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Votos com pesos iguais

Participei terça-feira à noite de um debate ao vivo na TV Câmara, foi muito interessante. Um dos temas abordados foi voto obrigatório ou facultativo, que ainda será votado na Reforma Política. Gostei muito do comentário feito pelo cientista político Leonardo Barreto, também presente ao debate. “O cara (eleitor) consciente estuda o candidato, passa um mês analisando suas propostas e bandeiras e decide votar nele. Ai, na hora de votar, vê um outro eleitor pegando um santinho na rua e, fala para si mesmo, pô o meu voto, que eu demorei vários dias para definir, vale o mesmo que esse.” Tem razão o Leonardo, mesmo peso para dois comportamentos completamente diferentes. Isso exige reflexão!

Gostei miotp de particicpar do programa Expressão Nacional, na TV Câmara

Gostei muito de participar do programa Expressão Nacional, na TV Câmara

Eu estava lá, sim

Esta Casa deixa a gente tão maluca que eu entrei terça-feira no plenário e comecei a discutir alguns assuntos com outros parlamentares. Como não teve votação nominal, esqueci de registrar minha presença. Poxa, então, se vocês verem minha falta lá na lista de presença, garanto que eu estava lá sim. Eu vivo fazendo isso. Sou muito esquecida de marcar presença. Preciso urgentemente corrigir isso (rs)

Telecentros nas comunidades

Estive no Ministério de Ciência e Tecnologia para conversar sobre alguns projetos com o secretário de Inclusão Social, Eron Braga Bezerra. Lá, eles têm projetos muito legais e eu quero levar um deles para as comunidades: é o Telecentro. Eu ando muito pelos núcleos habitacionais de São Paulo e, como não há lazer neles, as crianças ficam nas ruas. O Telecentro, nessa nova geração tecnológica, tiraria essa turminha das ruas. Eu achei esse projeto o máximo e vou destinar algumas emendas para sua instalação nas comunidades.

Ah, esqueci de falar uma coisa importante. Participem do meu mandato, mandem ideias de projeto de lei, exponham as dificuldades que enfrentam, que, de repente, a gente pode trabalhá-los aqui. É importante essa participação popular. Eu vou adorar propor projetos de iniciativa de vocês, viu!

Higlander de Brasília

Conversando com o secretário Eron Braga Bezerra, da Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia, ele me disse que não tem medo de nada. Contou que já caiu três vezes de avião, envolveu-se em 13 acidentes de carro, teve cinco malárias e… está vivo. Diante disso, eu não aguentei e, na linha do perco o amigo mas não a piada, falei que vaso ruim não quebra (rs). Fiquei impressionada com a história dele. Um autêntico Higlander.  Ele, que já foi deputado estadual no Amazonas, é uma pessoa maravilhosa, supersimples e com muitas ideias geniais. Foi muito prazerosa a minha visita ao ministério.

O secretário Eron Arruda me mostrou vários projetos interessantes do ministério

O secretário Eron Arruda, que não fuma, nem eu, me presenteou com um charuto cubano e um livro sobre a Amazônia, de sua autoria

Passagem secreta. E que visão!

Descobri uma passagem secreta dos deputados. Lá no plenário, na lanchonete, tem uma portinha num canto. Já vi vários colegas indo para lá. Curiosa, fui ver o que era. Vocês não imaginam que lugar maravilhoso, muitos vão ali para fumar (argh!), mas a vista é deslumbrante, dá para ver Brasília toda. A foto não é boa, mas, ao vivo, estava um pôr do sol magnífico, lindo, lindo, lindo!

cenario

Cadê você, ‘Dudu’?

Esta semana estou estranhando demais sem o nosso presidente, o ‘Dudu’. Ele está em missão oficial, e tudo está muito calmo aqui, gente! Para quem quer trabalhar é muito boa essa dinâmica que ele dá na Câmara. Nesta terça-feira estava tudo muito parado, desanimador. Eu gosto daquele agito, daquele faz acontecer que ele faz. É isso mesmo, a Casa tem que andar. Cadê o ‘Dudu’? Está fazendo falta no Congresso (rsrs).

