Fair play!

Sabem qual é a minha maior preocupação nestas eleições? É o nível dos debates, das discussões, dos bate-bocas. Não me preocupo apenas em relação aos candidatos, mas entre os eleitores, entre os cidadãos. Se olhar atentamente os comentários em sites de notícias ou nas redes sociais, qualquer reportagem sobre Fulano ou Sicrano ou sobre partido X, Y ou Z vem acompanhada de uma enxurrada de impropérios, desaforos, ataques pesados, carregados de ódio e até de ameaças. Amigos se ofendem mutuamente em defesa deste ou daquele candidato, subindo a temperatura a níveis tão intoleráveis que, não raramente, rompem a amizade (talvez nem sejam tão amigos assim) e partem para a inimizade. Um explosivo barril de baixaria. Cada um tem a sua opinião, tem a sua preferência eleitoral, e democracia é a arte de dialogar respeitosamente com quem pensa ao contrário. O mesmo se aplica aos candidatos, que eles mantenham a disputa no campo das propostas e dos projetos. Já vivemos num mundo tão intolerante e raivoso, façamos, então, destas eleições uma disputa fair play.

Analisem os candidatos

Oi, amigos, as eleições estão aí. Podemos dizer que o assunto está na boca de todo mundo. Amanhã já teremos o primeiro debate na TV (22h, na Band), uma ótima oportunidade para saber o que cada presidenciável defende. É importante a partir de agora prestar muito atenção na movimentação dos candidatos, o que dizem, o que propõem, seu passado, seu presente. É o futuro do Brasil em jogo, e todos nós sabemos que o país precisa se reerguer, sair do fundo do poço e recuperar sua pujança, devolvendo ao povo a alegria, a segurança e a confiança que algo será feito para a retomada do crescimento socioeconômico, com a recuperação do emprego e da renda dos brasileiros. É neste período que o eleitor precisa mostrar sua maturidade e escolher o melhor projeto de governança e de governabilidade. E o melhor projeto é, e sempre será, aquele que inclui o povo no palco das discussões. Se não for assim, continuaremos a retroceder como Nação. Não queremos isso, né?

Meu cabo eleitoral preferido!

Ah, meus amigos, quem mais sofre em ano eleitoral é meu filho caçula, o Rafinha, 5 anos. Morre de saudade e do colinho desta mãe. Com agendas lotadas, viagens para Brasília, Minas, Curitiba e interior de São Paulo, muitos dias longe de casa, acabei fazendo uma loucura antes de seguir em mais uma viagem rodoviária pelo Estado. Hoje, na porta da escola, derreti ao vê-lo chorando. Não pensei duas vezes, coloquei ele de volta no carro, de uniforme escolar mesmo, e o levei comigo. Serão dois dias de estrada, mas eu ganhei um maravilhoso mini cabo eleitoral. Ele aprendeu a pedir voto direitinho (rsrs). Antes que alguém fale em exploração de trabalho infantil, Rafinha foi muito bem remunerado: ganhou milhões de beijinhos, apertos gostosos e chamegos!!! 😍

Aborto: assunto para o povo decidir

Eu tenho uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), já aprovada pelo relator Fábio Sousa e pronta para entrar na pauta de votação da CCJC (Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania), para que plebiscito e referendo sejam realizados junto com as eleições. Entendo que o povo é quem deve decidir sobre temas de suma importância, como é o caso da descriminalização do aborto. Esse assunto, aliás, volta à discussão no STF (Supremo Tribunal Federal), que inicia nesta sexta-feira (dia 3) audiências públicas para reunir informações técnicas e argumentos antes de a questão ser levada a julgamento. Tramita no STF processo do Psol para que seja permitido em todo o país a realização do aborto até 12ª semana de gravidez, por decisão da gestante e sem a necessidade de nenhum tipo de autorização legal.

