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Sem fisiologismo, por favor!

Olha, gente, conviver aqui tem me deixado triste e com raiva. Sinceramente, chega a embrulhar o estômago ver deputado se vendendo o tempo todo, negociando privilégios. De verdade, há uma enorme distância da cabeça dos parlamentares com o que deseja a sociedade. Nem todos os deputados estão voltados a interesses escusos, é bom deixar isso bem claro, mas têm muitos que agem sem pensar no povo. Gostaria de pedir uma coisa aos eleitores: peguem a lista dos que votaram pelo impeachment da Dilma, pela cassação do mandato do Eduardo Cunha e pela admissibilidade das investigações contra Michel Temer. Mesmo que vocês não concordem com as posições tomadas, vejam que foram os parlamentares que se portaram de forma independente e não foram fisiologistas, porque não negociaram com o governo do PT, não negociaram com o governo do PMDB e não negociaram com o então presidente da Câmara Eduardo Cunha. A gente precisa muito disso no Brasil, desse tipo de atitude. E, em 2018, vamos tentar eleger pessoas mais preocupadas com o interesse da população.

 

Muito agito no Congresso

E essa semana, que eu imaginei que seria tranquila, teve um evento municipalista e o Congresso esteve lotado, com mais de 2 mil prefeitos presentes na Casa. Um agito! E a maioria fez questão de passar pelo gabinete, o que me deixou muito honrada, mas foi impossível tocar os trabalhos, fazer qualquer coisa.

Agimos rapidamente

Um dos nossos deputados foi convidado para ser ministro das Cidades, e aceitou. A gente quase entrou em pânico, porque o nosso partido não é situação nem oposição, é independente, e não faz parte do governo. Esse deputado foi aquele destituído da liderança da bancada por ter feito uma construção pró-governo quando da votação da primeira admissibilidade da investigação de Temer pelo STF. Na época, ele chegou a anunciar sua saída do partido, mas acabou não fazendo. Pois bem, tão logo foi anunciado como ministro, prontamente fizemos sua desfiliação do Podemos, não dando tempo para o falatório de que o nosso partido estaria alinhado com o governo, inclusive com um ministério em mãos. Tomamos rapidamente uma decisão e evitamos o diz-que-me-diz sem fundamento, mas, afe, foi um sufoco!

Intensivão gera economia

Saiu na mídia que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, autorizou os deputados a esticarem o feriado da Proclamação da República. Mas não foi nada disso, gente. O que houve, de fato, foi que ele antecipou as sessões, ou seja, puxou os trabalhos em plenário, geralmente de terça a quinta, para segunda a sexta-feira passada. Isso para economizar custos. Cada ida-volta de estado de origem-Brasília-estado de origem é um custo e tanto nos cofres públicos. Eu sempre defendi que se fizesse um intensivão de trabalhos sempre que houvesse um feriado no meio da semana. A antecipação custa menos aos cofres públicos, são duas passagens aéreas de deslocamento, uma para ir e outra pra voltar de Brasília. Sem intensivão, são quatro, ida e volta antes do feriado e ida e volta depois do feriado. Mas como vivemos em tempos de fake news, divulgam que estamos enforcando trabalho, como se a gente ficasse parada quando não têm atividades no Congresso. Trabalha-se muito mais, porque se aproveita esse tempo para conversar com os eleitores, com lideranças locais e estaduais, a gente não para um minuto, cumprindo as agendas políticas e sociais do mandato. E semana que vem voltamos com tudo no Congresso, porque tem muita coisa em pauta!

 

Brasil precisa se valorizar

Estive fazendo uma grande reflexão do Brasil. Viajei recentemente para os Estados Unidos, um país onde as coisas funcionam. Não tenho a menor vontade de morar lá, já até morei, tenho vontade mesmo é que o Brasil seja um país melhor, por isso minha reflexão. O que temos de fazer para o nosso país evoluir? Precisamos discutir a política macro, discutir o Brasil como um todo, parar com esse populismo barato. Obviamente que tudo isso passa pela Educação, temos de trabalhar, primeiramente, para erradicar o analfabetismo, não o ler e escrever, mas o analfabetismo social e cívico.

Quando estive nos Estados Unidos fiquei abismada ao saber que, depois dos norte-americanos, os brasileiros são os maiores investidores. Você chega naquele país e só têm brasileiros comprando, comprando e comprando. O brasileiro vai gastar lá. Paga 3 vezes mais lá, porque um dólar está R$ 3,30, paga-se muito mais caro lá, proporcionalmente. Fiquei me perguntando: qual seria o custo de um norte-americano passar férias no Brasil? É de graça! É 3 vezes menos. E por que eles não vêm? Porque têm uma cultura de gastar em seu país, para manter o dinheiro nos Estados Unidos. E o brasileiro vai gastar lá, vai deixar o dinheiro nos Estados Unidos!!! Então, tem uma questão educacional que os norte-americanos e os povos mais desenvolvidos sabem explorar muito bem o Brasil. Na verdade, o Brasil nasceu de uma colônia de exploração, e a gente precisa mudar essa cultura, precisa povoar o Brasil de vez, valorizar nossa indústria nacional, valorizar nossa Nação.

