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Clima deve incendiar

Hoje, o clima em Brasília deve começar a ficar muito quente, pra contrastar com o inverno e com a temperatura morna das semanas anteriores. Logo mais está prevista a apresentação do parecer do deputado Sergio Zveiter (foto), relator da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da denúncia contra o presidente de República. Como todos sabem, Michel Temer foi acusado formalmente pela Procuradoria Geral da República por crime de corrupção passiva, com base nas delações de executivos da empresa JBS. Então, por causa dessas denúncias, o Congresso anda meio parado. Não tivemos uma pauta quente em votação no plenário. Mesmo a Reforma Política, com comissões instaladas e trabalho em andamento, eu, como presidente do colegiado que analisa cláusula de barreira e fim das coligações, sinto um clima estranho, meio bagunçado. Quem vivenciou a gestão Eduardo Cunha, com atividades intensas desde o primeiro dia da atual legislatura, madrugadas e madrugadas de discussões e votações em plenário, estranha-se muito esse atual ritmo moroso na Câmara. Enfim, vamos ver o que nos reservam os próximos dias.

Surpresa pro maridão

Por essa ele não esperava. Voltei mais cedo de Brasília a fim de surpreender meu marido, Gabriel Melo, que fez aniversário na quarta-feira. Ele andava chateado, afinal, a maioria das datas importantes pra gente, por força do trabalho parlamentar, tenho passado à distância dele, como Dia dos Namorados, aniversário de namoro e outros dias muito significativos pra nós. Vou falar uma coisa pra vocês: ser mulher de político deve ser bem difícil, mas ser marido de política deve ser bem mais complicado. Então, ao regressar mais cedo pra São Paulo deixei meu Gabriel extremamente surpreendido e muito feliz, a ponto de dizer que foi o seu melhor aniversário. Saímos para comer um fondue, só nós dois, sem política na conversa (rs). Momentos raros que temos sempre que valorizar, muito e muito e muito.

O bisavô Sarney

No Maranhão, encontramos o ex-presidente e ex-senador José Sarney, personalidade amada e odiada pelos quatro cantos do país. Ele estava contando sobre seu dia a dia e sobre a família. Disse que acabam de nascer mais quatro bisnetos. E que quando as pessoas pregam o fim dos Sarney, ele simplesmente responde: “Com tanto bisneto nascendo, vai ser bem difícil o clã sumir”. (hahahaha)

Revoltado no aeroporto

No nosso Podemos, temos um deputado que é muito engraçado. Já falei dele várias aqui no blog. É o Gaguim, ex-governador em Tocantins. Ele nos contou que toda semana se revolta quando tem de viajar. Revolta é modo de dizer. Acontece que ele tem um braço artificial, uma prótese, e nos aeroportos, sempre que passa pela fiscalização, o Raio-X apita. E o Gaguim, como ele mesmo diz, fica ‘possesso’ com seu bracinho (rs)

Prazo cada vez mais curto

As últimas semanas têm sido meio mortas em Brasília em termos de pautas em discussão, até mesmo por causa de tantos outros escândalos políticos vindos à tona. Mas, mesmo assim, estamos conduzindo a Reforma Política, teve reunião com líderes do Senado e da Câmara, afinal são três comissões constituídas e tralhando simultaneamente e precisava delimitar os temas de cada uma, e tudo precisa ser aprovado até outubro. E o prazo está bem curto. E Reforma Política? Cada um pensa de um jeito, não só na Câmara, mas também na sociedade. É difícil conseguir consenso em torno de alguma coisa. Como presidente da Comissão de Cláusula de Barreira e Fim das Coligações, estou trabalhando com os demais integrantes para uma composição, para um acordo entre todos, para que saia algo bom, o que é muito importante neste momento de turbulência política no país.

Pausa revigorante

Hoje fui convidada para uma festinha junina na liderança do PHS. Momentos de descontração e de confraternização são super-importantes, porque estamos sempre na correria, debatendo matérias e projetos tensos, e parar um pouquinho revigora muito, principalmente quando há quitutes juninos para saborear (hummmm!). Valeu muito a pena essa paradinha nos trabalhos.

Fim das coligações

Ah, é importante saber sobre o fim das coligações, que também está nessa PEC 282: a maioria da Casa é contra essa proposta, mas deve ser aprovada porque os parlamentares entendem que, se não houver o fim das coligações para 2020, o Judiciário vai acabar com ela agora, em 2018. Isso seria um problemão. Então, é meio que uma composição, não que, de fato, a Câmara apoie a proposta. Do meu ponto de vista, o fim das coligações no atual sistema eleitoral vai ser um transtorno, porque vai quadriplicar o número de candidatos. Mas, enfim…

Às vezes, o Judiciário cria umas lógicas questionáveis, tipo acabar com coligação porque os partidos se unem sem ideologia. Mas os partidos, hoje, estão desprovidos de suas ideologias, eles têm que se repensar como partidos. Resolver um problema por meio de uma lei, acho isso questionável!