Como todos sabem, no Brasil, a lei só permite o aborto quando a gravidez é resultado de um estupro ou quando representa risco de vida para a mãe. Em 2012, o STF passou a autorizar também o aborto de fetos anencéfalos, tipo de má formação no sistema nervoso que impede a vida após o nascimento, com a morte da criança horas após o parto na maioria dos casos. Qualquer outra situação, o aborto é crime e dá cadeia.

Eu, Renata Abreu, mulher, mãe e crente em Deus, sou a favor do aborto apenas nos casos previstos por lei, mas entendo, e defendo, que é a população brasileira quem deve bater o martelo, e isso através de um referendo, que é uma consulta popular sobre uma lei já aprovada. Há muitas opiniões divergentes sobre esse assunto, como também há sobre desarmamento, liberação da maconha e assim por diante. Por isso, é o povo quem deve decidir!

E como muitos alegam que convocar e realizar referendos e plebiscitos acarretam alto investimento à Nação, a minha PEC ( https://goo.gl/MsBF42 )se encaixa direitinho, porque não haveria custo a mais, já que proponho a realização juntamente com as eleições, como ocorrem em vários países, que, além do voto eleitoral, também colocam em votação assuntos que dizem respeito ao dia a dia da sociedade e, portanto, consultam a população.

Injusto desequilíbrio na TV

Oi, amigos, vocês prestaram atenção na imagem ao lado? Ela mostra uma estimativa do tempo de televisão de cada candidato na propaganda eleitoral para presidente da República. Isso sem contar o tempo acrescido pelas coligações. Vocês acham isso justo? É o mesmo que uma corrida de 100 metros rasos e um dos participantes largar 41 metros à frente dos demais competidores. É o maior abuso de poder econômico institucionalizado. Fez-se muito trabalho, muitas reuniões e muitas discussões no Congresso para penalizar o abuso do poder econômico nas eleições, proibindo que se pague propaganda eleitoral, e aí se permite a um partido essa enorme vantagem na TV em prejuízo dos demais. O justo seria zerar o jogo e todo mundo ir para a corrida em condições iguais, mas como isso jamais ocorreria, resolvemos entrar com ação no STF e TSE para mudar essas regras diferenciais que geram o desequilíbrio eleitoral.

O nosso Podemos ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) e uma consulta formal ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a distribuição do tempo de TV no horário eleitoral gratuito não tenha como critério o tamanho das bancadas eleitas em 2014,  e sim o tamanho das bancadas em 28 de agosto de 2017, quando aconteceu a janela partidária (amparada constitucionalmente), com transferência de parlamentares sem risco de perda de mandato para as eleições deste ano. Pedimos, portanto, que haja coerência, que se use o mesmo critério aplicado na divisão do Fundo Eleitoral, que tomou por base a configuração dos partidos no Congresso em agosto do ano passado.

Os dois órgãos ainda não se manifestaram, mas continuamos esperançosos. A regra precisa ser modificada para haver equilíbrio no horário eleitoral gratuito, e a corrida ser exibida na TV sem beneficiar A ou B ou C.

Podemos se agiganta!

 

Domingo, ‘invadimos’ a Assembleia Legislativa de São Paulo. A Convenção Estadual do Podemos-SP foi sensacional. Vendo aquele mundaréu de gente animada, ocupando cada espaço, batucando, cantando e muito feliz, não posso negar que me emocionei. Foi a confirmação que o meu sonho de construir um partido movimento, onde o poder de decisão é dividido com os cidadãos, também era o sonho de muitos brasileiros, e que sonhando juntos o transformamos em realidade. Quem esteve lá sentiu o mesmo que eu senti, esperança e fé que novos tempos virão para reconstruirmos um Brasil mais justo e igualitário. Montamos um time vencedor e, como disse o nosso candidato ao Senado, Mario Covas, o Podemos vai sair destas eleições muito maior. Eu acredito!

