ago 24, 2016 - câmara dos deputados    7 Comments

Nem governo, nem oposição

As coisas estão caminhando lentamente em Brasília. Mas vão esquentar na virada do mês, assim que terminar o processo de impeachment de Dilma Rousseff e o governo interino, ao que tudo indica, se tornar, de fato, governo empossado.  Além do pacote anticorrupção (que falei em post anterior), outros assuntos entrarão em pauta. Um deles é a PEC 241, que limita os gastos públicos por 20 anos corrigidos até o limite dado pela inflação do ano anterior. Após a admissibilidade da proposta ter sido aprovada no começo do mês na CCJ, expectativa agora é que a Comissão Especial vote o relatório do deputado Darcísio Perondi na primeira semana de setembro e o assunto entre em votação no plenário na terceira semana de outubro. Acontece que tem gente contestando a PEC, sob o pretexto de que vai retirar dinheiro da Saúde e da Educação. Só que o texto da proposta não diz nada disso. Lá está escrito que ‘não partirá do Poder Executivo a determinação de quais gastos e programas deverão ser contidos no âmbito da elaboração orçamentária. O Executivo está propondo o limite total para cada Poder ou órgão autônomo, cabendo ao Congresso discutir esse limite. Uma vez aprovada a nova regra, caberá à sociedade, através de seus parlamentares, alocar os recursos entre os diversos programas públicos, respeitado o teto de gastos. Vale lembrar que o descontrole fiscal a que chegamos não é problema de um único Poder, Ministério ou partido político. É um problema do país! E todo o país terá que colaborar para solucioná-lo’. Então, como costumo dizer, não podemos ser oposição nem governo. Neste momento crítico no qual se encontra o Brasil, com sério problema de caixa, é obrigação de todo representante do povo ser transparente, passar a informação verdadeira e trabalhar para os brasileiros. Mais do que nunca é a hora de mostrar que ouvimos as ruas e representamos quem nos elege. Penso que a informação tem de ser compartilhada. E nesta hora, precisamos não ser esquerda nem direita, e sim mais Brasil!

ccj pec 241

No começo deste mês, a CCJ aprovou a admissibilidade da PEC 241

 

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7 Comentário

  • “Neste momento crítico no qual se encontra o Brasil, com sério problema de caixa, é obrigação de todo representante do povo ser transparente, passar a informação verdadeira e trabalhar para os brasileiros”

    Nossos representantes já trabalharam para uma parte do povo brasileiro, aprovando aumentos para o judiciário. Sobretudo o.dos ministros do stf, o que verá um efeito cascata em.âmbito nacional.

    Sabemos quem pagará essa conta, né?

  • Grande projeto esse de levar a capoeira para as escolas, joguei capoeira por muitos anos e sei o beneficio que faz aos jovens.
    Parei de lutar, quando perdi a ginga, não aguentava mais acompanhar os parceiros capoeristas.
    O berimbau dá o tom no jogo de angola, quando a luta está acirrada, através da musica ele faz diminuir a intensidade dos capoeiristas.
    A capoeira deveria ser indicada para todas as escolas, tal o seu beneficio na formação do cidadão.

  • Parabéns deputada, pela aprovação de seu projeto sobre a radio difusão na câmara federal, vai alavancar muitas rádios que esperavam esse projeto e, estavam paradas, além de criar mais trabalhos na área de comunicação.
    O velho guerreiro, Chacrinha já dizia; “quem não comunica, se trumbica”.
    Afinal, a rede aberta atinge todo tipo de público, com diversos níveis sociais e culturais, em razão das diferenças regionais do nosso país, devido a sua extensão continental.
    Sou um admirador e ouvinte de rádio, acho que ele não sai de moda, nunca.

  • Me desculpe, Renata, mas é preciso ser muito ingênuo para acreditar que essa conta não vai ser cobrada em cima de saúde, educação e programas sociais. Ou muito mal intencionado para, sabendo que será assim, dizer que não será. Quero realmente acreditar que você esteja no primeiro grupo, o dos ingênuos.

  • “Mais do que nunca é a hora de mostrar que ouvimos as ruas e representamos quem nos elege.”

    Então deixem a Dilma ficar no cargo para o qual foi eleita.
    Reduzam os ganhos absurdos de políticos, membros do judiciário, militares, e todas as “castas” privilegiadas.
    Não deixem esse “governo” implantar medidas que a população não pediu nas urnas.
    Desafoguem a economia sem apertar o trabalhador.

    Tem muito a ser feito que é dito pela população a décadas, mas que só fingem que ouvem.

  • Sugiro, cara deputada, que também se congele os salários do Judiciário e dos Parlamentares por tempo indeterminado, até que a situação econômica do país volte a melhorar.
    Pois, se existe corte de gastos da população e dos empresários, todos em Brasília, sem excessão, deveriam observar essa situação que passamos, com risco da população protestar veementemente contra o privilégio de quem é parlamentar ou do judiciário.

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