jul 16, 2018 - câmara dos deputados    2 Comments

Judiciário refém da política?

O número de eleitores que anunciam, segundo as pesquisas, que vão votar nulo ou branco é muito preocupante, conforme expus no post abaixo, mas há outras coisas que me preocupam bastante. O Judiciário é uma delas. José Dirceu, condenado em 2 ª instância, foi solto por ofício pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo. E no  domingo, dia 8, um desembargador de plantão tentou soltar Lula.  Sobre isso me manifestei pelas redes sociais. Só que a coisa não terminou.

Não sei se vocês assinam a revista semanal digital Crusoé (  https://goo.gl/3rBbXq ), mas a edição desta semana traz bombástica reportagem com Eliana Calmon, ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça, segunda maior Corte do país, e ex-presidente do Conselho Nacional de Justiça. Sem papas na língua, ela diz que o ministro Dias Toffoli também vai soltar Lula. E prevê que isso ocorrerá quando Toffoli assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal, em setembro!!!

Na ampla reportagem, Eliana Calmon descortina as entranhas do Judiciário brasileiro, com declarações estarrecedoras, entre elas que se não julga juízes corruptos (“bandidos de toga”) e que os ministros do Supremo “estão acima do bem e do mal”, que a única coisa que os atinge é o impeachment levado a cabo pelo Senado, “mas está todo mundo com o rabo preso”.

A ex-ministra diz que “as forças ocultas do Judiciário estão unidas a políticos para enterrar a Lava Jato”, e que isso vai acontecer, prevê ela. Por fim, perguntada se há solução para o País, declara: “Compre uma passagem e saia do Brasil. Eu estou perdendo minhas esperanças”.

Chocante, né? Ela desce a lenha no Judiciário, chama alguns juízes de “medíocres” e partidários. Ela viveu lá dentro e deve saber o que diz.  Eu sou a favor do cargo por meritocracia e não por indicação e defendo a Reforma do Judiciário. A caixa preta precisa ser aberta. E as tais “forças ocultas”, que ela diz estarem agindo no Judiciário, somente serão desmascaradas e punidas se a gente mudar esse jogo político que tanto mal fez ao país. Eu não vou seguir o conselho dela de comprar uma passagem e sair do Brasil. Eu tenho esperança, eu acredito na mudança. Eu não vou desistir do meu país. E vocês? Como diz Alvaro Dias, usando a estrofe de uma música de Raul Seixas: “Tenha fé na vida, tenha fé em Deus e tente outra vez”. Nós tentaremos mais uma vez!

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2 Comentário

  • Deputada Renata, a senhora faz um trabalho maravilhoso na politica…
    Acompanho a sua peregrinação, nas bases politicas aí no seu estado, sempre levando melhorias, recursos e apoio politico, as prefeituras do estado de São Paulo.
    Diante desse quadro de tragedias que se envolveram os políticos, obvio, não são todos, mas uma grande parte deles, ficou patente para todos nós, que o que tem se fazer é mudar a cultura de fazer politica no país.
    Eu me considero uma pessoa bem informada, votei com a maior convicção na época, em Azeredo e no Aécio Neves, veja como estou hoje, totalmente desacreditado….
    Deve ter muitas pessoas, nessa mesma situação minha, com esse sentimento que não coaduna com o que desejo para o nosso país…
    Quero o melhor para o meu país, mas não vejo muitas melhorias a curto prazo, não…
    Acho que além de mudar a cultura de se fazer politica, tem que fazerem um trabalho muito grande junto ao povo, para que acredite mais nos políticos….
    Contra fatos não há argumentos, os fatos estão aí, a imprensa falada, escrita e televisada, nos mostra isso todos os dias.
    É um bombardeio de coisas deprimentes, todos os dias…
    Ainda bem que vou ficar uns tempos longe disso, estou de passagem marcada para a Europa, para um país, serio e forte, que seus políticos respeitam seus eleitores e os cargos importantes que ocupam, respeitam a nação….
    Esses sentimentos de descréditos, que nós brasileiros temos, hoje, foram plantados, por muitos dos políticos, que estão em atividades na politica brasileira….
    Vai levar tempo, para mudar esses estado de coisas…..
    Saudações!!!!

  • Buenas

    Sou o Túlio, do Rio Grande do Sul, e faço parte dos “famigerados 40%”. E não é por preguiça ou revoltinha, não: em 2014 resolvi fazer algo diferente, escolhi um candidato daqui da região, conversei pessoalmente (já o conhecia mesmo, bem como suas propostas e histórico – tinha sido um ótimo prefeito e deputado estadual), pedi add no Facebook e avisei que iria votar nele mas acompanhar e marcar de cima.

    Muito que adiantou; foi para lá, ajudou a derrubar a parte que lhe convinha da máfia (PT) e a segurar a outra (PMDB) com unhas e dentes. Reclamei, respondeu com conversa mole, insisti e caiu fora. Outros já me tinham dito ter feito isso e o resultado ser este. Agora acredito!

    A meu ver, pelo menos no Brasil a diferença entre tirania e democracia é que numa a gente escolhe o carrasco, na outra é o carrasco que nos escolhe. Fico com a terceira via: outros que escolham o carrasco, já que no fim todos vamos acabar no patíbulo de sempre mesmo…

    PS.: parabéns pelo blog, vi ontem cedo numa matéria da Exame e fiquei de “maratona” a partir do primeiro post, tendo terminado agora. Só então comentei. Tem muita coisa legal, muita coisa nem tanto, mas o que gostei mais foi do que NÃO foi escrito, do que tive que inferir. Por exemplo, DepFed toma pau da mídia, pode provar que é mentira mas não processa por crime contra a honra, como deveria. Por que será?

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