Ele é o cara!

Roque de Sá/Agência Senado

A bancada federal do Podemos se reuniu para analisar o momento pré-eleitoral, com base nos números da pesquisa Datafolha. E vou confessar uma coisa para vocês:  a cada dia admiro mais o nosso pré-candidato, o senador Alvaro Dias. Quem o conhece, quem acompanha sua trajetória política, sua conduta, sabe do que estou falando. É uma pessoa que pratica o que prega, é séria, sensata, experiente e com uma visão de democracia direta e participação admirável. Não tenho dúvidas que temos o melhor candidato para a presidência da República. Para tirar o Brasil do oceano de dificuldades em que se encontra, é preciso eleger um presidente com maturidade política e competência administrativa. E eu digo que essa pessoa é Alvaro Dias, o novo, de fato, nessa corrida presidencial. Quem não conhece, muita gente ainda nem sabe que ele é pré-candidato, convido a acompanhar a vida política do senador, ouvir seus pronunciamentos no Congresso, ler e/ou assistir suas entrevistas pelo Brasil afora, analisar sua postura e sua transparência. Sem receio de afirmar: Alvaro Dias é a alternativa para dias melhores no Brasil.

Poder é coletivo e com o povo

Estava lendo uma notícia sobre o desembarque do PSDB do governo federal e me chamou a atenção a declaração do ministro Eliseu Padilha, que defende projeto único de poder para 2018. Oi? Como assim, poder único? E o projeto de Nação, nada? Infelizmente, nossa política perdeu sua essência! Ainda bem que nem todos olham para o próprio umbigo. Se o Podemos pensasse assim, hoje estaríamos bonitos na foto, com mais de 30 deputados, querendo crescer mais só por causa do fundo partidário e, com bancada volumosa, negociando ministérios. Não, nós não somos assim. O Podemos tem proposta para o Brasil, se apresenta como alternativa e se recusa a fazer joguinhos em troca de regalias ou cargos. Já mostramos isso, somos transparentes e muito claros em nossos posicionamentos. Semanas atrás dispensamos deputados por apoiarem outros candidatos que não o nosso somente por interesses pessoais. O Podemos é coletivo e age em consonância com o desejo do povo, que refuta negociatas e, consequentemente, não quer mais do mesmo.

 

Pauta intensa em plenário

Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Nesta semana, apreciamos em plenário projetos importantes, como a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que adia do final de 2020 para 2024 o prazo para Estados e municípios pagarem seus precatórios. Essa PEC, já aprovada em primeiro turno, é uma das demandas de governadores e prefeitos para ajudá-los a fechar as contas de suas gestões.

Outra votação de destaque foi a MP 795/2017, que dispõe sobre o tratamento tributário das atividades de exploração e de desenvolvimento de campo de petróleo ou de gás natural. A medida institui regime tributário especial para as atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos. Votamos o mérito dessa medida provisória, ou seja, o texto principal, mas os destaques só serão debatidos na próxima semana.

 

Preciso de um clone

Mal chego a Brasília e há tantas coisas para resolver que não consigo entender como dou conta de tudo. Gostaria de ter um clone, duas Renatas, talvez, conseguiriam fazer tudo que tenho para deliberar aqui na Câmara. (rs)

Sem fisiologismo, por favor!

Olha, gente, conviver aqui tem me deixado triste e com raiva. Sinceramente, chega a embrulhar o estômago ver deputado se vendendo o tempo todo, negociando privilégios. De verdade, há uma enorme distância da cabeça dos parlamentares com o que deseja a sociedade. Nem todos os deputados estão voltados a interesses escusos, é bom deixar isso bem claro, mas têm muitos que agem sem pensar no povo. Gostaria de pedir uma coisa aos eleitores: peguem a lista dos que votaram pelo impeachment da Dilma, pela cassação do mandato do Eduardo Cunha e pela admissibilidade das investigações contra Michel Temer. Mesmo que vocês não concordem com as posições tomadas, vejam que foram os parlamentares que se portaram de forma independente e não foram fisiologistas, porque não negociaram com o governo do PT, não negociaram com o governo do PMDB e não negociaram com o então presidente da Câmara Eduardo Cunha. A gente precisa muito disso no Brasil, desse tipo de atitude. E, em 2018, vamos tentar eleger pessoas mais preocupadas com o interesse da população.

 

Muito agito no Congresso

E essa semana, que eu imaginei que seria tranquila, teve um evento municipalista e o Congresso esteve lotado, com mais de 2 mil prefeitos presentes na Casa. Um agito! E a maioria fez questão de passar pelo gabinete, o que me deixou muito honrada, mas foi impossível tocar os trabalhos, fazer qualquer coisa.