Desde que me elegi deputada, aliás bem antes até, nunca mais havia viajado para fora do país, sempre que tive férias fui para o Nordeste ou outras regiões brasileiras, eu gosto do Brasil. Fiquei assustada quando vi tanto de brasileiros fazendo compras e investindo nos Estados Unidos. Em vez de estimular o nosso turismo, trazer dinheiro para cá, aquecer nossa economia, a gente pega o pouco que tem, com essa crise, e vai gastar lá fora. Temos de ter mais cultura nacionalista, não acham?

Vetado limite de doação

O presidente da República vetou o limite de doação de pessoa física em campanha eleitoral, recentemente aprovado pelo Congresso. Na discussão da Reforma Política, aprovou-se o limite de 10% do rendimento bruto do ano anterior, declarado no IR, ou 10 salários mínimos, valendo o que for menor. Mas isso foi vetado pelo presidente da República, ou seja, tirou-se o limite de doação individual. Essa questão do imposto de renda, eu acho ruim, porque as pessoas mais simples que queiram doar pouco muitas vezes não têm esse controle, e a multa é grande. O limite deveria especificar um valor, por exemplo, um salário mínimo, R$ 1 mil ou R$ 2 mil, um fixo especificado, que facilitasse a arrecadação e a atuação de pessoas físicas no financiamento de campanha, que tem de ser cada vez mais a forma de financiamento das democracias, mas para isso precisa ser desburocratizado, regulamentado, enfim, tornado mais fácil e mais claro para que aconteça.

Desânimo passageiro

O mundo político às vezes me enoja. Chego até me perguntar porque estou aqui, mas, quando visito as comunidades e vejo a esperança que as pessoas te depositam, quando votei a favor da investigação contra o Temer e as pessoas fizeram questão de dizer que eu as representava, volta a vontade enorme de continuar lutando. Entretanto, tenho de revelar que é um universo bem desgastante. A gente é atacada publicamente, fica longe da família, isso desgasta muito, só que em contrapartida recebe esses estímulos de pessoas do bem para seguir em frente. Aliás, estou bem motivada com o projeto do nosso senador Alvaro Dias, pré-candidato a presidente da República. Temos de assumir um protagonismo para lutar por aquilo que a gente sonha, e não ficar apoiando por fisiologismo. Estou me empolgando muito com isso. Vou para a reeleição, e já estou trabalhando para isso.

Acostumados com carinho

Semana passada não estive em Brasília. Tinha questões pessoais a resolver e não vim para o Congresso. E nesta semana, mal cheguei e tinha uma enxurrada de deputados para atender, todos carentes, é impressionante! Você se ausenta alguns dias de uma semana curta, porque teve feriado nacional, e o clima esquenta na bancada. Vou te falar, viu! Acho que por ser mulher presidente, eles estão muito acostumados a receber carinho e atenção, então, basta sair de cena por uns dias e se instala uma crise que vocês não fazem ideia (kkkkk).

Bumbum de fora

E essa foi a semana da denúncia contra o Temer. A Câmara parou para votar o relatório do Bonifácio Andrada pela não admissibilidade da investigação do STF. Estava um clima muito apático. A população contrária a Temer não se mobilizou, não se manifestou, e aqui a pressão popular tem um peso enorme. Com certeza, se tivesse pressão popular o resultado poderia ter sido outro. O nosso Podemos orientou o voto `não` ao relatório, ou seja, favorável às investigações da denúncia pelo Supremo. Teve uma situação engraçada que ocorreu com um deputado. Ele estava no cafezinho do plenário e, quando foi se sentar, a calça prendeu no assento e rasgou do cós quase até o joelho. Ficou desesperado, telefonou para a esposa trazer urgente outra calça porque já estava ocorrendo a votação e logo seria chamado ao microfone para anunciar seu voto. Ele ainda estava no banheiro trocando de calça quando o presidente Rodrigo Maia chamou seu nome. Foi aquele furdunço, todo mundo telefonando para que se apressasse, mas ele acabou não chegando a tempo no plenário para votar. A base do governo entrou em pânico, achando até que o deputado tinha virado a casaca ou que não iria comparecer. Na verdade, o atraso deu-se porque tinha ficado de bumbum de fora (kkkk), mas, na segunda chamada, já de calça trocada, ele pode revelar seu voto.

Viagem perdida

Na semana passada, a última para apresentar as emendas parlamentares, muitos prefeitos e vereadores estiveram em Brasília para acompanharem as indicações de recursos federais empenhados para seus municípios. Só que não tinham ministros em seus postos, porque os que são deputados foram exonerados dos cargos para votarem em favor de Temer. Viagem perdida, prejuízo no bolso!

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