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Empacotando as coisas

É a minha última semana na Câmara. Me licencio do cargo para intensificar a campanha do nosso pré-candidato a presidente do Brasil, senador Alvaro Dias, e de minha reeleição. Então, estamos encaixotando as coisas no gabinete. Tem muita coisa e, pra variar, avançamos a madrugada. Ainda bem que minha equipe está acostumada com meu hábito notívago. E pra não perder o costume, eles se revezam na massagem para aliviar meu cansaço. Kkkkk

Defesa x Ataque

Têm vezes que o plenário da Câmara parece um estádio de futebol, com as torcidas fervorosas defendendo seus times e atacando os adversários. Só assim para definir o clima entre prós e contras o PT. Enquanto o deputado Henrique Fontana discursava em defesa de Lula, o major Olimpio gritava, a plenos pulmões, sua opinião sobre o ex-presidente. Quem estava sentado próximo a ele rapidamente saiu dali para não aparecer nas imagens da TV Câmara. Eu, particularmente, não compactuo desse clima de defesa x ataque.

 

 

Andar com mala é perigoso!

É, amigos, em tempos de malas recheadas de dinheiro, desfilar com valise chama muito a atenção. Se for no plenário, vixe, aí é que os olhares desconfiados se voltam pra você, né deputado Diego Garcia (Podemos-PR)? Kkkkk. Deixa eu esclarecer logo antes que essa brincadeirinha se torne fake news: dentro da mala havia roupas e produtos de higiene pessoal, viu gente! O parlamentar veio direto do aeroporto para a Câmara.

Saciando o desejo

O que fazer quando no meio do expediente, com uma agenda apertada e corrida na Câmara, a gente sente uma vontade tremenda de comer estrogonofe? Aperta ainda mais a agenda e dá um jeitinho de saciar o desejo (rs).

Visitas ilustres

Se eu tivesse feito uma aposta sobre quem viria, semana passada, me ver em Brasília, eu perderia feio. Jamais imaginaria essas duas visitas ilustres: minha mãe e minha madrinha, que vieram passar alguns dias na Capital Federal. Elas foram no plenário, conheceram mais parlamentares nossos, passearam, visitaram pontos turísticos daqui. Que vergonha, estou aqui há quase 4 anos e não conheço nada fora do Congresso. É só trabalho, trabalho e trabalho. Mas conseguimos uma noite só para nós três, fomos jantar num restaurante e colocar a conversa em dia. Que delícia, que gostoso, que surpresa boa elas me proporcionam!

Em clima eleitoral

Os trabalhos em plenário estão bem serenos. É que o clima eleitoral (ou pré-eleitoral como alguns preferem chamar) já está em vigor não só no Congresso, mas em todo o Brasil. A necessidade de uma grande mudança, da transformação de tudo que está aí (balcão de negócios, corrupção, escândalos, prisões, HCs, embargos declaratórios judiciais aqui e acolá), tem feito com que se fale e se discuta política em cada canto do País. E isso é bom, porque é o povo debatendo política e manifestando seu desejo de reconstrução da nossa Nação.

Bem, voltando aos trabalhos legislativos, depois de aprovarmos, por 266 votos a favor e 8 contra, o regime de urgência do Cadastro Positivo, o projeto entrou em votação dias depois, mas não avançou. A proposta, que permite reunir informações sobre os pagamentos em dia do cidadão, desde que ele seja comunicado do cadastramento e que o mesmo possa cancelar sua inclusão a qualquer momento junto a qualquer gestor do banco de dados, encontrou resistência em plenário. Uma questão polemizou os debates: a privacidade de dados, com os contrários alegando que haveria quebra do sigilo bancário.  Considero o Cadastro Positivo uma proposta muito boa, tanto que é adotado em vários países. Não vejo prejuízo para o consumidor adimplente sua inclusão no Cadastro Positivo, aliás vejo benefícios, que seria contemplado com juros menores justamente por ser bom pagador. Enfim, sem acordo, a votação foi adiada, e talvez entre na pauta desta semana.

Desvirtuando a fé

Teve um fato hilário na nossa bancada. Como vocês sabem, vários deputados que são pastores evangélicos se filiaram recentemente ao Podemos. Só que no nosso time há um parlamentar (que não vou falar quem é, para não o comprometer, e vocês vão entender o porquê) que diz ter 30 namoradas, todas de 18 anos. Absurdo isso, né? (kkkk). Vira e mexe, ele mostra as fotos delas que tem no seu celular. Um dia, durante o intervalo de discussões da pauta em plenário, lá estava ele mostrando algo para os nossos deputados pastores, todos muito compenetrados no que viam. Eu vi a cena e já deduzi do que se tratava, e comecei a rir. Foi quando um parlamentar pastor se aproximou de mim e disse: “Renata, essa bancada do Podemos está desvirtuando a minha fé”. Nós dois caímos na gargalhada.

Cuidando das cordas vocais

Não tem jeito, quando a voz é um dos principais instrumentos de trabalho da gente, é preciso cuidar muito bem dela. Por isso, usei máscara durante todo o trajeto de Brasília a Goiás, porque não há cordas vocais que resistam ao ar-condicionado do carro. Em Anápolis, participei do lançamento da pré-candidatura do nosso deputado estadual Valeriano Abreu para a Câmara Federal. E em Goiânia, do ato de indicação do deputado estadual Lívio Luciano, que também é do Podemos, para compor na chapa do Ronaldo Caiado, pré-candidato a governador.

 

Sobrenome parlamentar

A mesa diretora do Senado vai negar o pedido de senadores petistas para incluir no painel eletrônico o sobrenome Lula. A mesa diretora da Câmara deve seguir o mesmo procedimento. Afinal, não tem cabimento adicionar ‘Lula’ no nome parlamentar. Para mostrar o absurdo que é esse pedido dos petistas, o nosso senador José Medeiros (Podemos-MT) apresentou ofício para incluir ‘Moro’ em seu sobrenome parlamentar. Outros senadores adotaram o mesmo procedimento, justamente para mostrar ao Congresso o quão ridículo seria esse procedimento. Imaginem cada parlamentar pedindo para inserir o sobrenome que lhe convier em sua identificação no painel eletrônico. Afe, cada coisa que acontece por aqui!

 

Relação complicada (1)

Minha relação com o tempo está cada vez mais complicada. E desde que o relógio entrou na minha vida, eu e o tempo temos tido seríssimas DRs (discussão do relacionamento). A gente não se entende mesmo! Já falei aqui pra vocês que um dia de 24 horas pra mim não dá! E eu peito mesmo. Ontem, por exemplo, o dia acabou, a madrugada avançou e eu trabalhando com a equipe em meu gabinete, até que as luzes do prédio do Congresso foram desligadas e tivemos de ir embora no escuro. Um breu total. A vingança do tempo, e seu aliado, o relógio, veio poucas horas depois, quando o despertador disparou, avisando-me que tinha compromisso bem cedinho a cumprir: café da manhã com o senador Alvaro Dias, nosso presidencial, e parlamentares da bancada evangélica do Podemos. Definitivamente, o tempo e eu não combinamos, mas há de chegar o dia que ganharei essa queda de braço. (kkkk)

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