador Alvaro Dias, pré-candidato a presidente da República. Temos de assumir um protagonismo para lutar por aquilo que a gente sonha, e não ficar apoiando por fisiologismo. Estou me empolgando muito com isso. Vou para a reeleição, e já estou trabalhando para isso.

Acostumados com carinho

Semana passada não estive em Brasília. Tinha questões pessoais a resolver e não vim para o Congresso. E nesta semana, mal cheguei e tinha uma enxurrada de deputados para atender, todos carentes, é impressionante! Você se ausenta alguns dias de uma semana curta, porque teve feriado nacional, e o clima esquenta na bancada. Vou te falar, viu! Acho que por ser mulher presidente, eles estão muito acostumados a receber carinho e atenção, então, basta sair de cena por uns dias e se instala uma crise que vocês não fazem ideia (kkkkk).

Bumbum de fora

E essa foi a semana da denúncia contra o Temer. A Câmara parou para votar o relatório do Bonifácio Andrada pela não admissibilidade da investigação do STF. Estava um clima muito apático. A população contrária a Temer não se mobilizou, não se manifestou, e aqui a pressão popular tem um peso enorme. Com certeza, se tivesse pressão popular o resultado poderia ter sido outro. O nosso Podemos orientou o voto `não` ao relatório, ou seja, favorável às investigações da denúncia pelo Supremo. Teve uma situação engraçada que ocorreu com um deputado. Ele estava no cafezinho do plenário e, quando foi se sentar, a calça prendeu no assento e rasgou do cós quase até o joelho. Ficou desesperado, telefonou para a esposa trazer urgente outra calça porque já estava ocorrendo a votação e logo seria chamado ao microfone para anunciar seu voto. Ele ainda estava no banheiro trocando de calça quando o presidente Rodrigo Maia chamou seu nome. Foi aquele furdunço, todo mundo telefonando para que se apressasse, mas ele acabou não chegando a tempo no plenário para votar. A base do governo entrou em pânico, achando até que o deputado tinha virado a casaca ou que não iria comparecer. Na verdade, o atraso deu-se porque tinha ficado de bumbum de fora (kkkk), mas, na segunda chamada, já de calça trocada, ele pode revelar seu voto.

Viagem perdida

Na semana passada, a última para apresentar as emendas parlamentares, muitos prefeitos e vereadores estiveram em Brasília para acompanharem as indicações de recursos federais empenhados para seus municípios. Só que não tinham ministros em seus postos, porque os que são deputados foram exonerados dos cargos para votarem em favor de Temer. Viagem perdida, prejuízo no bolso!

Frente Parlamentar

Sabe o que é uma Frente Parlamentar disso ou daquilo? Uma Frente Parlamentar dever ser de caráter suprapartidário e destinada a promover, em conjunto com representantes da sociedade civil e de órgãos públicos afins, a discussão e o aprimoramento da legislação e de políticas públicas referentes a um determinado setor. Mas o que se vê, com raras exceções, é um negócio para fazer média com a base. Por exemplo, suponhamos uma Frente Parlamentar em Defesa da Abobrinha, que é criada a partir da iniciativa de algum parlamentar que tem base nesse setor, teoricamente para debater projetos sobre abobrinhas. Mas, constituída a frente parlamentar, tem pouca produtividade e efetividade. Não me canso de achar isso muito desnecessário. Há uma ou outra frente que caminha, que tem um propósito real, mas isso é muito raro, geralmente as frentes parlamentares são criadas para projetar alguém. O interessante é a disputa acirrada para integrar a diretoria de uma frente, que é só para colocar no currículo pessoal, porque, sinceramente, frente parlamentar não tem muita atuação.