E saber que lá trás, quando comecei a formatar essa nova maneira de fazer política no país, sem essa polarização ultrapassada de esquerda e de direita, muitos desacreditavam, duvidavam e até me desencorajaram, mas está aí o Podemos, que tem o DNA do PTN (sempre ao lado do povo). Começamos a sonhar com 4 deputados, hoje somos 17 na Câmara Federal e 5 no Senado. E ano que vem seremos muitos mais.

De coadjuvante no passado hoje somos protagonistas. Temos Alvaro Dias, o presidenciável ficha limpa, com menor índice de rejeição, desejado e publicamente seduzido por todos os partidos. E sabem por quê? Porque Alvaro é experiente e bem preparado para tirar o Brasil desse estado de inércia e desesperança em que se encontra e reconduzi-lo ao seu lugar de destaque no desenvolvimento econômico e social.

Depois dessa convenção estadual, que inclusive atraiu líderes políticos de outros partidos e foi altamente prestigiada pelo governador de São Paulo, Márcio França, não tenho mais dúvidas que estamos no caminho certo e, com o povo decidindo conosco as principais questões da Nação, nós vamos mudar o Brasil.

Um pouco da nossa convenção estadual, vcs podem ver neste link: https://goo.gl/PqtS8f

Regresso de busão

Felizmente, a adrenalina estava em alta após percorrer 12 municípios do interior paulista (o giro pelo Interior continua nesta semana), porque a gente se lascou no regresso para a Capital. Uma pane no sistema de radar do aeroporto de Congonhas afetou todo o espaço aéreo e nenhum avião decolava de onde estivesse para São Paulo. Isso na sexta-feira à noite. A situação, segundo nos informaram no aeroporto de São José do Rio Preto, somente seria normalizada no domingo. Não dava para esperar, tinha agenda no sábado de manhã, e no domingo haveria a Convenção Estadual do Podemos-SP. Eu e meus parceiros de giro interiorano (Thiago Milhim e Ricardo Camargo) não tivemos outra alternativa senão pegar um busão e encarar 433 quilômetros e seis horas de estrada. Foi pesado, minha gente, e chegamos, literalmente, moídos (rs).

Giro da emoção

Visita à Santa Casa de Nhandeara

Semana passada foi bem puxada, mas valeu muito a pena. Percorri parte do interior de São Paulo, conversando com integrantes do Podemos, lideranças regionais e, o melhor de tudo, vendo o progresso em andamento em cada município pelo qual passei. Avanços possibilitados por recursos federais que destinei por meio de emendas parlamentares solicitadas junto aos ministérios. São hospitais em obras e com mais equipamentos, vias públicas com camada asfáltica, postos de Saúde recebendo medicação a serem distribuídas gratuitamente à população, áreas de Esporte e Turismo com investimento para progredirem. Avanços concretizados graças ao comprometimento de um mandato voltado ao bem-estar dos cidadãos. Em 3,5 anos de vida parlamentar pude empenhar mais de R$ 58 milhões para as cidades de São Paulo. Hospitais sendo retomados, entidades ajudadas… Quantos abraços de agradecimento e choros emocionados recebi por ter conseguido fazer a diferença no dia a dia de muita gente. É muito gratificante quando podemos ajudar, através da política, a melhorar a vida das pessoas. Isso não tem preço.

Judiciário refém da política?

O número de eleitores que anunciam, segundo as pesquisas, que vão votar nulo ou branco é muito preocupante, conforme expus no post abaixo, mas há outras coisas que me preocupam bastante. O Judiciário é uma delas. José Dirceu, condenado em 2 ª instância, foi solto por ofício pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo. E no  domingo, dia 8, um desembargador de plantão tentou soltar Lula.  Sobre isso me manifestei pelas redes sociais. Só que a coisa não terminou.