maio 31, 2015 - câmara dos deputados    9 Comentário

Coincidência das Eleições

Nesta semana vamos votar a Coincidência das Eleições, um tema que eu tinha certeza ser a favor. Mas, quando comecei a ouvir os argumentos contra, passei a me questionar. Sinceramente, revelo a vocês que não sei o que votar. Em princípio, a Coincidência das Eleições geraria economia muito grande para o País e evitaria as candidaturas trampolins (o cara concorre para deputado, mas de olho na eleição seguinte para prefeito, por exemplo), o que seria muito bom. No entanto, quem fala contra a Coincidência das Eleições também apresenta bons argumentos: primeiro, ofuscaria o debate municipal, porque com a unificação estariam todos de olho no pleito para presidente da República. E onde é a base, ou seja, o município, o debate ficaria em segundo plano, o que é muito ruim; segundo, é impossível para a Justiça Eleitoral registrar candidaturas, julgar impugnações e prestações de contas de todos os candidatos numa eleição unificada. São 5 mil e poucos municípios, então, se tornaria inviável; e terceiro, a Coincidência das Eleições faria com que só se discutisse os problemas do Brasil de cinco em cinco anos, ou de quatro em quatro anos (dependendo do tempo de mandato ainda a ser votado na Reforma). Então, realmente, não tenho uma posição tomada sobre o tema.

 

maio 31, 2015 - câmara dos deputados    2 Comentário

Queriam nos matar no ninho

A grande verdade da Reforma Política era acabar com os pequenos e médios partidos, que trouxeram caras novas para o Congresso, com mais de 40% de renovação. Isso incomodou quem já estava lá. O PSDB, mais do que nunca, esteve engajado nessa manobra de nocautear as legendas que foram cacifadas nas urnas. Eu preciso falar isso: apoiei o PSDB, mas estou envergonhada com a atitude do partido, decepcionada. Agressões verbais de vários deputados tucanos dirigidas aos pequenos partidos. Acho que, se querem diminuir o número de partidos, deveriam começar tirando todos que têm envolvimento com corrupção ou com qualquer coisa do tipo. Tenho certeza que sobrariam apenas os pequenos. Sabe, foi uma guerra muito grande mesmo. Eles tinham como objetivo criar uma cláusula de desempenho e acabar com as coligações. No nosso bloco de 18 parlamentares, só um é reeleito. Ou seja, a renovação que o Brasil queria deu-se nos pequenos partidos, porque nos grandes, todos nós sabemos, são sempre os mesmos. E é por isso que eles se rebelaram e queriam nos matar no ninho, mas a habilidade de articulação dos pequenos foi fundamental para desmontar essa manobra. Agora, foi uma vergonha ver o PSDB, um partido pelo qual meu pai foi deputado federal, querendo, efetivamente, fazer uma democracia onde só ele governa, querendo calar a voz das minorias, isso não é democracia. Não poderíamos permitir. Eu fiquei muito decepcionada com esse partido, mas, graças a Deus, nós asseguramos a renovação política no Congresso, como o povo quis e fez acontecer nas urnas. O povo venceu! E na próxima eleição não serão 40% de renovação, serão 80%. É assim que se faz uma democracia!

votacao expectativa

Estou uma pilha

Depois de uma semana intensa e muito tensa com as votações da Reforma Política, você volta pra São Paulo e passa o tempo inteiro em reuniões. Estou uma pilha de nervos. Se alguém falar um oi, acho que explodo. Sexta-feira, mal deu tempo de respirar e enfrentei maratona de reuniões na sede do PTN. À noite, fui para o Litoral e passei o sábado inteiro reunida com meu grupo de lá. Estou cansada demais! Vou falar uma coisa: tem que ser muito maluca para ser política, e ainda têm alguns que te xingam porque você é política, então é bandida. Afe! Coisa de doido!

Jogo de xadrez

Agora, encerrada esta semana tensa de votação da Reforma Política, eu posso concluir que política é arte dos acordos, articulações e traições. Quem conseguir compor esses itens da melhor forma consegue, efetivamente, promover alguma coisa aqui dentro. Na crença, na batalha, a gente tem condições de conquistar várias coisas nesta Casa, bastam empenho, dedicação e paixão naquilo que faz. Quando se coloca a paixão acima de qualquer outro interesse, aí, sim, a coisa acontece. É preciso também ter inteligência para abrir mão de coisas que você prega, que defende, por uma outra que você considera mais importante. É um jogo de xadrez. Tem de ter inteligência para jogar esse jogo, do contrário, vai para o buraco.

 

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