Agimos rapidamente

Um dos nossos deputados foi convidado para ser ministro das Cidades, e aceitou. A gente quase entrou em pânico, porque o nosso partido não é situação nem oposição, é independente, e não faz parte do governo. Esse deputado foi aquele destituído da liderança da bancada por ter feito uma construção pró-governo quando da votação da primeira admissibilidade da investigação de Temer pelo STF. Na época, ele chegou a anunciar sua saída do partido, mas acabou não fazendo. Pois bem, tão logo foi anunciado como ministro, prontamente fizemos sua desfiliação do Podemos, não dando tempo para o falatório de que o nosso partido estaria alinhado com o governo, inclusive com um ministério em mãos. Tomamos rapidamente uma decisão e evitamos o diz-que-me-diz sem fundamento, mas, afe, foi um sufoco!

Intensivão gera economia

Saiu na mídia que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, autorizou os deputados a esticarem o feriado da Proclamação da República. Mas não foi nada disso, gente. O que houve, de fato, foi que ele antecipou as sessões, ou seja, puxou os trabalhos em plenário, geralmente de terça a quinta, para segunda a sexta-feira passada. Isso para economizar custos. Cada ida-volta de estado de origem-Brasília-estado de origem é um custo e tanto nos cofres públicos. Eu sempre defendi que se fizesse um intensivão de trabalhos sempre que houvesse um feriado no meio da semana. A antecipação custa menos aos cofres públicos, são duas passagens aéreas de deslocamento, uma para ir e outra pra voltar de Brasília. Sem intensivão, são quatro, ida e volta antes do feriado e ida e volta depois do feriado. Mas como vivemos em tempos de fake news, divulgam que estamos enforcando trabalho, como se a gente ficasse parada quando não têm atividades no Congresso. Trabalha-se muito mais, porque se aproveita esse tempo para conversar com os eleitores, com lideranças locais e estaduais, a gente não para um minuto, cumprindo as agendas políticas e sociais do mandato. E semana que vem voltamos com tudo no Congresso, porque tem muita coisa em pauta!

 

Brasil precisa se valorizar

Estive fazendo uma grande reflexão do Brasil. Viajei recentemente para os Estados Unidos, um país onde as coisas funcionam. Não tenho a menor vontade de morar lá, já até morei, tenho vontade mesmo é que o Brasil seja um país melhor, por isso minha reflexão. O que temos de fazer para o nosso país evoluir? Precisamos discutir a política macro, discutir o Brasil como um todo, parar com esse populismo barato. Obviamente que tudo isso passa pela Educação, temos de trabalhar, primeiramente, para erradicar o analfabetismo, não o ler e escrever, mas o analfabetismo social e cívico.

Quando estive nos Estados Unidos fiquei abismada ao saber que, depois dos norte-americanos, os brasileiros são os maiores investidores. Você chega naquele país e só têm brasileiros comprando, comprando e comprando. O brasileiro vai gastar lá. Paga 3 vezes mais lá, porque um dólar está R$ 3,30, paga-se muito mais caro lá, proporcionalmente. Fiquei me perguntando: qual seria o custo de um norte-americano passar férias no Brasil? É de graça! É 3 vezes menos. E por que eles não vêm? Porque têm uma cultura de gastar em seu país, para manter o dinheiro nos Estados Unidos. E o brasileiro vai gastar lá, vai deixar o dinheiro nos Estados Unidos!!! Então, tem uma questão educacional que os norte-americanos e os povos mais desenvolvidos sabem explorar muito bem o Brasil. Na verdade, o Brasil nasceu de uma colônia de exploração, e a gente precisa mudar essa cultura, precisa povoar o Brasil de vez, valorizar nossa indústria nacional, valorizar nossa Nação.

Desde que me elegi deputada, aliás bem antes até, nunca mais havia viajado para fora do país, sempre que tive férias fui para o Nordeste ou outras regiões brasileiras, eu gosto do Brasil. Fiquei assustada quando vi tanto de brasileiros fazendo compras e investindo nos Estados Unidos. Em vez de estimular o nosso turismo, trazer dinheiro para cá, aquecer nossa economia, a gente pega o pouco que tem, com essa crise, e vai gastar lá fora. Temos de ter mais cultura nacionalista, não acham?

Vetado limite de doação

O presidente da República vetou o limite de doação de pessoa física em campanha eleitoral, recentemente aprovado pelo Congresso. Na discussão da Reforma Política, aprovou-se o limite de 10% do rendimento bruto do ano anterior, declarado no IR, ou 10 salários mínimos, valendo o que for menor. Mas isso foi vetado pelo presidente da República, ou seja, tirou-se o limite de doação individual. Essa questão do imposto de renda, eu acho ruim, porque as pessoas mais simples que queiram doar pouco muitas vezes não têm esse controle, e a multa é grande. O limite deveria especificar um valor, por exemplo, um salário mínimo, R$ 1 mil ou R$ 2 mil, um fixo especificado, que facilitasse a arrecadação e a atuação de pessoas físicas no financiamento de campanha, que tem de ser cada vez mais a forma de financiamento das democracias, mas para isso precisa ser desburocratizado, regulamentado, enfim, tornado mais fácil e mais claro para que aconteça.

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