Nada mudou

Gente, talvez vocês não se lembrem, mas uma das primeiras postagens neste blog, em fevereiro de 2015, foi sobre meu espanto ao constatar que boa parte dos parlamentares vota sem saber o teor da matéria. Raríssimos são os que leem o projeto em votação. Pois bem, nada mudou. Nesta semana, cheguei ao plenário quando se votava um requerimento de retirada de pauta. Perguntei a um deputado qual era o projeto? “Sei lá, o partido está orientando ‘não’ para a retirada de pauta”, ele respondeu. Perguntei para outro parlamentar, porque eu não gosto de votar sem saber do que se trata, mas a resposta foi a mesma: “Não faço a mínima ideia”. Incrível, perguntei para uns cinco, e ninguém soube me dizer de qual matéria se tratava a votação de retirada de pauta. Dois anos e 8 meses desde aquele post em 2015 e tudo continua da mesma forma. Triste isso!

Gabinete agitado

Mais uma semana dormindo pouquíssimo em Brasília. Deitando às 3h e levantado às 7h, até porque foram dias de intenso movimento no gabinete. Era o prazo final de envio das emendas parlamentares para empenho de recursos federais. Então, imaginem a quantidade de prefeitos, secretários municipais e vereadores em meu gabinete, não só de São Paulo, mas de todo o Brasil, já que sou presidente nacional do partido. E eu pensei que seria uma semana tranquila e que conseguiria colocar minhas pendências em dia. SQN!

Vandalismo indígena

Vira e mexe, várias classes trabalhadoras, grupos e segmentos da sociedade vêm a Brasília para reivindicar, se manifestar e acompanhar sessões ou audiências de temas de seus interesses. Um direito assegurado a todos os brasileiros, isso é democracia, e eu apoio sempre. Mas esse direito fica extremamente prejudicado quando se tenta forçar a entrada num recinto e se parte para o confronto com os policiais legislativos, que têm a responsabilidade de proteger o patrimônio e dar segurança as demais pessoas que se estão no Congresso. Ontem, um grupo de índios usaram pedras e paus para tentar forçar a entrada no Anexo III da Câmara dos Deputados, que realizava audiência sobre produção agrícola na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, que já estava com sua capacidade lotada. A Polícia Legislativa reagiu com bombas de efeito moral e de gás. Do lado de fora, alguns dos barrados depredaram portas e vidraças do Congresso e, não satisfeitos, passaram a destruir os veículos estacionados, a maioria de funcionários da Câmara, um deles do meu chefe de gabinete, Bruno Ornelas. O vídeo abaixo mostra o exato momento em que um índio quebra a pauladas o vidro dianteiro do carro dele.  Não é a primeira vez que manifestantes revoltados destroem veículos dos servidores do Congresso. Como defender a causa deles se agem como vândalos? Absurdo, inconcebível e revoltante ver essas cenas!

Não indiquei ninguém

Dias atrás, um jornalista divulgou que eu havia indicado uma pessoa para a Funasa (Fundação Nacional da Saúde) que escreveu em seu currículo ‘proficional’. Era uma nota tirando o sarro por ter indicado alguém que não sabia escrever. Fiquei possessa. Não indiquei ninguém!!! Como poderia indicar alguém se voto contra o governo? Mandei notificar o jornalista extrajudicialmente. Fiquei muito revoltada, não engulo sapo nem abaixo a cabeça. Tem de aprender a respeitar, jornalista precisa ter compromisso com a verdade, quero ver provar que eu indiquei alguém.

 

Feriado nas comunidades

Feriado prolongado! Folga? Nada disso, amanhã é 12 de outubro, Dia das Crianças. E estaremos nas comunidades levando brinquedos e diversão para a criançada. Eu tenho um trabalho social muito intenso, me dedico a ele desde a infância, quando meus pais, Cristina e José de Abreu, fundaram o CTN (Centro de Tradições Nordestinas), que, além da preservação dos costumes do povo do Nordeste, promove ações sociais nos núcleos habitacionais de São Paulo, dando assistência aos pais e aos filhos. A garotada recebe reforço escolar, atividade esportiva e alimentação no próprio CTN, por meio do nosso projeto Vila Social CTN (foto). Amo essa atividade, que envolve grupo de voluntários, todos mobilizados a dar o melhor de si para amenizar as adversidades da vida de seus semelhantes. Vocês não imaginam o quanto é revigorante esse contato com a garotada, essa troca de energia. O único porém é ficar distante de meus filhos. Vou tentar concentrar agenda num só dia para ficar com eles nos outros.

 

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