jun 11, 2015 - câmara dos deputados    4 Comments

Alegria e angústia

Conheci em Santos uma pré-adolescente, de uns 12 anos, e o sonho dela é ser política. Esse desejo me fez refletir muito, sabe. Eu acho que a nossa sociedade vai começar a mudar a partir dessa geração, que não quer só xingar políticos, mas quer ser político. Meu deu muita esperança isso, me fez enxergar uma luz no fim do túnel. No feriado da semana passada, aproveitei meu primeiro descanso desde que assumi o mandato para refletir muito sobre política. Ninguém tira de mim que precisamos, urgentemente, fazer uma reforma educacional neste País, precisamos formar cidadãos de verdade e a imprensa tem de ter um papel fundamental nisso. Hoje, a mídia quer sempre denegrir a imagem da política, dos políticos, e isso acaba, talvez sem querer, fazendo com que a população, os jovens, enfim, ninguém do bem queira vir para a política. Um círculo vicioso ruim. Se amanhã eu ver que fiz minha parte, aprovei meus projetos, consegui fazer a transformação que achava que poderia contribuir e quiser dar um salto maior –  ir, por exemplo, para o Executivo e fazer um pouco mais -, confesso que tenho muito medo. Num primeiro momento, não iria. Quando você vai, certamente vai ser odiado por parte da população, por mais que faça tudo direitinho. Imagine o psicológico disso. Pensa num político adorado, num prefeito que todo mundo ama, num presidente da República amado? É difícil. Você pode dar o melhor de si, mas o reconhecimento vai ser sempre muito inferior à quantidade de inimigos. Precisa ter muita coragem para enfrentar tudo isso. Mas, sabe, quando as pessoas começarem a falar coisas boas da política e mais pessoas do bem queiram entrar, talvez a gente consiga mudar tudo isso. Essa menina que quer ser política me deixou muito feliz e esperançosa do amanhã. Enfim, quis compartilhar com vocês essa alegria e essa angústia.

 

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4 Comentário

  • Devido à minha descrença com a maioria dos politicos, vejo que uma carreira como um deputado ou senador fica cada vez mais longe com a revelação de mais denúncias sobre os maus feitos. Acredito que um dia isto mudará, mas acho que ainda vai demorar um pouco. Há políticos realmente engajados, como a senhora por exemplo, e ficarei muito satisfeito se eu puder contribuir para seu trabalho com minhas idéias. Se precisar de ajuda e eu puder contribuir tecnicamente, pode contar comigo sinceramente.
    Muito obrigado mais uma vez.

  • Cara Deputada,
    Sou de Niterói, RJ. Acompanho todos os seus posts, desde que vi uma reportagem sua no TV Câmara, em abril. Este blogue é sensacional e fico feliz que você compartilhe tudo o que acontece dentro da Câmara.
    Isto significa que tem deputado que pensa como nós, reles mortais, que o jeito de fazer política tem que ser diferente do que é hoje. Deve haver transparência, e antenado com a realidade do dia a dia.
    Deste modo, também fico contente que uma menina de 12 anos queira ser Política, porque significa que tem gente que pensa em fazer algo diferente do que hoje os políticos fazem.
    Eu também queria fazer parte desta Casa, pois tenho várias ideias sobre o Brasil de hoje e o Brasil do futuro. Penso como um estrategista de um país que deverá ter um Projeto de País.
    Infelizmente, quando começo a refletir que para colocar minhas ideias em prática eu teria que me filiar a um partido, depois ter que fazer propaganda para ganhar votos e ainda, se for eleito, enfrentar centenas de políticos que não querem fazer benefícios à população, mas sim defender ideologias ultrapassadas e interesses pessoais, fico angustiado e para faço uma auto-rejeição, concluindo que eu não me sujeitaria a isso tudo de modo algum.
    Um abraço.

    • Oi Wellington! Gostei muito do seu post! Você é uma pessoa interessada , parece ser muito do bem e gosta da política! Iria contribuir muito para nosso País! Pense com carinho em vir me fazer companhia aqui nesta luta! Eu iria gostar muito!!! Bjaooo

      • Cara Deputada,
        Fico contente por tudo e sou grato pelos adjetivos. Gostaria muito de contribuir com seu trabalho.
        Mas como posso fazer companhia aí nessa luta?
        Um abraço.

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