jul 15, 2015 - câmara dos deputados    4 Comments

Nocautearam Davi

É um golpe atrás do outro. Aprovaram uma emenda que somente candidato de partido com mais de 9 representantes na Câmara dos Deputados participará de debate eleitoral na TV. O que acontece na prática? Vou dar um exemplo para vocês: a deputada Christiane Yared foi a mais votada no Paraná, e hoje é uma das principais pré-candidatas à Prefeitura de Curitiba. O deputado Cícero de Almeida, de Alagoas, é líder nas pesquisas. Pela regra aprovada, eles não poderão participar de debates eleitorais porque seus partidos não têm nove deputados na Câmara, ou seja, menosprezaram a representatividade que cada agremiação partidária tem em seus municípios e estados, o que é um absurdo, é inconstitucional. Já existe uma cláusula de representação na Casa para ter direito a tempo de TV e a Fundo Partidário e agora colocam esse número, 9. Por que? Vou revelar uma coisa para vocês: esses números são decididos em acordo, em princípio eram 11, mas 11 prejudicaria três partidos, que votariam contra e aí a emenda não passaria. Então, abaixaram para 9, prejudicando não apenas os pequenos partidos, com a clara intenção de só se manter os grandes no poder, mas, principalmente, os candidatos que já mostraram nas urnas que têm a preferência popular e que agora ficarão cerceados de discutir suas ideias em debates televisivos. Olhem a incoerência aprovada nesta Casa: um candidato que venha a estar em primeiro lugar nas pesquisas estará fora do debate, penalizado porque seu partido não tem 9 deputados federais, enquanto que um outro, com baixíssima porcentagem em levantamento eleitoral da opinião pública, estará lá, na telinha, debatendo. Ou seja, tiraram dos eleitores o direito de ouvir os seus candidatos preferidos. Nessa guerra entre Davi e Golias, nocautearam Davi. É o fim da picada!

renata minireforma politica

Fui à tribuna falar sobre a incoerência dessa emenda, que tira do povo o direito de ouvir seu candidato em debates eleitorais porque seu partido não tem 9 deputados

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4 Comentário

  • Não deveriam existir partidos nanicos. Vamos olhar exemplos de onde a democracia funciona. EUA = 2 partidos. Se a pessoa não concorda com nenhum dos dois, se candidata sem partido mesmo.

  • foi apoiar o eduardo cunha, deu no que deu…

  • Minha irmã deseja ser pré-candidata para disputar as eleições em 2016. Será a segunda vez que tenta as eleições para vereadora da cidade de São Vicente. Na primeira vez, creio que tenha ficado entre as 10 mulheres mais votadas da cidade, com 130 votos. Faz 20 anos que atua na área social da cidade, e hoje formada em Serviço Social, acredita, que como funcionária efetiva na Prefeitura, na área da habitação, tem maiores possibilidades de apoio. Alguns pré candidatos para prefeito, estão interessados nela, pois preenche as vagas de 9,8% do partido para mulheres. Qual sua opinião, no sentido que apesar de ter um bom nome como profissional competente na cidade, enfrenta falta de recursos para realizar uma campanha razoável, no tocante ao exercício de igualdade de oportunidade, com aqueles que já são bem conhecidos e possuem muito dinheiro. A Marlene, minha irmã, acredita que pode contribuir, não apenas pela causa das mulheres, mas também no exercício do cargo público para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos vicentinos, aqui no litoral de São Paulo. Gostaria, depois de ler sobre sua luta para aprovação de leis que aumentem a presença das mulheres no legislativo dos três níveis de poder, qual seria a maior razão para que ela tivesse o apoio de nossa família e dos nossos amigos colaboradores, no sentido de enfrentar tamanha oposição e fraca participação representativa das mulheres, em uma cultura tão machista?
    Parabéns por sua atuação profundamente colaborativa para a democracia do nosso país!!!

    Um grande abraço e continue nessa luta pelas mulheres….

  • Ao que parece, os grandes partidos estão fazendo de tudo para se manterem no topo da cadeia política.

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