 

Sem enrolação

Saiu uma notinha numa revista digital dizendo que eu estava enrolando como presidente na Comissão da Reforma Política. (rindo)… tô enrolando nada! Como eu revelo os bastidores políticos para vocês, vejam que absurdo isso. Essa comissão, que vai analisar a PEC 282, demorou a ser instalada porque o PT ficou obstruindo. Para que vocês entendam: como eles estão cuidando da Infraconstitucional e da PEC 77, que trata da unificação das eleições, eles queriam ficar à frente de toda a Reforma Política, porque pretendiam colocar Lista Fechada e muitas outras coisas que os brasileiros não querem. A PEC 282 veio do Senado e trata de coligações e cláusula de barreira. Tinha um acordo para que essa comissão não ficasse com o PT e, então, eles começaram a tumultuar, passaram a fazer requerimento para apensar (juntar) uma PEC na outra, a não indicar membros para esse colegiado, e isso atrasou pra caramba a instalação. Semana passada, a comissão foi montada e eu marquei reunião para as 15h. Só que as sessões em plenário estão começando mais cedo. Com o início da ordem do dia, a reunião da PEC 282 ficou suspensa. Quando terminaram os trabalhos em plenário, retornei ao recinto da comissão e não tinha ninguém. Estão vendo? Não estou enrolando não. Acontece que muito do que se fala a meu respeito é porque sempre tive um posicionamento muito duro contra a cláusula de barreira, porque ela já foi declarada inconstitucional e por uma série de outras tantas razões, como, por exemplo, que acabaria com partidos ideológicos. E, cá entre nós, o objetivo da cláusula de barreira é a manutenção das grandes legendas.

Agora, com um partido como o nosso, que foi o que mais cresceu no Brasil, hoje com 14 deputados federais, estão vindo mais 10 federais e dois senadores, vai ter candidato à Presidência da República e um governador, vou estar preocupada com cláusula de 1,5%? Lógico que não! Então, qual o intuito dessa matéria na revista digital? Pra mim, foi uma notícia ‘plantada’ pelo PT, justamente pra enfraquecer essa comissão e forçar apensar a PEC 282 na PEC 77, presidida por eles, assim dominariam a Reforma Política.

Meu intuito de ir para PEC 282 era para assegurar o diálogo, para que as coisas não aconteçam no atropelo. Quando fui designada na presidência, já tinha a composição dos membros. Agora vêm com essa movimentação de bastidores para tentar pegar o protagonismo da Reforma. E para tanto ‘plantam’ notícia, tumultuam, tentam me enfraquecer na presidência. É bom esclarecer: se eu fosse contra a PEC 282, falaria abertamente, até porque abomino que fiquem fazendo joguinho.

Futuro político em ação

Sábado e domingo foi um fim de semana intenso de agendas a cumprir. Um monte de festas de São João, celebração de missa, aniversários e outros eventos. Nossa, gente, fiquei muito cansada, quase não curti meus filhos, mal-humorada, dormi pouco.

Ontem, segunda-feira, estava uma pilha de nervos. Inclusive saiu uma notícia na imprensa, mas eu vou comentar em outro post para vocês. Voltando, ontem tive um compromisso em Osasco e levei meu filho caçula, porque estava morrendo de saudade de tê-lo comigo. Esse meu Rafinha é muito cara de pau, não tenho dúvidas que vai ser político (hahahaha). Enquanto eu estava numa reunião, ele sentou-se no colo de um vereador, pegou o celular e começou a fazer selfie. Quando terminou a reunião, o vereador me mandou as fotos. Olhem isso, gente! Diz se não é pra amar esse toquinho de gente, que se dá bem com todo mundo?

‘Engole o senador’

Como é difícil abrir mão de hábitos. Senti isso na gravação do vídeo de apresentação do senador Álvaro Dias como o mais novo integrante do nosso Podemos. Sempre me dirigi a ele ou me referi a ele como senador, assim como faço com outras autoridades. É meu costume. Então, tive muita dificuldade em chamá-lo apenas de Álvaro Dias, sem o costumeiro senador. Foram tantas e tantas vezes que foi dita a frase ‘gravando, de novo’ que a orientação de um dos profissionais no estúdio acabou provocando gargalhadas : “Renata, engole o senador”. kkkkkkkk

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