maio 20, 2015 - câmara dos deputados    6 Comments

Gastrite nervosa

Olha, esta semana pode ser resumida como a semana de minha gastrite nervosa (acho que terei de tomar omeprazol). Se eu passar intacta por ela, já vou estar aliviada. Estamos prestes a votar a Reforma Política na Comissão Especial, que começou assim que eu assumi o mandato. Várias bandeiras podem acabar com os pequenos partidos e com a renovação política. Todos os dias marco presença, brigo, discuto, mas a gente está vendo que o trator vai passar por cima. Para vocês terem uma ideia de como estão as coisas por aqui, o relatório já mudou três vezes. Primeiro, colocaram mandato de cinco anos para senador. Como isso não vai passar no Senado, alteraram para 10 anos. A população chiou e voltaram para cinco anos. Não há consenso! Para unificar todas as eleições, obrigatoriamente tem de se reduzir ou aumentar o mandato do senador, e é aí que entra a questão: se diminuir, não se aprova o relatório. É uma coisa que eu sempre brigo: acho que essa Reforma não poderia ser feita por esta Casa. Somos muitos, a maioria muito competente, mas a grande verdade é que muita gente está defendendo seus interesses ou questões partidárias. Então, é muito complicado. Mais uma vez reitero que deveríamos brigar por uma Constituinte à parte para fazer essa Reforma Política. Eu estou lutando com unhas e dentes contra cláusula de barreira. Parece que aqui dentro da Câmara eles querem responder aos gritos das ruas acabando com os pequenos partidos. Ridículo, porque as manifestações populares não foram contra as pequenas legendas, mas contra um sistema corrompido por escândalos de corrupção, não é mesmo? O resultado das eleições foi justamente o inverso do que eles estão querendo, foi a fragmentação do Congresso, colocando novas legendas e novos parlamentares nesta Casa, que vieram através dos pequenos e médios partidos. Bom, vamos ver o que vai dar. Vou continuar lutando incansavelmente para que a gente consiga a predominância de um sistema razoável, e que permaneçam as minorias e a renovação política.

 

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6 Comentário

  • ola deputada federal renata abreu (ptn – sp ), nunca falei lhi como descobri o seu blog foi atraves da revista veja, a revista de maior circulação nacional, e quero aqui parabenizar pela otima ideia de ter está blog esté veicula de comunicação ccom o povo paulista e brasileiro, agora eu gostária de saber a sua opinião sobre a rádio web – no brasil, afinal A GUARANI FM – SÃO PAULO, RÁDIO WEB – está no ar para são paulo, brasil e todo o planeta, tocando sempre o seu bom gosto, gostaria de saber a sua opinião e pode defender na câmera federal em brasilia-df, esté grande veiculo de comunicação mundial, responda – me deputada federal renata abreu.

  • Deputada, gostaria de saber qual seria o melhor modelo de eleição, para que as minorias não sejam extintas. O distritão ou o distrital? Quem puder me explicar também eu agradeço.

  • Um médico cirurgião me recomendou comer uma batatinha crua (sem casca, lógico), 30 minutos antes de uma refeição do dia, que ela cicatriza a gastrite. Testei e funcionou muito bem. Se souber controlar, não precisa de omeprazol ou outros remédios. 🙂

  • A reforma política é fundamental para melhorar o futuro do país, é preciso haver bom senso dos Senadores, ao invés de 5, 8 ou 10 anos de mandato, votem por 6 anos, que é o tempo ideal para se elaborar, votar e consolidar um projeto.
    Quatro anos parece muito pouco, até porque em SP, como exemplo, nada foi feito de concreto pelo prefeito atual, não sei se por falta de tempo ou competência política.
    Em Manaus nem as ruas foram recuperadas e já vamos começar uma nova campanha política.
    A cada 2 anos os candidatos trabalham em campanhas políticas, sobrando apenas 2 anos para elaboração de projetos e execução de obras, ficando as principais obras paradas para o mandato seguinte, que se for de outro partido, não terá continuidade.

  • Deputada Renata!
    Fazer reforma política sem ouvir o povo, sem colocar pontos que são pilares de uma democracia para que o povo julgue através de plebiscito, sem ouvir as diversas classes sociais representativas da sociedade, ou seja, discutir a aprovação de pontos que somente o Congresso tenha acesso, não é a verdadeira reforma política que o povo brasileiro esclarecido deseja!
    O povo nunca é chamado para opinar, exceto nas eleições. E depois só tem que ficar alienado das discussões que tem lhe dizem respeito. Então, o mínimo seria colocar em plebiscito, 1o itens que possam passar pelo crivo da opinião pública. Sem isto, a meu ver, uma reforma política já começa errada e fatalmente terminará sem o aval do povo brasileiro!
    Que a senhora continue lutando pelos anseios de nosso povo e não de partidos ou partidários!

  • Gostaria de parabeniza-la pelo Blog, descobri através da revista Exame.abril.
    Sobre essa Reforma que comentou… como assim cada um defendendo seus interesses e/ou questões partidárias?? Não deveria ser os interesses da população? E pelo o que vemos ela está muito interessada nessa reforma.
    Como faço pra fazer parte da enquete via WhatsApp ?
    Sucesso na carreira!

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