Não sei se vocês assinam a revista semanal digital Crusoé (  https://goo.gl/3rBbXq ), mas a edição desta semana traz bombástica reportagem com Eliana Calmon, ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça, segunda maior Corte do país, e ex-presidente do Conselho Nacional de Justiça. Sem papas na língua, ela diz que o ministro Dias Toffoli também vai soltar Lula. E prevê que isso ocorrerá quando Toffoli assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal, em setembro!!!

Na ampla reportagem, Eliana Calmon descortina as entranhas do Judiciário brasileiro, com declarações estarrecedoras, entre elas que se não julga juízes corruptos (“bandidos de toga”) e que os ministros do Supremo “estão acima do bem e do mal”, que a única coisa que os atinge é o impeachment levado a cabo pelo Senado, “mas está todo mundo com o rabo preso”.

A ex-ministra diz que “as forças ocultas do Judiciário estão unidas a políticos para enterrar a Lava Jato”, e que isso vai acontecer, prevê ela. Por fim, perguntada se há solução para o País, declara: “Compre uma passagem e saia do Brasil. Eu estou perdendo minhas esperanças”.

Chocante, né? Ela desce a lenha no Judiciário, chama alguns juízes de “medíocres” e partidários. Ela viveu lá dentro e deve saber o que diz.  Eu sou a favor do cargo por meritocracia e não por indicação e defendo a Reforma do Judiciário. A caixa preta precisa ser aberta. E as tais “forças ocultas”, que ela diz estarem agindo no Judiciário, somente serão desmascaradas e punidas se a gente mudar esse jogo político que tanto mal fez ao país. Eu não vou seguir o conselho dela de comprar uma passagem e sair do Brasil. Eu tenho esperança, eu acredito na mudança. Eu não vou desistir do meu país. E vocês? Como diz Alvaro Dias, usando a estrofe de uma música de Raul Seixas: “Tenha fé na vida, tenha fé em Deus e tente outra vez”. Nós tentaremos mais uma vez!

Brasil precisa de você, eleitor!

Oi, amigos, não aguentei! O blog estava encerrado, porque não tinha mais tempo para me dedicar a ele diante de tantas atribuições como presidente de partido neste ano eleitoral, mas senti muita falta desse nosso cantinho, principalmente de vocês, meus fieis seguidores. E cá estou eu! Com tanta coisa acontecendo no Brasil nesses últimos meses, precisava voltar e dividir com vocês as minhas preocupações.

Tenho percorrido o nosso Brasil. Em todos os lugares, a vontade popular por mudanças é imensa. Entretanto, ao mesmo tempo em que muita gente defende novos rumos, pesquisas apontam que 40% dos eleitores estão inclinados a votar nulo ou branco em outubro. Isso é muito preocupante. É omissão, desperdício do voto que tanto lutamos quando da mobilização pela redemocratização. Preciosa ferramenta de participação e de decisão que se está abrindo mão agora, num momento tão importante para o futuro do nosso país. Não concordo com os argumentos que andam dizendo por aí, que nenhum candidato presta, que todos os políticos são corruptos e/ou não os representa.

Generalizam a classe política, colocam todos no mesmo balaio? Ah, não, isso não. Há tantas maneiras de diferenciar o bom e o mau político: Ficha Limpa, trajetória política, desempenho, comprometimento. Tá tudo aí na internet, basta pesquisar para saber quem faz e quem enrola, quem promete e cumpre, quem promete e depois esquece, quem trabalha de forma transparente ou quem esconde em seus gabinetes.

Se realmente tivermos 40% de votos desperdiçados, isso sem contar quem diz que nem irá comparecer às urnas, os mesmos vão continuar no poder, assim como a corrupção, o balcão negócios e as forças ocultas que colocaram a nossa Nação no limbo. E se  o que ouço nas minhas andanças, que o brasileiro quer mudanças, o primeiro passo para isso é votar. Votar com consciência, com conhecimento, com responsabilidade e envolvimento nessa mudança que o nosso Brasil precisa.

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